31 janeiro 2007

Afinal para que servem?

Acabo, agora mesmo, de ver uma reportagem na RTP 1 sobre o caso da pequena Joana, que desapareceu (inicialmente) e que mais tarde se veio a descobrir, ou pelo menos ficou provado em tribunal, que teria sido assassinada pela própria mãe. No meio de toda a mediatização que foi o julgamento, independentemente de toda a panóplia de provas apresentadas pela acusação e refutadas pela defesa, algo (mais uma vez) me chamou à atenção, tanto naquela altura, como agora; o facto de a mãe da pequena Joana, ter refutado todas as acusações sobre ela, alegando que apenas confessou as "coisas" porque a policia judiciária a espancou/ torturou para que ela confessa-se que era a autora do assassinato da própria filha. Os advogados de defesa, tentaram a todo o custo fazer disso o seu cavalo de batalha, alegando mais uma vez, que a policia judiciária era a culpada de tudo.
Vou tentar ser sucinto no meu raciocínio. Se a autora dos crimes, mesmo sobre tortura, contou pequenos detalhes que apenas a polícia judiciária tinha conhecimento, leva-me a pensar que ou ela tinha uma imaginação muito fértil e acertou no totoloto ou então sabia realmente o que se tinha passado.
Recentemente dois jovens (salvo erro) foram assassinados pela polícia do porto, baleados, quando escapavam da mesma, depois de terem sido perseguidos e "mandados parar" por excesso de velocidade, de salientar que os dois são dois casos distintos. O pai de um dos mortos, informou cordialmente as instâncias competentes e os meios de comunicação social que iria impor uma acção em tribunal contra a Policia (instituição). O facto de um dos jovens ter entrado em contra mão durante diversos km, segundo a perspectiva do pai foi algo irrelevante, visto que o que interessava era punir o polícia que o alvejou.
Usando apenas casos portugueses…
São simples pormenores técnicos que conseguem eliminar uma acusação, bem como toda uma investigação. Sem falar de certas gravações que correm por ai…
Simplificando. Onde eu quero realmente chegar. Estaremos a "cortar" as "pernas" ás nossas forças de segurança? Não será que a aprovação da verdade se deva sobrepor a tudo? Afinal quem são os verdadeiros fora-da-lei? O tipo que assalta, ou o policia que o mata?
O que eu acho é que devemos dar ás nossas forças de segurança "fisgas", como aquelas que fazíamos em miúdos, para que eles se protejam e não sejam processados por danos físicos e morais. Isso sim traria satisfação por parte de todos os que vivem à margem da lei.
Porque se assim for, para que servem os policias?

Muito ainda ficou por dizer.
Domingos Araújo.

3 comentários:

Tiago Carneiro disse...

Sem que se possa ilibar os exageros que às vezes são cometidos pelas forças políciais, AS NOSSAS POLÍCIAS SÃO MUITO BENEVOLENTES E TEM FALTA DE PODER!!!

Dou um exemplo:

Já cá morreram pessoas vitimas de colisões contra condutores em contra mão. Muitos deles devido a apostas. Que penas tiveram os infractores que não morreram? Pouco, muito pouco.
Em Espanha, houve uma altura que isto (apostas) tb era moda. Mas as autoridades resolveram facilmente - quando aparecia um condutor em contra mão era avisado com letreiros e carros patrulha. Se não parasse logo seria ABATIDO A TIRO no próximo viaduto. As apostas acabaram logo logo.

SE SÃO ASSASSINOS PORQUE NÃO DEFENDER COM A MORTE (DELES)???

Abraço
Tiago

a.leitão disse...

Uma achega de apoio ao Post.

Responsabilidade geral dos políticos que passam muitas vezes a vida a discutir coisas de lana caprina esquecendo os verdadeiros interesses das populações.

MRelvas disse...

Caro Domingos Araújo,ontem fiz aqui um cometário bastante grande com uma análise profunda...mas ao tentar colocar...não entrou e foi-se....

Po isso hoje digo apenas isto:
-As forças de segurança afundam-se, embora o MAI tenha aberto um pouco os olhos,mas não chega.

As polícias não têm autoridade nem meios,muito menosdinheiro!

Quando tal acontece nem é preciso leis que os dotem de capacidade de actuação, estão asfixiados moralmente e monetariamente!

"O melhor serviço é o que fica por fazer" segundo ouço!

"Foi pena não ter "entrado" o meu extenso e pormonerizado comentário...

mas fiquei chateado e sem pachorra para tentar escrever tudo de novo!

Abraços
MR

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