09 março 2007

MINISTRO DA SAÚDE AVANÇA E RECUA

Ministro admite recuar na legislação antitabaco
DN, 070309

O ministro da Saúde admitiu ontem fazer alterações ao anunciado pacote legislativo que interdita o consumo de tabaco em espaços públicos fechados. O recuo de Correia de Campos ocorreu ontem, numa reunião com deputados socialistas em que ouviu várias críticas.

Parlamentares como Afonso Candal e Ricardo Freitas consideraram excessivas as restrições em bares e restaurantes. A proposta governamental proíbe o fumo em estabelecimentos com menos de cem metros quadrados e um limite de 30% do espaço disponível a fumadores nos bares e restaurantes com mais de cem metros quadrados. (...)

"Temos de nos demarcar de situações repressivas que põem as pessoas a fumar nas escadas", disse ao DN Ricardo Freitas (...)
"Uma coisa é a preocupação com os direitos dos não fumadores, outra é perseguir os fumadores. Alinho na primeira, não na segunda", disse Afonso Candal ao DN.

NOTA: Por uma questão de humanidade e de solidariedade, lamento que o ministro se sinta constrangido a recuar numa das suas arremetidas, contra o povo português. Um homem que se tem mostrado tão arrogante, detentor da «verdade única», o mais sábio de todos, deve sentir-se num sofrimento atroz, ao ter de da um passo atrás mesmo que seja muito pequeno.!!!
Tudo lhe tem corrido mal, desde as manifestações contra o fecho das maternidades, das urgências, dos centros de saúde. Com tantas situações deveras dolorosas, conclui-se que o seu apego ao Poder é superior a tudo e que de tudo é capaz para se manter, embora a corda esteja muito bamba. Mas todos estes desgostos teriam sido evitados se o ministro tivesse preparado bem as suas decisões, antes de elas saltarem para o público: boa análise e diagnóstico do problema e de cada um dos seus factores, formulação das possíveis soluções e comparação de todas elas entre si, quanto a efeitos futuros, vantagens e inconvenientes, antes de escolher a melhor delas. Nestes passos não devia deixar de ouvir os interessados, para não ter de se surpreender com as suas sérias opiniões, depois de se ter comprometido com uma decisão precoce, inadequada e mal fundamentada. Se a decisão de que agora tem de recuar lhe foi proposta por assessores e consultores, liberte-se deles, porque não estão a prestar um bom serviço nem a si nem ao País.
E isto também mostra que o PM não tem facilidade em escolher outro que seja mais capaz, porque poucos se dispõem a misturar o seu nome com os daqueles de que o povo já descrê.

Sobre assuntos da saúde, sugere-se a leitura dos seguintes posts recentes:
ALGUMAS REFLEXÕES COM ACTUALIDADE
SAÚDE. PODER APARENTE, RUINA IMINENTE
SORO PROVOCA INFECÇÃO
PREPARAR OS FRUTOS DO REFERENDO
PESSOAS NÃO SÃO COISAS
BUSCA E SALVAMENTO EM ANÁLISE !

6 comentários:

Mauricio Baroni disse...

Pra quem não fuma, ficar perto de fumante, é complicado.
Passa lá no meu depois.

Klatuu o embuçado disse...

Portugal vai ficar mais saudável! Até já me sinto a respirar melhor!

Se não sabes governar... lança foguetes!
Só merda.

linfoma_a-escrota disse...

tadinhos de nós, eu abolia o tsbaco ponto final, akele misto de alcatrões afins que deixam milionários uns quantos genocidas americanos, era tudo trocado a fumar a boa velha cannabis sativa!!


WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

MRelvas disse...

Varo João Soares, viva!

O tabaco merecia uma medida forte contra ele, a bem da saúde e aí sim de poupança nas verbas do ministério da saúde daqui a uns anos.

Contra mim falo, porque ainda fumo!

Mas ele recua porque os impostos do tabaco é uma mina para o ESTADO!

Só que o arrecadam agora vão gastá-lo na saúde em tratamentos para o cancro e obstruções respiratórias crónicas!

Veremos até onde o ministro se agarra ao poder.

Penso que o nosso 1º também está a tentar agarrar-se a todo o custo, sem conseguir explicar o inexplicável, esta política de saúde doentia!

Abraços
MR

Tiago Carneiro disse...

Caro Soares, como sempre os seus contributos são muito actuais e válidos. Obrigado.

Eles dizem:
"Temos de nos demarcar de situações repressivas que põem as pessoas a fumar nas escadas", disse ao DN Ricardo Freitas (...)
"Uma coisa é a preocupação com os direitos dos não fumadores, outra é perseguir os fumadores. Alinho na primeira, não na segunda", disse Afonso Candal ao DN.

São dois ANORMAIS que não sabem do que falam.
Nas escolas não se fuma. Há algumas que ainda têm sala de fumadores. O grande problema é que com "paizinhos" de merda que assinam os cartões para os filhos terem autorização para saírem da escola está visto - NÃO FUMAM LÁ DENTRO, FUMAM LÁ FORA!

Apesar de fumador(!!!) sou a favor da repressão aos fumadores. Eu não tenho o direito de obrigar os outros a fumarem o meu cigarro! Se quero fumar saio e fumo!
Nós (portugueses) só lá vamos com repressão. Não há campanha anti-tabaco que resulte.
Se eu mandasse era maços a 10€!!!
E só se fumava ao ar livre ou em casa!

Abraço
Tiago

A. João Soares disse...

Embora não goste de apresentar casos pessoais, recordo que entre 1965 e 1968, frequentei um curso pós-graduação em que éramos cerca de 20 alunos em que todos fumavam excepto eu. Como de inverno as janelas estavam fechadas, o fumo dificultava-me ver o que era escrito quadro. Nessa sala mantinhamo-nos até altas horas da madrugada a preparar trabalhos par o dia seguinte, por vezes em dias seguidos.
Passados poucos anos um médico ao analisar RX torácico perguntou-me se fumava muito. É que os brônquios estavam sujos como se tivesse fumado muito, mas eu era apenas fumador passivo.
Concluí que ser fumador passivo é altamente perigoso. É imperioso que as autoridades defendam a saúde dos não fumadores.
Abraços
A. João Soares

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