31 agosto 2006

O Movimento é para levar a sério!!!


Fomos confrontados com a organização de um grupo de acompanhamento sobre o encerramento da maternidade de Mirandela, manifestamos desde já a nossa indignação pela exclusão do Movimento nesse mesmo grupo de trabalho. As forças políticas sejam elas de que área sejam deve respeitar todos aqueles que não se sentem identificados ou não se revêem nas forças políticas, o Movimento nasceu para ser uma plataforma apartidária, e esta palavra quer dizer muita coisa, apesar de muitas pessoas desta cidade não entenderem o significado dela mas uma grande maioria apercebeu-se e a prova são os 500 inscrições neste movimento. Lamentamos que nesta altura tão difícil, algumas forças políticas queiram criar motivos de polémica que em nada beneficiam Mirandela, o Movimento para além de ter reunido com o Presidente da Câmara de Mirandela, solicitou á semanas atrás uma audiência ao senhor Presidente da República sobre esta questão, enviou hoje um pedido de audiência ao Senhor Governador Civil e toma atitudes ao contrário de muitos. O Movimento tal como foi dito não quer protagonismo bacoco mas sim protagonismo que a nível nacional Mirandela merece com esta situação. Por isso mesmo esperamos receber ainda esta semana uma resposta aos pedidos de audiência que efectuou. Porque Mirandela não pode se deixar levar por demagogia de alguns políticos que apenas fazem a crítica pela crítica. O Movimento entende que as iniciativas tomadas pela Câmara Municipal são válidas e poderão ter resultados. E deixamos o aviso a todos aqueles que tentam que o movimento cívico fique por aqui, o Movimento está vivo e de boa saúde e sempre de portas abertas a todos os Mirandelenses independente dos partidos porque o que conta aqui são as pessoas.

30 agosto 2006

Quem é responsável, no "caso Gisberta"?

A Direcção da Oficina de São José, no Porto, acaba de dispensar os serviços de duas técnicas que denunciaram situações de maus-tratos aos menores daquela instituição.
Uma delas chegou inclusivamente, a testemunhar durante o julgamento dos 13 menores envolvidos no "caso Gisberta".
Esta decisão foi comunicada oficialmente sob a forma de não renovação de contratos a prazo de uma assistente social e uma psicóloga, que estão ligadas à instituição.
Esta situação, é paradigmática, de como funcionam em Portugal, as instituições de protecção de menores, onde supostamente, são aí colocadas as crianças para serem reeducadas, e reintegradas na sociedade, e como se sabe, é exactamente o contrário que acontece!
São é maltratadas, e muitas vezes abusadas, como temos o exemplo da casa Pia!
Como é que crianças, com 9-10-12, ou 13 anos...podem ter comportamentos cívicos, ter auto-estima, ou outro tipo de valores!
Quando em vez de carinho, compreenção, amor...são constantemente maltratadas, por aqueles que supostamente, os deveriam proteger! É evidente que não podem!
Quem deveria ser responsabilizado por este crime, no "caso Gisberta", não deveriam ser os miudos.
Deveriam sim, ser os responsáveis pela instituição Oficina de São José, esses sim, é que deveriam estar no banco dos reus!
Mas como a Igreja, Instituição que tutela a Oficina de São José, tem muita influência junto dos organismos de decisão...atiram as responsabilidades para as insuficiências do sistema!
Logo na altura dos acontecimentos, o Episcopado "sacudiu a água do capote", ao desresponsabilizar, a direcção da respectiva instituição!
Curiosamente, estas funcionárias que denunciaram os maus tratos dentro da instituição, e que fizeram exactamente o que deviam, como pessoas responsáveis, foram despedidas!
Tudo isto é de facto, bastante ilucidativo, não acham?

Incoerência de «estadistas»


À semelhança da ameaça de o Governo pretender deixar de publicar as nomeações de assessores, consultores, etc., não é impossível que tente proibir a existência de órgãos de Comunicação Social, como única maneira de evitar que as suas incoerências sejam conhecidas dos cidadãos eleitores, a fim de estes serem mantidos na morna ignorância da realidade e não lhes negarem o voto em próximas eleições. As notícias são realmente pouco ou nada animadoras. Há poucos dias foram conhecidos os fogos florestais na Peneda-Gerês, nas Serras de Aire e Candeeiros, em Leiria e em outras matas nacionais, em que os cuidados de manutenção da floresta e de prevenção dos fogos tinham sido apenas virtuais, longe de serem um modelo a seguir pelos particulares.

