12 agosto 2006

Combate à pobreza e à exclusão

Combate à pobreza e à exclusão

Ainda, a propósito do encerramento da maternidade de Mirandela e da falta de coerência da política de saúde

A revolução de Abril, já lá vão 32 anos, ao preconizar nos seus objectivos o desenvolvimento, dava a este o significado de, além do crescimento económico, as implicações sociais tais como equidade, preservação do ambiente, saúde, emprego e coesão social. Haveria que fazer convergir as medidas governativas para conseguir uma melhoria sustentada da qualidade de vida. As pessoas passariam a dispor de habitação, alimentação adequada, educação e saúde. Porém, não tem havido da parte dos sucessivos governantes e autarcas medidas convergentes para estas finalidades, apesar de muitas promessas e discursos brilhantes quanto à utilização sonora das palavras, mas sem repercussão positiva na realidade.

Contudo, nem sempre as palavras dos políticos são vazias de conteúdo. Por vezes distraem-se, descontraem-se um pouco e, como seres humanos, deixam escapar a verdade, com sinceridade. Foi agora o caso do Sr. ministro da Saúde que, em resposta a pergunta de jornalista, disse que em caso de emergência nunca recorreria a um SAP e iria à urgência de um hospital ou de uma organização credível, pois o SAP não tem condições para ser eficiente. Não era necessário ele dizê-lo. Já o primeiro-ministro quando torceu um tornozelo na Suíça dirigiu-se sem hesitação ao Hospital da Força Aérea. Segundo os políticos evidenciam com os seus comportamentos, SAP, Centros de saúde e outros organismos estatais, estão mal preparados e só servem para o cidadãos comum. Os políticos são uma elite que paira a outras altitudes.

Mas é grave que o ministro da saúde, em funções já há ano e meio, faça publicamente esta crítica a um serviço da sua tutela, esquecendo que é sua missão colaborar na melhoria sustentada da qualidade de vida dos cidadãos, permitindo a estes a fruição garantida e segura do apoio à saúde. Mas a sua acção tem-se centrado na luta contra médicos e farmacêuticos, com uma visão economicista, esquecendo o cidadão comum, aquele que mais precisa do eficiente combate à pobreza e à exclusão, e a quem ele fecha centros de saúde e maternidades e dificulta o apoio medicamentoso.

A. João Soares

1 comentário:

Adelaide Fonseca (Stº Tirso) disse...

Este é um país, que segue na moda dos outros, a retirada de regalias sociais aos trabalhadores, já acontece por todo o mundo ocidental dito "civilizado", e os nossos políticos limitam-se a plagiar o que se vê noutras paragens... o 1º de Maio de 1886, vai-se esbatendo, as conquistas dos trabalhadores, vão-se perdendo a favor da riqueza de alguns, com o empobrecimento da maioria.
As nossas cabeças pensadoras, só servem para se servir a si próprias e olhar para os seus próprios umbigos!

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