26 janeiro 2007

DEMOCRACIA VIVA

Democracia de parabéns

A Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar decisões políticas, isto é, a soberania, reside nos cidadãos (povo), directa ou indirectamente, por meio de eleitos representantes - forma mais usual.
Numa frase vulgarizada, democracia é o "governo do povo, pelo povo e para o povo".

A democracia, tal como a liberdade, só tem verdadeiro significado se for vivida, aproveitada. Uma águia habituada ao cativeiro, depois de lhe serem abertas as portas deste, se não ousar iniciar largos voos, não merece a liberdade, porque não a utiliza, não a vive.

Em democracia devemos partir da hipótese da seriedade daqueles que escolhemos para nossos representantes, da sua vontade de acertar nas decisões, até porque daí lhes advirá garantia de futuro político e de mais votos nas eleições seguintes. Porém, sendo eles humanos, estão sujeitos a errar, a não acertar com o melhor caminho para benefício da população que deve ser o seu principal objectivo. Isso pode acontecer por pressões de interesses não identificados ou por distracção ou entusiasmo imponderado. Sendo assim, é de toda a conveniência que cada cidadão esteja atento às decisões e, quando detectar algo que considere menos adequado às necessidades gerais da população, deve emitir um sinal de alerta, pelos meios ao seu dispor a fim de os políticos reanalisarem o problema e o rectificarem da forma que considerarem mais atinada.

Embora seja considerado que o povo português sofre de abulia, indiferença e exagerada capacidade de sofrimento e acomodação, começam a surgir opinantes nos Órgãos da Comunicação Social, na Internet, nos transportes públicos, nos cafés e nos grupos de amigos, apreciações críticas, positivas e negativas, das decisões dos detentores do Poder.

Notícias de hoje, 26, dizem-nos que o PS já não se opõe à discussão dos projectos anticorrupção de João Cravinho . Perante as pressões de todos os lados, o PS viu-se obrigado a rever a sua posição inicial. Está de parabéns a Democracia, o poder do Povo! Estão de parabéns os bloguistas que têm alertado para o inconveniente de a corrupção ter sido deixada agravar-se livremente sem um ataque sistemático e eficaz, utilizando rodos os métodos adequados. Aqui, neste espaço, foram vários os alertas.

No entanto, segundo os jornais, nem tudo mereceu ponderação, tendo João Cravinho sido pressionado a retirar a sua proposta para criminalizar o enriquecimento ilícito.

Também, no respeitante à TLEBS (Terminologia Linguística dos Ensinos Básico e Secundário), a Democracia saiu valorizada, pois esta medida considerada aberrante vai ser suspensa a partir de 1 de Fevereiro, conforme foi anunciado pelo S.E. Jorge Pedreira, contradizendo as afirmações de há uma semana do seu colega S.E. Valter Marques.

As pressões do Povo, em que este blogue esteve presente, surtiram efeito e foi conseguida a anulação de uma manobra considerada abstrusa por muitos e bons intelectuais deste nosso Portugal. Seria bom que fosse elaborada uma lista dos mentores e defensores «a outrance» desse incrível projecto que agora tinha todo o apoio de Valter Marques, e averiguados os interesses em jogo.

3 comentários:

MRelvas disse...

Caro João Soares,

efectivamente muito tem sido feito pelos bloguistas.A comunicação social também anda aterrada e escreve...denuncia.Porquê?Porque se não for um jornal será outro.São de grupos diferentes.Já não se sabe quem é quem.Digo-lhe que hoje há uma pessoa a trabalhar e duas a espreitar.Avigiar a outra.Ninguém confia em ninguém...

Continuemos.

Parabéns pelos seus textos.Já há akgum tempo que devido às mudanças do seu blogue que recomendo não aparecia aqui um texto embora eu o visite sempre no Do Mirante!

Abraços

Mário Relvas

augustoM disse...

Meu caro David Santos, existem duas coisas completamente diferentes: uma é o que é a Democracia em si, outra o que nós gostaríamos que ela fosse.
Democracia, como diz e muito bem, é uma escolha por maioria, seja lá para o que for, mas que se esgota logo que o acto de escolha finda. Na política é colocar o poder nas mãos de alguns. Os escolhidos, detentores desse poder, terão uma actuação a seu belo prazer, delegaram neles todas as decisões, não têm que dar cavaco do que fazem.
Pensarmos que eles deveriam governar “democraticamente” é uma utopia, pois governar democraticamente não fazia sentido, teriam de sujeitar todas as decisões ao veredicto popular, o que tornaria impraticável qual governo.
A democraticidade na prática não existe, não passa de um aspiração não muito bem definida, talvez fazerem o que nós achamos mais justo, mas mesmo o justo nunca seria consentâneo, é uma variável subjectiva.
Sendo Democracia a possibilidade de escolha, daí a soberania de quem escolhe, também neste sentido ela não corresponde ao que dela se espera. As candidaturas, ao invés de apresentarem um programa de governo competente, conscientes de quem os ouve, fazem um jogo de sedução, onde a oferta da ilusão futura, é o tema dominante.
Vota-se não na competência, mas na melhor oferta, porque quem vota não tem competência para ajuizar a competência do que lhe é proposto.
Assim, não ganhará o mais competente mas o mais aldrabão, o que melhor souber seduzir o eleitorado e ficaremos em presença, na prática, da eleição de um possível ditador por vontade popular. Este é o calcanhar de Aquiles da Democracia, a soberania popular ser usada para eleger não quem o vai governar mas quem o vai subjugar.
Fala-se muito de Democracia como oposição ao totalitarismo, mas era necessário saber-se como é que ela apareceu e com que fim foi implementada, para percebermos que ela só por si, não garante nada.
Tenho um texto publicado no blog sobre o assunto, onde abordo com que fundamento nasceu a Democracia.
Desculpe a tamanho do comentário, mas nunca resisto a dar um ar das minhas ideias sobre o assunto.
Um abraço. Augusto

A. João Soares disse...

O meu obrigado aos MRelvas e Augusto.
A exposição do Augusto é muito interessante. É tudo verdade, mas o povo pode fazer algo que diminua o autoritarismo dos governantes. No post, quis dar relevo a este aspecto, citando os casos da posição em relação às propostas do Cravinho e à TLEBS. Se o povo, através dos jornais, dos blogues e de conversas, não tivesse reagido a posição do Poder não teria sido alterada. Temos de estar conscientes de que dispomos de muita força e devemos utilizá-la para bem de Portugal, do seu desenvolvimento e da melhoria das condições de vida da população.
Quando falamos de liberdade, devemos utilizá-la no melhor sentido, com civismo e patriotismo.
Um abraço
A. João Soares

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