29 janeiro 2007

Guiné-Bissau


"O Governo guineense levantou anteontem 27-01-2007, o mandado de captura contra o líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, e autorizou-o a regressar a casa, abandonando as instalações da ONU em Bissau, onde se encontra refugiando desde do passado dia 10 deste mês, fugindo às autoridades que tentam fazer cumprir o mandado detendo-o, na sequência das acusações de Gomes Júnior ao presidente "Nino" Vieira. Carlos Júnior acusou "Nino" de ser o responsável pelo assassínio do ex-Chefe do Estado- Maior da Armada Guineense, Lamine Sanhá, baleado dias antes por desconhecidos que se puseram em fuga. " in Jornal de Notícias de 28-01-2007; pag. 22

Na minha opinião o Governo Guineense, nunca deveria ter emitido tal mandado, e isso agora terá sido reconhecido, num estado de direito os tribunais é que emitem mandados. O General Nino, só terá mesmo é que acusar de difamação Carlos Júnior e exigir do mesmo explicações e provas do que insinuou, assim não sendo, será responsabilizado. Assim funciona a democracia. Mas este volte face de posição governamental é estranho no mínimo.

3 comentários:

A. João Soares disse...

Poderá ser o início de uma alteração do estilo de direcção do País! Se assim for, temos de aplaudir. Devemos continuar atentos para acompanhar outros indícios para construir o puzzle. Ou tratar-se-á de uma armadilha para ele ser abatido como foi o CEMA Lamine Sanhá?, por desconhecidos!
País pequeno e pobre em recursos de qualquer natureza, não avançará enquanto não tiver à frente pessoas competentes e honestas interessadas de verdade na felicidade dos cidadãos.
Um abraço
A. João Soares

victor simoes disse...

Não queria chegar a tanto, mas nas minhas palavras ficou subjacente, o alerta de cautela a Júnior.

MRelvas disse...

Caro Victor Simões e João Soares,eu recordo aqui um homem que após uma clausura interminável,foi solto e seguiu o caminho da presidência,devidamente cauteloso e ao lado de quem o tinha na cadeia-Nelson Mandela.Considero um caso único no mundo da história contemporânea um preso e o seu carcereiro terem ganho uma tão grande amizade.Bonito o fim do triste início.

Mas na África negra (assim designada) os patrôes dela aconchegam-se em múltiplas protecções ditatoriais.

Eu não confio no nininho,que de amigo do seu povo não lhe reconheço nada.

Os governos de tais países fazem-se por vezes passar por bonzinhos,soltam os "reclusos" para que depois bebam um chásinho de polónio 210...e nada tiveram a ver com aquilo...

Abram os olhos!

Abraços
MRelvas

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