13 janeiro 2007

Destinos...

A cidade branca, é um tesouro escondido no meio da vasta planície. Por entre as searas amarelas do celeiro de Portugal, surge na margem direita do rio Xarrama, afluente do Sado, a 275 metros de altura, um vasto casario, onde a torre da Catedral demarca a zona antiga da cidade. O centro histórico de Évora, com a sua Praça do Giraldo envolvida pelas casas assentes nas arcadas, é considerado "património mundial", pela UNESCO. Um local onde se podem apreciar cerca de quatro mil edifícios de traça original. Todos eles caiados de branco e envoltos por um traço amarelo-barro.
O Templo é a principal marca da passagem dos romanos. Hoje tornou-se um ícone da cidade e também uma obra de grande vulto deste tipo de arquitectura. A Sé Catedral, a segunda maior do País, é um exemplo da arquitectura romano-gótica, construída entre os séculos XIV e XVII representa o ponto central da urbe. Outro local a visitar é a conhecida Capela dos Ossos. No seu interior pode ser visitada uma sala repleta de ossadas humanas. Em redor deste facto têm sido levantados muitos mitos e especulações. A não perder também o Museu da cidade e o Museu de Arte Sacra. Este último com uma colecção interessante de pinturas e escultura religiosas. Todo o Alentejo, para além das paisagens únicas conta com uma tradição artesanal. O fabrico de peças de barro dá cartas nesta região.
Évora goza de longa história e importância. A sua situação geográfica foi explorada desde a ocupação romana e até hoje, esta cidade continua a ser ponto central da zona Sul alentejana.
Percorrer as ruelas do centro, pisar a calçada granítica e espreitar as pequenas lojas e grandes casas senhoriais é mergulhar numa cidade carregada de tradição e aventuras.
As muralhas da cidade delimitam a parte velha da nova. A primeira repleta de tesouros antigos e a última a servir como arte visível de um crescimento incessante. Nesta área, pode também ser apreciado o Bairro da Malagueira, cujo desenho é da autoria do arquitecto Siza Vieira.
Cidade marcada também na literatura portuguesa, sobretudo, pela mão de Vergílio Ferreira que leccionou na Universidade de Évora. Um lugar onde se reúnem os mil encantos do grande Alentejo.
"Évora é uma cidade branca como uma ermida.
Convergem para ela os caminhos da planície como o
resto da esperança dos homens. E como a uma ermida,
quem a habita é o silêncio dos séculos do descampado
em redor. Conheço, dos seus espectros, a vertigem das
eras, a noite medieva ainda nas ruas que se escondem
pelos cantos, nas pedras cor do tempo ouço um
atropelo de vozes seculares".
Vergílio Ferreira - Carta ao Futuro

31 comentários:

A. João Soares disse...

Obrigado Ludovicus por nos trazer um pouco deste museu português. Desejo que este texto faça orientar para a capital do Alto Alentejo aqueles que ainda lá não passaram no minimo dois dias. Menos do que isso não dá para conhecer minimamente a cidade.
E, para os menos conhecedores, quando é referida a capela dos ossos queria dizer-se Igreja de S. Francisco, dentro da qual se encontra a referia capela.
Muito interessante este texto que espera outros sobre outras terras deste lindo País. Parabéns.
Um abraço
João Soares

david santos disse...

Olá!
Ludovicus, já vive aí em Evora, pensão "Diana".
Sabes dizer-me em que Igreja dessa Cidade há um trabalho, já da idade média, de Grão Vasco? Se me souberes responder dou-te uma castanha das grandes. Então, queres ganhar o prémio?
Abraços.

Mário Margaride disse...

Olá Ludo! Não conheço Evora. Conheço apenas pela televisão e por documentos. Pessoalmente nunca lá estive. Mas sei que é uma cidade lindíssima, com o seu magestoso Templo de Diana, e a Praça de Geraldes. E naturalmente com todo o seu casario branco.
Bom tópico, para se fazer uma visita a essa bela cidade.
Um abraço
M.Margaride

Anónimo disse...

Pelo que sei não há nehuma tela de Vasco Fernandes (Grão Vasco)neste momento em Évora.
estão sim repartidas por Viseu, Lamego e Lisboa.

Um abraço

Anónimo disse...

Mário Aparece por cá que eu te dou guarida, à Siza Vieira...
Um abraço

kurika disse...

Évora sempre...

...magia no alentejo...

Bjs

david santos disse...

Ludovicus, pois também em Évora e Porto.
Procura saber. É numa Igreja.
Parabéns.

david santos disse...

E Coimbra. O pentecostes de Santa Cruz.

Anónimo disse...

Já Agora diga-me, pois não faço ideia.
Pelo menios no ME não temos nehum...

Anónimo disse...

Bem , contactei vários saberes, e o certo é neste momento não há cá nenhuma tela do Vasco Fernandes.
Informação de fonte segura.

MRelvas disse...

Faço aqui um apelo ao amigo Victor Simões,novamente para me desbloquera dos blogs
A Voz do Povo
Temas Voz do Povo
Temáticas Voz do Povo
Crazyblog

para me poder ligar à rede Beta bloguer!

O amigo Tiago fê-lo de imediato o que agradeço.

Já enviei vários mails para o amigo Victor!!


Cumprimentos

Mário Relvas

MRelvas disse...

Uma bela cidade!

A cidade mais romana de Portugal! Sèrá?