Agora, outra notícia diz-nos que o «Estado tem prejuízos na maioria dos sectores», o que não constitui novidade, visto já ser do conhecimento geral que, quando a acção de um gestor público se torna escandalosamente nociva para o Estado, a penalização que lhe é dada consiste na sua transferência para outra empresa pública, com remuneração superior, o chamado «pontapé pela escada acima». Houve um que passou da Expo para a TAP e quando, posteriormente, passou para a actividade privada, a sua «competência» levou-o à falência segundo notícia recente. São estes os protegidos da oligarquia com pretensões democráticas.

Mas, apesar desta visível negligência na gestão do património do Estado que mostra ser este mau proprietário, mau gestor e mau patrão, aparece agora a notícia de que «a Companhia das Lezírias não vai ser privatizada», isto é, continua a ser um sorvedouro dos subsídios da Política Agrícola Comum e de subsídios do Estado. Pelo contrário, se fosse privatizada, contribuiria para a melhoria da indústria alimentar, em concorrência leal com outras empresas congéneres e pagaria impostos ao Estado (em vez de sacar subsídios).

É visível, neste como em muitos outros casos, a incoerência dos «estadistas» que ornamentam sempre as decisões com floreados discursos de optimismo balofo (como depois se torna visível). Mas temos de condescender que, na realidade, a oligarquia reinante precisa de gabinetes bem mobilados e decorados para os seus «boys» e «girls» e isso não seria viável com a privatização de todas as empresa que vegetam à sombra do erário. Estamos esclarecidos!

Divagando sobre a hipotética hipótese

Divagando sobre a hipotética hipótese, de sermos um dia um país decente, cheguei à seguinte conclusão!
Isso só seria possível, se "matassemos" todos os actuais políticos. E de seguida, começassemos uma "fornada" de novos políticos, talvez daqui a uns 40 ou 50 anos, isso fosse possível!
Mas o problema!
É que se calhar! Não teremos é tempo...de acender o "forno"e começarmos a fornada.
Morreremos sim, é todos"queimados"!
Pelos enormes "fogos", com que todos os dias somos ateados, pela classe política, que está hoje, na cadeira do poder!
Depois, de nós...só sobrarão as nossas cinzas, que de nada servirão, nada poderão fazer.
Esse, é que será o problema!

28 agosto 2006

Bagunça no futebol

Como de costume, aqui em Portugal repente-se sistemáticamente o mesmo erro, ano-após-ano.
Não aprendemos nada, com os bons exemplos vindos de fora. Continuamos a ser sempre...os mesmos mediocres do costume.
Nem o exemplo vindo de Itália, modificou o comportamento dos nossos dirigentes desportivos, que insistem, nas mesmas asneiras todas as épocas.
Esta época...para não fugir à regra, lá surgiu a"borrasca" da novela, do "caso Mateus".
Que envolve Gil Vicente e Belenenses. Situação, que deveria se tivesse à frente, pessoas competentes, estar resolvida atempadamente.
Mas não nos admiremos muito!
Pois como se sabe, os Juízes que está nos orgãos da Liga de futebol, nomeadamente no conselho de disciplina, e no conselho de justiça, são os mesmos Juízes, que estão nos tribunais comuns!
E se nos lembrarmos, como funciona a nossa justiça...pouco mais se terá a acrescentar a não ser isto: Um autêntico caos!
Naturalmente no futebol, não poderia ser outra a situação, a não ser o mesmo caos!
Não vale apena sequer, falar em justiça, porque ela pura e simplesmente, não existe em parte nenhuma!
Esta situação chegou a um extremo tal!
Que é próprio director executivo da Liga Cunha Leal, a pedir o afastamento do Presidente da Liga Valentim Loureiro!
Há dias, fora o próprio presidente da Federação Gilberto Madaíl, a dizer se tivesse sido a Federação a decidir, já estaria há muito decidido!
Por aqui se vê, o descalabro que vái no nosso futebol.
Mas no fundo...não é nem mais, nem menos...do que o reflexo da bagunça ,que impéra no nosso Portugal, à beira mar plantado.

O dilema da macacada

Quem foi que abandonou o macaco?
“Macaco abandonado à porta de loja de animais em Setúbal”.
Aqui está uma boa notícia de reflexão, num mundo onde reina a macacada.
Costuma-se dizer que a culpa é sempre do macaco mas desta vez o macaco foi a vítima e não o culpado.
Se calhar lá andava a fazer das suas macacadas, não sei...mas quem é que não faz uma macacada de vez em quando?
Parece ironia do destino o pobre” macaco-mona macho”, de sete anos de idade foi abandonado nesta selva macabra.
Só falta agora começarem a abandonar, os periquitos, os papagaios, as galinhas, os porcos, etc...que me desculpem os cães e os gatos mas esses são os mais prestigiados. Vão de férias sem volta marcada, têm regalias que não é para qualquer um!
Que vai fazer o macaco sozinho na vida, sem país, sem lar, sem estudos neste pais onde a crise não pára de aumentar?
Parece que já o estou a ver...
Nas filas do” centro de emprego”, a candidatar-se a uma vaga qualquer, mas sem muita esperança. Trabalho infantil tem as vagas todas preenchidas, por outro lado, é novo demais para a reforma.
Só lhe resta o apoio social único, a resposta volta a ser uma desilusão. Não é pai solteiro, não é viciado em nada nem é malandro, bem só lhe resta ir descascar bananas.
As estatísticas aumentaram “a miséria em Portugal contínua a crescer no último ano”.
Mais um macaco sem futuro...


