06 abril 2007

A Páscoa...

La Primavera del Botticelli

A celebração da Primavera
Muito antes de ser uma festa cristã, o que se celebrava no momento da Páscoa era o anúncio do fim do Inverno e a chegada da Primavera.

Para os antigos, festejar a Primavera (tal como a Páscoa) sempre representou a alegria da passagem de um tempo escuro e triste para um mundo iluminado, de vida nova na Natureza. Era como que renascer.

A palavra "páscoa" vem do hebreu "pessah" e significa "passagem", "mudança", refere-se ao êxodo do Egipto de Moisés.
Nesta estação do ano, os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera, ou Esther.
Ostera era a Deusa da Primavera, que segurava um ovo na mão. A deusa e o ovo eram símbolos da chegada de uma nova vida.
Ostera equivale, na mitologia grega, a Perséfone. Na mitologia romana, era Ceres.
Estes antigos povos comemoravam a chegada da Primavera decorando ovos. Mas o costume de os decorar para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X.
O rei Eduardo I tinha o hábito de banhar ovos em ouro e oferecê-los aos seus amigos e aliados.
Acreditava-se que receber ovos pintados trazia boa sorte, fertilidade, amor e fortuna.
A oferta de ovos manteve-se até hoje e de várias formas.

A Páscoa cristã
Para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário recordar que muitas celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com Cristo.
A festa da Páscoa refere-se à última ceia de Jesus com os Apóstolos, a sua prisão, julgamento e condenação à morte, seguida da sua crucifixão e ressurreição.
A celebração começa no Domingo de Ramos (quando Jesus entra em Jerusalém e é aclamado com ramos de palmeira) e acaba no Domingo de Páscoa (com a Ressurreição de Cristo): é a chamada Semana Santa.
A data da Páscoa foi fixada pela Igreja no ano 325, de modo a "cair" no domingo mais próximo da primeira Lua Cheia do mês lunar que começa com o equinócio da Primavera.

Com esta definição, a data da Páscoa varia de ano para ano, sendo, em limite, entre 22 de Março e 25 de Abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".

A Páscoa judaica
Em hebraico, existe a "Pessah", a chamada "Páscoa Judaica", que começou a celebrar-se há cerca de 3 mil anos, quando os hebreus iniciaram o "êxodo" (a viagem de libertação do seu povo, pela mão de Moisés, depois de serem escravos do Egipto durante 400 anos).
Comemoravam assim a passagem da escravidão para a libertação.
A comemoração inclui (entre outras coisas) uma refeição, onde se come o Cordeiro Pascal, pão sem fermento (o "matzá"), ervas amargas e muito vinho.

red-point.JPGDesejo a toda a Blogosfera uma Páscoa Feliz

red-point.JPGred-point.JPGSíntese - Yeshua ben Yoseph - Profeta, que muitos dizem ser o Messias

6 comentários:

A. João Soares disse...

Amigo Ludovicus Rex,
Obrigado por esta lição, muito interessante e que merece ser devidamente meditada pelos cristãos e pelos que o não são. A Páscoa cai no domingo a seguir à primeira lua cheia após o equinócio, e não no «mais próximo».
Quando os filósofos e pensadores da época criaram a religião cristã tiveram o bom senso, ou não fossem filósofos, de não ir contra as tradições vigentes e de darem aos rituais populares um significado diferente, embora não muito. E, assim fizeram nascer o seu ídolo, Jesus, na época das festividades do solstício do inverno e morrer na altura das festividades da primavera, do renascer da Natureza (ressurreição).
A católicos praticantes daqueles que recitam os prontuários do catecismo e participam regularmente na parte espectacular dos rituais, perguntei quanto viveu Jesus. A resposta foi 33 anos, mas não souberam dizer quantos meses ou dias mais. Seria impossível tal precisão pois a celebração da Paixão de Jesus é uma festa móvel, podendo variar de cerca de 28 dias.
Mas a generalidade das pessoas recusam aceitar que uma religião é um assunto virtual. Deus não é materializado por medidas e pesos. As pessoas têm necessidade de Deus, um deus que existe dentro do nosso espírito, à medida das nossas dúvidas, ansiedades, ambições, receios, princípios éticos etc. A própria religião diz que Deus está no céu, na terra e em toda a parte. Está dentro de nós, é nosso, à nossa medida. Mas as religiões vivem de manifestações de massa, de espectáculo, e, para isso, exploram a nossa credulidade. Isto não é defeito nem virtude de uma ou de outra, é de todas e é isso que os partidos políticos em democracia procuram imitar, com os comícios e outras manifestações.
Desejo que tenha uma Páscoa Feliz, ou uma festividade da Primavera muito alegre.
Abraços
A. João Soares

Ludovicus Rex disse...

Amigo Soares, Obrigado ao complemento ao meu post. Deveria colocar a sua versão, que está muito boa no blog. Posso pôr o seu escrito no Momentos e documentos como complemento?
Diga-me alguma coisa. Um Abraço e Boa Páscoa

A. João Soares disse...

Caro Ludovicus Rex,

Pode utilizar este texto no seu blog.
Quanto a eu o publicar no meu, é assunto que não me está a entusiasmar. Precisava de alguns retoques e, por outro lado, pelo Natal, emiti uma opinião semelhante que esperava ter contestação dos católicos mais fervorosos, mas não houve comentários, nem a favor nem contra.
Estou a formar uma opinião sobre a forma como as pessoas temem dar o seu parecer. Sobre o receio de opinar, sugiro a leitura do comentário que coloquei em «Democracia em Portugal?» no post «Demita-se Sr. «Eng» Sócrates»
Um abraço

Klatuu o embuçado disse...

O quadro é belo... a Páscoa cristã não me diz nada.

victor simoes disse...

Excelente post, Luduvicus e parabéns ao Joao Soares, pelo excelente complemento de comentário.

Boa Páscoa para todos, sobretudo no espírito da mesma.

Um abraço

MRelvas disse...

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Nossos amigos de Kidlink nos contaram como se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas. Assim:


http://aromasdeportugal.blogspot.com/2007/04/o-significado-da-pscoa.html



A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

Com um abraço a todos os comentadores e ao ludo.

MR

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