Braga também tem inúmeras descobertas romanas.

Diz-se que Braga é a Roma portuguesa!

Um abraço para Évora!

Mário

Anónimo disse...

Amigo Relvas, Bracara Augusta foi outro ponto fundamental do Império Romano, já que foi fundada pelo imperador César Augusto cerca de 16 aC e foi sede administrativa e capital de Provincia.
Daí a sua importância. Ebora Liberitas Iulia era só uma civitas, onde os senadores de Emerita Augusta e as suas familias vinham em lazer.

Um abraço

david santos disse...

Ludovicus, vou-lhe dizer, mas não ganha o prémio. O prémio fica para futuro jogo.

Dois Santos
1510, óleo sobre madeira 56x71 cm.
Museu de Évora.

São Vicente
Óleo sobre madeira 123x70 cm
Museu Rainha Dona Leoner
Beja

Por isto, o Alentejo tem muito trabalho do nosso grande Grão Vasco.
Abraços

Anónimo disse...

Meu Amigo essa tela já não está no Museu de Évora, eu trabalho nessa instituição.

Anónimo disse...

Era isso que eu lhe dizia antes Meu Amigo.

Anónimo disse...

Os Dois Santos são de Vicente Gil

MRelvas disse...

Eu gosto mais do Hotel Grão Vasco em Viseu..eh..eh!

Afinal quem ganhou a castanha?

E que tipo de castanha é amigo David?!

Abraços
MR

david santos disse...

Ó Ludovicus, então o mundo anda "tolo". É isso que os meus livros dizem. Ainda nos trabalhos do nosso Grão Vasco espalhados pelo País, nomeadamente, telas e outros óleos, dizem isso. Não posso, pois sei o meu amigo ter os seus dados, retrocá-lo. Mas foi assim que aprendi na Escola. De qualquer forma, não estaremos nós a fazer mais uma descoberta?
É que há elementos que provam o que eu digo. Contudo, vou consultar mais elementos. Estou-lhe muito grato por ter sabido contrariar-me e não só, ensinar-me. Bem, vou com a rameira "asorro". Entretanto vou começar pelos trabalhos de Vicente Gil, para tentar chegar a uma conclusão.
Abraços.

Anónimo disse...

Assim como a tela de S. Vicente meu Amigo que é de 1515, também ela de Vicente Gil, comtemporaneo de Vasco Fernandes, mas um pouco mais velho.

Anónimo disse...

Mas, meu amigo não se preocupe muito, o que importa é saber que temos grandes e belas obras no nosso país.
Um abraço

o alquimista disse...

No fascinio passei e naturalmente voltarei...


Doce beijo

david santos disse...

Ó Ludovicus! O meu amigo quer-me matar! Já sei que vai ser um fim-de-semana para esquecer. Vou trabalhar toda a noite. Há livros que nem sei onde os tenho, mas tenho que ficar esclarecido. Agora descanse um pouco. Senão mata-me!
Tenho que ir pôr tudo em pratos limpos.
Abraços.

MRelvas disse...

:)

Beezzblogger disse...

Évora é uma cidade linda e merecedora desta desgarrada entre os meus amigos David e Ludivicus, eh eh eh eh...

Vou continuar a acompanhar...

Abraços do beezz

victor simoes disse...

Mrelvas, peço desculpa de estar com dificuldades para aceder ao blogue. Mas, irei já fazer o que pretende, agora que está estável o servidor.

Um abraço.

david santos disse...

Pois é, Ludovicus! Isto não me está a correr nada bem! Vou ter de dar razão ao meu amigo. De facto, S. Vicente, os Dois Santos, mais a Adoração dos Magos, em Coimbra, são do nosso Vicente Gil e não do nosso Vasco Fernandes, Grão Vasco. Pois eu estava a confundir outro Vicente Gil,fiel da balança e ourives da Rainha D. Leonor, mulher de D. Manuel l; foi o autor da famosa custódia de Belém. Ocupou posição saliente dentro da sua profissão e foi representante dos mestres na Câmara Municipal de Lisboa, com o outro do mesmo nome nascido em Guimarães de Tavares, Mangualde, 1465, 1536. Ainda vou ter que perder muito tempo, mas tenho que saber a vida destes dois Vicentes.
Quanto à aposta, o meu amigo Ludovicos ganhou, mas não vai receber o prémio, que é para quando eu apostar saber o que digo. Parabéns.
Bom fim-de-semana.

victor simoes disse...

Amigo MRelvas, já está desligado dos blogues em que participa na Voz do Povo. Pode já tratar da migração para Beta.

Cumprimentos

Ludovicus Rex disse...

Amigo David, obrigado pelas dicas.
De facto são comtemporaneos. Assim deveriamos sempre fazer aquando em dúvida. É muito salutar a forma como nos debruçamos sobre este assundo da nosso história.
Afinal Portugal é Grande, não acha meu amigo?

Um abraço

Paulo Sempre disse...

Évora recorda sedes antigas, um cheiro a urze que apetece ser rio e viagem sem destinos. Há memórias neste Alentejo algemado...que nos retornam aos pretéritos dias em que as cigarras titavam, no seu cante, o compasso dos instantes que o silêncio não diz....
Abraço
Paulo

david santos disse...

Pois é! Há sempre que tentar saber. Quem assim não fizer, vive, mas mais morto do que outra coisa. Anda por aí!...
Abraços

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