Conceição Bernardino

27 agosto 2006

A montanha pariu um rato?


Na edição de hoje, Domingo, 27 de Agosto de 2006, num trabalho da autoria de Ivete Carneiro, poderemos concluir que afinal " a montanha pariu um rato", toda a polémica gerada em torno do fecho de algumas maternidades diluiu-se num fechar e abrir de olhos.
Julgo que cada caso é um caso, e muitas destas polémicas terão sido usadas com fins políticos, ou melhor politiqueiros, porque na verdade em relação ao que não está bem teremos de arranjar soluções, desde que o povo não seja prejudicado por arbitrariedades ou por interesses obscuros e secundários. Já não é de agora, que as parturientes com possibilidades, escolhem o local onde querem dar à luz os seus filhos.
Segundo Correia de Campos " o assunto das maternidades está praticamente encerrado e as mulheres estão satisfeitas", o despacho de Abril é mesmo para ser cumprido até 31 de Dezembro 2006, falta portanto encerrar os blocos de partos da Figueira da Foz, Amarante, Lamego e Mirandela.
Em relação ao caso específico de Mirandela, é diferente julgo que o movimeno cívico por aqui gerado em torno do assunto da maternidade, vem clamar por mais atenção para a região transmontana, que tem sido votada ao esquecimento e abandono por parte do poder político, para além da constante retirada de serviços ao munícipio, contribuindo aínda mais para o êxodo dos filhos da terra. As razões e argumentos apontados pelos mirandenses, são diferentes dos orquestrados políticamente, são razões válidas e genuínas de um povo votado ao abandono e daí o meu apoio à sua luta.
Esperemos que Governo e principalmente o ministro Correia de Campos, não façam ouvidos moucos, e que tenham a capacidade de abertura de diálogo e que oiçam a população de Mirandela.

Custos da abertura do ano escolar


Tem sido muito atacado o valor exorbitante que as famílias gastam com a abertura do ano escolar. Além dos manuais escolares e outro material obrigatório, conta muito a exigência dos estudantes de produtos de marca, para não ficarem mal vistos na competição da ostentação com os colegas. Uma mãe queixava-se: «Como é que eu explico à minha filha de seis anos que ela não pode ter aquilo que todos os outros têm? Que ela deve aguentar porque o orçamento familiar não dá?». Os pais atacam as grandes superfícies por procurarem atrair os clientes para os produtos mais caros. Atacam a publicidade por exercer grande poder de influência no potencial consumidor.

Como não consigo ficar indiferente a uma situação tão «dramática» como a daquela mãe, penso que poderá ser útil lembrar a muitas pessoas, como ela, que o ensino, ou melhor a educação, começa em casa, quando ainda se pode «torcer o pepino», e que há além de outras, estas três coisas que é imperioso e urgente ensinar aos filhos:

1. As pessoas devem dar mais valor à originalidade, à inovação, à criatividade nas soluções, do que à imitação, à cópia e ao seguidismo da moda e do que vêm nos outros. É degradante ver os meninos da escola todos com mochilas com o mesmo boneco. Parece uma formatura de militares, e hoje todos criticam a Mocidade Portuguesa!!

2. A publicidade não é feita para benefício do consumidor mas sim para lucro do produtor e do vendedor. Cada consumidor deve avaliar as suas necessidades e ver, de entre os produtos existentes, qual o que mais lhe interessa, atendendo ao dinheiro de que dispõe e às outras despesas que tem de fazer. Estou de acordo com as técnicas de venda dos hipermercados e com todos os tipos de publicidade, desde que não seja enganosa e que não recorra a imagens de violência ou de imoralidade. As pessoas reflectem sobre ela e, depois, são livres de tomar as suas decisões. Recebo vários telefonemas por semana a quererem vender-me maravilhas; ai de mim se não soubesse pensar e dizer que não estou interessado!!

