06 julho 2008

Utopia. Quero voltar a confiar

Fui criado com princípios morais comuns:

- Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração.
- Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto.
- Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades…
- Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…
- Tínhamos medo apenas do escuro, das cobras, dos filmes de terror…

Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.

- Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
- Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
- Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
- Não tirar proveito próprio em tudo significa ser idiota.
- Pagar dívidas em dia é ser tonto…
- Amnistia para corruptos e sonegadores…

O que aconteceu connosco?

- Professores maltratados nas salas de aula,
- comerciantes ameaçados por traficantes,
- grades em nossas janelas e portas.

Que valores são estes?

- Os Automóveis valem mais que abracos,
- Os filhos querendo uma PlayStation como presente por passar de ano.
- Telemóveis nas mochilas de crianças.
- O que vais querer em troca de um abraço?
- A diversão vale mais que um diploma.
- Uma TV gigante vale mais que uma boa conversa.
- Vale mais uma maquilhagem que um sorvete.
- Vale mais parecer do que ser…

Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?

- Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
- Quero me sentar na soleira e dormir com a porta aberta nas noites de verão!
- Quero a honestidade como motivo de orgulho.
- Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
- Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
- Quero a esperança, a alegria, a confiança!
- Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”

E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser “gente” .
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.

Utopía? Quem sabe?... Precisamos tentar…

Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

De autor desconhecido, recebido por e-mail do amigo JLDMelo

4 comentários:

victor simoes disse...

Amigo João Soares, já conhecia este texto de circular em e-mails, também não sei qual foi o seu autor. Retrata muito bem a actualidade e as diferenças de geração.
Os tempos mudaram, e para pior, em relação aos valores sociais, a ética, a moral, o civismo. Tudo foi ultrapassado por novos valores, que a meu ver nada têm de agregador social e familiar. A destruturação da sociedade, dá-se partindo de uma sociedade materialista, que sobrepõe esse mesmo materialismo, a todos os valores éticos e humanos, que noutros tempos respeitavamos.
Talvez quando acordarmos já seja tarde para conseguirmos reverter a situação.
Não acredito que seja utópico, lutar pelos valores da família, e pelo bem social. Dificil será concerteza, devido a tantos apelos, de consumismo e exemplos emergentes de destruturação social, com que somos bombardeados todos os dias.

Um abraço

A. João Soares disse...

Caro Víctor Simões,
Gosto da sua análise, que deixa uma porta aberta para a recuperação de valores que não fariam mal se fossem restabelecidos, mas como diz, o caminho para isso é demasiado estreito, embora não utópico.
Cabe a cada um fazer um pequeno esforço para resistir aos apelos do consumismo e do materialismo irracional.
Um abnraço
A. João Soares

Zé Povinho disse...

Li pela 1ª vez este texto, e se é utopia querer SER, então enfermo desse "mal".
Pregam-nos o sucesso, valoriza-se o TER, mas quando somos apenas humanos e normais, parece que não contamos para nada, mesmo que os têm vivam do que produzimos.
Abraço do Zé

A. João Soares disse...

Caro Zé Povinho,
Haja quem tenha coragem de dar prioridade ao SER e não se envergonhe de não ter tanto como aqueles que ostentam a sua vacuidade de espírito, camuflada num bruto carro, ou noutros sinais exteriores de pobreza mental.
Parabéns por o Zé estar do lado daqueles que SÃO aquilo que são, sem necessidade de ornamentos efémeros.
Recordo um texto que publiquei há tempos:Quem sou? em que defendo as virtudes da simplicidade, sem excluir o interesse daquilo que ocorre no mundo.
Um abraço
A. João Soares

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