27 abril 2007

E SE OS IMPOSTOS SOBRE RENDIMENTOS ACABASSEM?





E SE OS IMPOSTOS SOBRE RENDIMENTOS ACABASSEM?

Esta notícia vinda a lume, no JN de ontem 26-04-2007.
Suscitou-me que escrevesse estas palavras.





Segundo Isabel Correia, Investigadora do Banco de Portugal,
“As desigualdades económicas diminuiriam, se acabassem os impostos sobre os rendimentos, o IRS, e IRC, e em seu lugar ficaria o IVA, com taxa única de 30%.”

Ora se por hipótese, o governo assim decidisse. Quem pagava as favas era o “Zé pagode”!
Senão vejamos: abolia-se o IRS e IRC. No seu lugar ficaria um imposto único a pagar de igual modo por ricos e pobres. Por quem ganha 500 euros por mês, ou por quem ganha cinco mil.
Como aliás é ilustrativo, o que disse o fiscalista Medina Carreira. “O que aprendi ao longo da minha vida leva-me a rejeitar essa ideia. O sentimento de equidade vai no sentido da progressividade fiscal”, diz o antigo ministro das Finanças, que rebate o exercício teórico de Isabel Correia, de eliminação do IRS e IRC e a subida do IVA, com um exemplo prático:“Quem ganha 500 euros por mês gasta a totalidade do rendimento em consumo, ao passo de quem ganha 5.000 euros apenas canaliza para consumo uma parte; o restante não seria tributado”, alerta.
De resto, Medina Carreira lembra que as condições dos países de Leste que adoptaram “flat taxes” não são comparáveis à portuguesa. São países que não tinham nada e como estão a ter crescimento sacrificam a equidade em função disso”, assegura, acrescentando que “a equidade é uma conquista de quem já tem a barriga aconchegada”.
Para já, é apenas um exercício teórico De Isabel Correia. Mas se fosse levado à prática pelo governo, quem levava no pelo era o “Zé pagode”.
Esperemos que não passe apenas um exercício teórico. Não vá o “Diabo” tecê-las!

5 comentários:

A. João Soares disse...

Bom texto. Realmente seria uma injustiça social esta solução de substituir o IRS e o IRC pelo IVA mais elevado e com taxa igual para todos, ricos e pobres. Admiro esta atitude de Mário Margaride que sempre foi um acérrimo defensor da igualdade «a outrance». Gosto de o ver reconhecer que a igualdade não é uma panaceia, uma aspirina sempre benéfica.
Os franceses da revolução de 14 de Julho de 1789, embora a tenham tomado como lema, cedo a puseram de lado.
A igualdade de oportunidades é a única indiscutível e, infelizmente, não é respeitada, como se tem visto na distribuição de poleiros pelos «boys» da política.
Mas não pode haver igualdade no desporto em que são os mais capazes que sobem ao pódio, nem no ensino em que os mais aptos obtêm as melhores classificações, nem no trabalho em que os mais produtivos e eficientes devem ser mais recompensados, nem no trânsito em que há as prioridades a respeitar por uns em benefício de outros.
Nos impostos, também deve ser mais onerado quem tem maiores rendimentos legítimos, e os que os obtêm de forma ilegítima, quando descobertos, devem pagar os imposto s correspondentes e sofrer as penas legais.
Gostei de ver o Margaride a trazer aqui este texto, sinal de que recuou na sua cegueira pela igualdade absoluta e ubíqua.
Cumprimentos

Fontez disse...

ideia absurda essa de acabar com os impostos sobre rendimento e de haver apenas um imposto...igualdade onde haveria? não haveria simplesmente...!

Entre linhas disse...

Muito bom este texto,muito bem argumentado e com alguma razão de ser,embora a substituição dos impostos são na sua maioria muito mal aplicados .
Bom fim de semana

Bjs Zita

Baninha disse...

Bom, aqui eu como humorísta, teria a dizer o seguinte:

E se acabasse-mos com os CORRUPTOS?

E se acabasse-mos com os POLITICOS?

Claro seria dificil de imaginar um país sem CORRUPÇÃO...

Então onde é que os médicos que recebem viagens para ir ao Brasil, e outros destinos só por prescreverem medicamentos de determinado laboratório?

E onde se construíria um aeroporto, para beneficiar determinadas famílias, que se não houvesse POLITICOS e CORRUPTOS, não seriamos encaminhados para a opção OTA?

E se por ventura, não houvesse CORRUPÇÃO, o Sócrates não era Engº, logo não seria PM?

Hein? Toma lá, e vai buscar...

Mais um remate do baninha

david santos disse...

. João Soares said...
Bom texto. Realmente seria uma injustiça social esta solução de substituir o IRS e o IRC pelo IVA mais elevado e com taxa igual para todos, ricos e pobres. Admiro esta atitude de Mário Margaride que sempre foi um acérrimo defensor da igualdade «a outrance». Gosto de o ver reconhecer que a igualdade não é uma panaceia, uma aspirina sempre benéfica.
Os franceses da revolução de 14 de Julho de 1789, embora a tenham tomado como lema, cedo a puseram de lado.
A igualdade de oportunidades é a única indiscutível e, infelizmente, não é respeitada, como se tem visto na distribuição de poleiros pelos «boys» da política.
Mas não pode haver igualdade no desporto em que são os mais capazes que sobem ao pódio, nem no ensino em que os mais aptos obtêm as melhores classificações, nem no trabalho em que os mais produtivos e eficientes devem ser mais recompensados, nem no trânsito em que há as prioridades a respeitar por uns em benefício de outros.
Nos impostos, também deve ser mais onerado quem tem maiores rendimentos legítimos, e os que os obtêm de forma ilegítima, quando descobertos, devem pagar os imposto s correspondentes e sofrer as penas legais.
Gostei de ver o Margaride a trazer aqui este texto, sinal de que recuou na sua cegueira pela igualdade absoluta e ubíqua.
Cumprimentos

Sexta-feira, Abril 27, 2007 9:05:00 AM

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