10 março 2007

O PRIOR DE TRANCOSO

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE
TRANCOSO

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5º, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e
dois anos, será degredado
de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos
dos cavalos, esquartejado o seu corpo
e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes
distritos, pelo crime de que foi arguido e que ele
mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com
vinte e nove afilhadas e tendo elas noventa
e sete filhas e trinta e sete filhos;
- de cinco irmãs teve dezoito filhas;
- de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;
- de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
- de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
- dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve
três filhas, da própria mãe teve dois filhos.

Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze
do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido
em cinquenta e três mulheres".

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em
liberdade aos dezassete dias do mês de Março
de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região
da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e
guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença,
devassa e mais papéis que formaram o
processo".

1 comentário:

A. João Soares disse...

Já em 1487, El-rei, na sua sabedoria, se preocupava com a falta de povoamento no interior do País. Hoje, pelo contrário, o Governo, principalmente pela mão dos ministros da Saúde e da Educação, retiram dali os apoios à população incentivando a debandada do povo para o litoral e para o estrangeiro. É evidente a ignorância e a insensatez dos actuais políticos que não conseguem decidir correctamente, nem pela sua «inteligência» nem socorrendo-se com as lições da história. Só pensam em retirar impostos ao povo para benefício da oligarquia, om anta ausência de critério que por vezes s vêem na necessidade de «recuar» como tem acontecido a estes ministros. É preocupante assistir à rota de fundamento que estão a dar ao País! E nós que podemos fazer?
Um abraço
A. João Soares

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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