14 agosto 2006

As desigualdades agravam-se


Embora o partido maioritário discorde da necessidade de emagrecer o Estado e pretenda incrementar os controlos a todos os níveis, mesmo que eles não conduzam à melhoria das condições de vida da comunidade, as desigualdades agravam-se continuamente, sem que haja medidas efectivas para tornar a vida mais justa, moral e equitativa. Há poucos meses o tema das conversa e do correio electrónico era o das reformas milionárias, por vezes acumuladas, pagas pelo Estado. Depois veio o caso dos assessores em quantidades colossais, nomeados por critérios de confiança política, com ordenados inimagináveis em comparação com os dos funcionários mais qualificados, deixando no desemprego licenciados tecnicamente mais competentes, mas sem paternidade política. Há dias surgiu a notícia de que os portugueses mais ricos aumentaram os seus activos de 13% e 2005. Agora aparece a notícia de que os principais bancos lucraram mais de 30% à custa da subida dos juros, dos arredondamentos e do aumento das comissões pelos diversos serviços, onerando os clientes.

Fica no espírito a pergunta se não haverá possibilidade de impedir que os bancos, os hipermercados, e outras grandes empresas exagerem na sua margem de lucro e nos custos dos seus serviços. É que os reformados e os pensionistas (que não sejam políticos) vêem o seu poder de compra a reduzir para valores insuportáveis perante os custos inflacionados dos produtos de primeira necessidade. O descontentamento é enorme, embora não se manifeste de forma «revolucionária», mas deve merecer melhor atenção dos governantes e autarcas porque os regimes democráticos têm vulnerabilidades, não sendo resistentes a vagas profundas da insatisfação popular a longo prazo. Para evitar crises sociais graves, o remédio aconselhado pelo bom senso consiste em prevenir, eliminando as causas reais.

A. João Soares

1 comentário:

Sandra Dias (Aveiro) disse...

Só verificamos os ditames da insatisfação social, aquando das eleições, mas meu caro, vem sempre mais do mesmo, ou seja, a alternância política dá-se entre os mesmos e não passamos da cepa torta, o povo deveria apostar em alternativas, que não os mesmos, só assim os governantes perderiam a ideia de que daqui a 5 anos estamos lá outra vez, idependentemente do mal causado à Nação, pela má governação.
Já agora, acabem com esses subsídios de reintregação aos deputados não eleitos, no mandato seguinte, eles têm os seus empregos garantidos, porque são subsidiados? Acabem com essas benesses das reformas ao fim de meia dúzia de anos, para gestores públicos e políticos, deveriam trabalhar até aos 65 anos como qualquer cidadão.
Acabem com as vergonhosas reformas milionárias pagas com o dinheiro do povo, quando o povo, os reformados do trabalho braçal, já passa fome e não tem dinheiro para ir ao médico, quando mais precisa.

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