23 janeiro 2007

RECORDANDO ORESTES VLADIMIRO

RECORDAR UM AMIGO QUE HÁ MUITO PARTIU
MAS QUE JÁ EM 1986 NOS DESPERTAVA POETICAMENTE
PARA UM PROBLEMA SEMPRE ACTUAL. UM PROBLEMA QUE SE AGRAVA CADA VEZ MAIS COM O PASSAR DOS ANOS!
POR ELE, O PROBLEMA É DONO E SENHOR
DA VIDA E DA MORTE.

Este meu saudoso amigo e colega de trabalho foi um artista no relacionamento humano e na criação de amizades; foi escultor em madeira e marfim, foi escritor e poeta, cantador e fadista.
Que saudade Orestes Vladimiro.
Hoje ao reorganizar a minha pequena e pobre biblioteca, fiquei com um dos teus livrinhos de versos de feição popular na mão, a meditar e a lembrar-te.
Lembrei-me então de te manter recordado também aqui na Voz do Povo, escolhendo para isso um desses teus versos intitulado:

O PODER OMNIPOTENTE

O desejo mais brutal
Que nos domina afinal
É sem dúvida o dinheiro
Que na terra é fatalmente
O “poder omnipotente”
Que governa o mundo inteiro.

Nesta vida amargurada
Que quase não vale nada
Tem o dinheiro valor
Por ele tudo se esquece
Por ele até se enlouquece
Ele é alegria e é dor.

A mais pura consciência
Perde às vezes a existência
Num suicídio brutal
- Perde-se assim uma vida
Co’a consciência perdida
Perdida p’lo vil metal.

Há casais que os filhos vendem
Verdades que não se compreendem
(Tudo é possível na vida)
- Por dinheiro quem não faz
O que diz não ser capaz
Numa ambição desmedida!?

Matam-se filhos e pais
Por questões simples, banais
Em que o dinheiro impera
E da modéstia esquecido
Anda o Mundo dividido
Sempre atrás duma quimera.

Porque é que as próprias nações
Satisfazendo ambições
Se vendem infamemente?
- É que na paz ou na guerra
É o dinheiro na terra
O “Poder Omnipotente”.


Recordando com saudade um dos muitos versos

de quem foi meu colega e o amigo, Orestes Vladimiro


José Faria

3 comentários:

victor simoes disse...

É sempre bom, lembrar aqueles com quem privamos e sobretudo, criamos laços de empatia. Recordar aqui um amigo, é sempre um sinal de gratidão, na medida da amizade.

Um grande abraço meu amigo.

Anónimo disse...

Amigo e desaparecido Faria,
gostei muito desta sua atitude.A amizade é mais do que uma palavra, é senti-la e o amigo sente-a para lá do espaço temporal,da distância e da morte.

Sim, isso é amizade!

Abraços

Mário relvas

JOSÉ FARIA disse...

Amigos!
As diferenças de gostos, ideias ou pensamentos, não são nada comparado com o respeito pelo semelhante e sobretudo com a amizade!
Obrigado

José Faria

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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