21 agosto 2006

Mau começo do choque tecnológico

Apesar do choque tecnológico, segundo notícia de hoje, milhares de contribuintes poderão ser autuados pela falta do comprovativo de pagamento de selo do automóvel.

Há muitos anos ouço que «aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita». Realmente um mau início constitui um péssimo prenúncio de fracasso. Nenhum clube gosta de perder os primeiros jogos da temporada. Por isso, não é agradável o que se está a passar com a aplicação do promissor choque tecnológico, nos vários sectores da vida nacional. Com efeito, a entrega de declarações do IRS via Internet obrigou a adiamentos da data limite. O mesmo se passou com o pagamento da contribuição autárquica de circulação automóvel. Já em Agosto, com mais de dois meses de fogos florestais, o MAI confessou que não lhe era possível fazer um balanço do período já decorrido e, segundo os jornais, isso deve-se a falhas da informática que não permite analisar os dados e concluir sobre as causas. Ainda agora estamos a deparar com os erros do selo do carroque em anos anteriores estava resolvido em Junho, sem informática.

Constata-se assim que a informática está a ser utilizada como passa-culpas da incompetência dos utilizadores. As máquinas podem falhar, mas são facilmente reparáveis. A sua característica principal é terem um funcionamento pré-estabelecido e não «gostarem» de desvios, de caprichos, de hesitações ou de erros dos utilizadores e operadores. Exigem competência e boa preparação de quem dialoga com elas, sem o que surgem erros maioritariamente devidos à intervenção humana. Não se sentem felizes com as nomeações de pessoal por afinidades políticas ou familiares, pois apenas lhes interessa a competência e a humildade aceitando que «o material tem sempre razão».

O choque tecnológico, indispensável para a modernização do País, assentando basicamente na informática, só resultará se houver pessoas competentes, com sentido da responsabilidade e que tenham de prestar contas pelo seu desempenho. Enquanto a culpa continuar a morrer solteira, a informática não poderá funcionar de forma fiável e o choque poderá não resistir à electrocussão. Ou será que neste caso dos fogos, os dados introduzidos atempadamente no sistema deram conclusões desagradáveis para alguns poderosos que, agora, querem refazer e manipular tudo para obter um resultado mais confortável para os seus interesses pessoais?

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