14 janeiro 2007

Na Primeira Pessoa

Na Primeira Pessoa

Que estaríam os meus pais a pensar
Enquanto eu era fecundado?
Num colo que me iría embalar
Ou tão sómente me víam
Como um bebé abortado?!

Bastou apenas um momento!
Aventura sem precaução
Prazer? Um impulso sem pensar
Deu início à minha vida
A vida que iríam roubar...

A parte frágil sou eu!
Eu, que nada fiz de mal
Numa luta desigual
Ouço dizer os meus pais
Que abortar-me é mais sensato!!
Com armas tão desiguais
Eu, tão frágil... lá parto!!!


Mª Soledade Alves

7 comentários:

victor simoes disse...

Olá Maria. Bem vinda ao nosso Voz do Povo. Ora aqui está manifestado num belo poema a sua opinião em relação à interrupção voluntária da gravidez. A Voz do Povo, não toma posição, sobre o tema dado que este é um blogue, com diferentes participantes, a manifestação de apoio ou recusa, cabe a cada qual.

Um grande beijinho

Beezzblogger disse...

Amiga Maria, eu achei lindo este poema, embora eu não tome partido do "REFERENDO", pois ache este nem devia existir.


O assunto é tão complexo...


Abraços do beezz

Conceição Bernardino disse...

Olá Maria este poema é tão belo que nem tenho palavras para descrever tanta beleza...
Obrigada por tudo
Conceição Bernardino

Maria Soledade Alves disse...

Amigo Beezz: Quanto ao referendo eu também concordo.Não faz sentido,mas,enquanto se perde tempo com referendos para entreter o povo, não se trata do que é realmente importante.Eu apenas tenho uma opinião muito formada,isso não implica que embarque em votações que considero puro entretenimento.

Beijo: MªSoledade Alves

david santos disse...

Olá, minha querida amiga Soledade!
Então!? Afinal já anda de bem com o pessoal do JN? Parabéns. O poema é fantástico. Mas o conteúdo em que ele se apoia, ufa! Ainda tenho que ouvir e ver muitos debates sobre o assunto. Ainda estou muito baralhado. Só aqui em casa, onde somos seis, só há duas decididas, o resto, ainda que não pareça, tem que ir para o Instituto Abel Salasar, para que além da questão moral, aprender a técnica.
Abraços, Soledade. Aparece mais vezes.

Anónimo disse...

Amiga Soledade, é um gosto ver aqui um poema tão belo e que nos faz reflectir muito!

Eu não sei se vou votar a lei da IVA...mas sou pela VIDA,sim sou,pois o que realmente interessa a este país,às pessoas que sofrem o dia a dia eles não referendam!

Sabemos o que vai mal neste país,mas eles atiram areia para os olhos.Em conversa com uns amigos eles diziam que o que se devia referendar é o caminho de Portugal.Qual o futuro...continuar numa UE pôdre,sem futuro para os portugueses e que acabará com o resto deste pequeno canto,sem poder fazer frente às potências e quotas impostas pela UE,ou se deveriamos caminhar abertos ao eixo-transatlântico e aos Palops!

O controle dos produtos à entrada obrigariam às multinacionais a montarem de novo escritórios,rede de comercialização e fábricas em Portugal.Talvez saísse inicialmente mais caro para o consumidor,mas é certo que iria garantir empregos futuros para os portugueses que cada vez mais têm que fugir para outros países!

Beijinhos

Mário relvas

Maria Soledade Alves disse...

Amigos: Obrigada a todos pelos vossos comentários.Amigo David, eu não tou zangada com o pessoal do JN,só que por razões pessoais tenho andado desligada do movimento da escrita,mesmo aqui na nossa Voz do Povo,sómente isso.Agora para o amigo Relvas: Não lhe retiro um único parágrafo, pois concordo plenamente consigo.Conceição um beijo especial.Espero que tenha visto os mails que lhe mandei.

Beijos a todos
Até sempre/MªSoledade Alves

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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