30 janeiro 2007

Choque tecnlógico - versus protecção ambiental

Caríssimos, cá está mais um contracenso e a prova inequívoca, de que o poder político este que temos, está subjugado ao poder económico.
Qualquer politiqueiro do nosso país, não se atreve a fazer frente, às grandes petrolíferas porque, cada um tem a esperançinha de vir a administrar uma dessas empresas. Ou pelo menos garantir um tacho, no futuro. A corrupção graça e não tenhamos dúvida, estes senhores não defendem nunca o interesse da nação, pois os seus interesses pessoais estão primeiro.
E uma vergonha e só demonstra, o quanto este povo tem sido enganado. Digam-me afinal, que se pretende fazer para melhorar o ambiente? Não tivemos ou temos que pagar coimas por não cumprir o tratado ( metas ) de Quioto?
Senhor Primeiro Ministro José Sócrates, uma vez que se já arvorou em ambiente também, explique o que se passa neste caso concreto, não duvide que cai em descrédito se não o fizer.
Uma nota, este assunto não é do domínio público, porque os jornais também estão orquestrados e controlados.
O Semanário on line-O MIRANTE, publicou os seguinte!
" Empresa de bio-diesel sente-se prejudicada pelo Governo."

"Limitação do governo obriga a paragem de uma das unidades montadas e de cinco novos postos de trabalho. O Administrador da Iberol sente-se traído pela “máquina retrógrada” do Estado.
O presidente do conselho e administração da Iberol (Sociedade Ibérica de Biocombustíveis e Oleaginosas SA), em Alhandra, a empresa pioneira na produção de biodiesel em Portugal, poderá ter que ser obrigado a reduzir a produção em virtude da nova lei. A empresa de oleaginosas, que produz o combustível a partir da matéria-prima gerada em instalações da fábrica, tem capacidade para produzir anualmente 150 mil toneladas de combustível, quantidade que terá que reduzir para 100 mil, de acordo com a nova portaria regulamentadora que prevê esta quantidade máxima para que cada operador tenha direito à isenção sobre produtos petrolíferos (ISP). O benefício fiscal, concedido pelo Governo, permite que o preço final para o consumidor não sofra qualquer alteração, apesar de os custos de produção do biodiesel serem mais elevados.
“O Estado tem que premiar quem anda aqui há anos, quem arriscou, quem esteve atento às necessidades do país e não ceder aos “lobbies” dos que só vieram tranquilamente para o mercado já com a lei do biodiesel aprovada, diz João Rodrigues, que não percebe porque razão em Portugal foi estabelecido um limite, ao contrário de outros países europeus onde se incentivam os combustíveis amigos do ambiente. “A actividade industrial no espaço europeu é livre ou voltámos ao tempo do condicionamento industrial do Salazar?, interroga!
A fábrica da Iberol, projectada a partir do ano 2000, começou a produzir em Abril de 2006 ao abrigo do benefício fiscal concedido para instalação piloto de projecto de desenvolvimento. A lei que regula o biodiesel é de Março de 2006, mas só em 15 de Dezembro foram publicadas as portarias regulamentadoras, o que está a criar enormes dificuldades aos operadores. Com as novas regras a empresa terá que orientar a produção para outros mercados.
“Para o mercado português vamos produzir menos 50 mil toneladas do que a nossa capacidade instalada, enquanto os custos fixos serão os mesmos. Temos uma instalação que vai ficar parada e em consequência vamos deixar de contratar cinco trabalhadores”, lamenta João Rodrigues. A instalação que vai ficar parada, foi especialmente desenvolvida para a utilização de óleos de cozinha usados na produção de biodiesel. O industrial garante ainda que, segundo os estudos realizados pela empresa – que possuiu um dos melhores laboratórios europeus da indústria – não é possível produzir biodiesel, de acordo com as normas, apenas com óleos usados. João Rodrigues, que pretendia receber e tratar os óleos usados provenientes de estabelecimentos comerciais e de ensino, terá que reequacionar o projecto. Actualmente a empresa produz o combustível alternativo a partir do óleo produzido na empresa. A matéria-prima (soja e ou colza), para produção desta energia renovável, é importada. O empresário tem esperança de que uma nova política agrícola comum, venha estimular a produção de oleaginosas em Portugal.
João Rodrigues adquiriu em 1998 a empresa Iberol com perspectivas de se lançar no negócio da produção de biodiesel. Em 2003 o projecto, apresentado ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, foi considerado de interesse nacional. O industrial ultrapassou o problema da falta de matéria-prima e do empreendedorismo, mas agora não percebe porque o projecto está a ser penalizado. Nos últimos sete anos investiu 50 milhões de euros, em formação, equipamentos laboratoriais e na construção de duas instalações com capacidade para produzir 150.000 toneladas de biodiesel e 15.000 toneladas de glicerina por ano. “A máquina estatal portuguesa é retrógrada e burocrática e, independentemente da simpatia individual das pessoas que a servem, excessivamente permeável a “lobbies”, distorcendo a vontade política dos Governos”.
Além da Iberol, a Torrejana está a operar no mercado e no concelho de Vila Franca de Xira irá surgir uma outra empresa de produção de biodiesel. O MIRANTE contactou a Secretaria de Estado da Indústria sobre as razões que levam à imposição de um limite de produção com isenção de ISP, mas até à hora do fecho desta edição não foi possível obter qualquer resposta."
Veja o que diz a legislação

3 comentários:

Ludovicus Rex disse...

Meu amigo, este artigo demonstra bem o páis que temos. A corrupção infelizmente anda por aí... e nós por cá cada vez pior...
É nosso dever divulgar este tipo de informação.
Um abraço

A. João Soares disse...

País ingovernável!
Os oligarcas não pretendem governar. Pensam apenas em sacar aos contribuintes o máximo para se encherem, par o enriquecimento ilícito que o Eng João Cravinho pretendia combater mas que o PS não deixou. Protegem-se entre si para preservar o tacho e depois deste conseguir outro.
Como sair daqui? Passa pelo esclarecimento dos eleitores. Depois de muitos estarem esclarecidos, a solução desabrochará, qual flor no meio do estrume!
Entretanto convém não nos deixarmos asfixiar debaixo de tantos factos insignificantes que apenas servem para desviar a atenção dos verdadeiros problemas que nos afectam.
Dê-se publicidade a todos estes casos.
Parabéns Amigo Víctor Simões
Um abraço
A. João Soares
P.S.: Nada tenho a ver com «O Mirante». O meu blogue é «Do Mirante»

Conceição Bernardino disse...

Victor não sei tem recebido os meus emails mas perdi o contacto com a voz do povo devido aos meus blogs desaparecerem agora criei um novo é http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com
se achar que devo continuar na voz do povo diga qualquer coisa obrigada e desculpe

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