30 agosto 2006

Incoerência de «estadistas»


À semelhança da ameaça de o Governo pretender deixar de publicar as nomeações de assessores, consultores, etc., não é impossível que tente proibir a existência de órgãos de Comunicação Social, como única maneira de evitar que as suas incoerências sejam conhecidas dos cidadãos eleitores, a fim de estes serem mantidos na morna ignorância da realidade e não lhes negarem o voto em próximas eleições. As notícias são realmente pouco ou nada animadoras. Há poucos dias foram conhecidos os fogos florestais na Peneda-Gerês, nas Serras de Aire e Candeeiros, em Leiria e em outras matas nacionais, em que os cuidados de manutenção da floresta e de prevenção dos fogos tinham sido apenas virtuais, longe de serem um modelo a seguir pelos particulares.

Agora, outra notícia diz-nos que o «Estado tem prejuízos na maioria dos sectores», o que não constitui novidade, visto já ser do conhecimento geral que, quando a acção de um gestor público se torna escandalosamente nociva para o Estado, a penalização que lhe é dada consiste na sua transferência para outra empresa pública, com remuneração superior, o chamado «pontapé pela escada acima». Houve um que passou da Expo para a TAP e quando, posteriormente, passou para a actividade privada, a sua «competência» levou-o à falência segundo notícia recente. São estes os protegidos da oligarquia com pretensões democráticas.

Mas, apesar desta visível negligência na gestão do património do Estado que mostra ser este mau proprietário, mau gestor e mau patrão, aparece agora a notícia de que «a Companhia das Lezírias não vai ser privatizada», isto é, continua a ser um sorvedouro dos subsídios da Política Agrícola Comum e de subsídios do Estado. Pelo contrário, se fosse privatizada, contribuiria para a melhoria da indústria alimentar, em concorrência leal com outras empresas congéneres e pagaria impostos ao Estado (em vez de sacar subsídios).

É visível, neste como em muitos outros casos, a incoerência dos «estadistas» que ornamentam sempre as decisões com floreados discursos de optimismo balofo (como depois se torna visível). Mas temos de condescender que, na realidade, a oligarquia reinante precisa de gabinetes bem mobilados e decorados para os seus «boys» e «girls» e isso não seria viável com a privatização de todas as empresa que vegetam à sombra do erário. Estamos esclarecidos!

1 comentário:

Mário Margaride disse...

Concordo em parte, com o amigo João Soares. Com o desperdício das empresas públicas que gastam de facto "rios" de dinheiro.
No fundo dinheiro de todos nós, pelos menos dos que pagam impostos.
Mas será que por exemplo, se essas empresas fossem privatizadas...não iríam também tentar "sacar" subsídios ao estado, como é hoje moda em Portugal?
Eu penso que sim. Embora reconheça, que eventualmente se à frente das ditas empresas privadas, estiver gente séria...possa ser possível gerir melhor.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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