3. O dinheiro é um bem finito. Aquele que se gasta na guloseima deixa de estar disponível para o lápis e a borracha ou o caderno. Habituar os miúdos à mesada ou semanada pode ser útil para aprenderem a gerir o dinheiro, sabendo o seu valor e os seus limites, e a importância da pequena poupança para fazer face a necessidades advindas.

Claro que há pessoas como a referida mãe que não sabem dizer não aos filhos e aproveitar a oportunidade para lhes explicar estas coisas que são lições práticas da vida. Mas, sem estas lições na tenra idade, está-se a criar uma geração de futuros empresários e políticos incapazes de gerir os interesses das empresas e do país. E... depois, como será o país? Que futuro irão ter esses meninos de hoje? Ser pai exige muita responsabilidade. «Quem dá o pão, dá a educação».


Quanto a ultrapassar o receio de os filhos se sentirem discriminados negativamente perante os seus colegas, filhos de gente rica, um amigo lamentava este facto e procurava descortinar uma solução que contrariasse esta tendência social para a competição nos aspectos da ostentação de riqueza, desprezando os verdadeiros valores pessoais. Recordou-me que, em fins da década de 1940 numa cidade de província, o reitor do Liceu obrigava ao uso de uma bata branca, que ocultava as diferenças dos sinais exteriores de riqueza. À chegada, os alunos passavam pelo vestiário onde deixavam o guarda-chuva, a gabardina, etc. e vestiam a bata, fazendo o inverso à saída. Os cadernos diários das disciplinas eram de modelo único adquiridos na cantina liceal.

Havia um aluno, filho de proprietários agrícolas de poucas posses, que se deslocava diariamente a pé, entre a sua aldeia e o Liceu. Usava botas de «sola de pneu» e as roupas, devido à poeira, à lama, à chuva e ao vento, das suas viagens de duas vezes seis quilómetros, não apresentavam aspecto muito famoso.

Como por essa data, não havia competição pelo calçado, roupas, mochilas, etc. de marca, como os artigos escolares não se prestavam a ostentação, como era usada a bata, esse aluno nunca foi discriminado, antes foi apreciado por todos por conseguir altas classificações. Estas eram um factor primordial de apreço, muito acima dos aspectos exteriores.

Da recordação de tudo isto e da reflexão sobre o actual problema dos pais, surgem as perguntas: um aluno de hoje, em condições semelhantes às daquele que se recordou, a perder em viagens perto de três horas por dia, a fazer os trabalhos de casa à luz do petróleo, a passar vários dias com a roupa molhada pela chuvada matinal, conseguiria suportar a pressão dos colegas ricos e obter boas classificações e acabar o curso superior bem cotado?
Como garantir hoje que os jovens saibam assumir aquilo que são, os seus valores intrínsecos, e aprendam a viver com o que têm? Como aprenderão que «basta ser feliz; não é necessário ser mais feliz do que os outros»?

Cavaco Silva em permanente tabu

Em tarde soalheira, numa mesa do largo à sombra das tileiras, quatro amigos manuseavam as cartas para matar o tempo e iam expelindo os desabafos de idosos cansados da vida mas esclarecidos. Às tantas, o Tóino saiu-se que o Cavaco o desilude com as suas constantes hesitações e alusões a prudência, com chamadas de atenção sobre as leis que promulga, o que faz com que se duvide da obrigação de os cidadãos as respeitarem quando o seu promulgador tem reservas sobre a sua validade, etc. Diz que tinha decidido nunca mais votar por os políticos serem todos iguais, com muitas promessas, poucas realizações e muitas prebendas para eles e seus amigos, mas fez uma excepção para votar nele, por os outros não o convencerem.

O Chico não tardou a resposta, dizendo que não se sente desiludido, porque nunca o achou uma pessoa segura e sincera, parecendo aquele polícia que dizia «não me comprometa». Recordava que ele subiu a líder do partido não por querer mas pelo acaso de ter ido fazer a rodagem do carro à Figueira da Foz, onde por acaso havia um Congresso do partido e os participantes por acaso o terem convencido a aceitar o lugar. Depois veio a frase de «vender gato por lebre» que deu tanto prejuízo a muita gente, vieram os tabus, a afirmação de que não lia jornais e a utilização do bolo que por acaso ali tinha à mão para fechar a boca e não cair na tentação de responder às perguntas dos jornalistas. Com a sua habitual prudência, andou afastado da política partidária, com alguns intervalos para fazer prova de vida, prolongando o tabu quanto a eventual corrida a Belém, até que decidiu submeter-se aos apelos de amigos. Já no cargo de Supremo Magistrado da Nação, é aquilo que o Tóino disse e que não surpreende, porque está em conformidade com o passado.

O Zé, com a sua conhecida cautela e contemporização, tentou explicar que o chefe máximo de todos nós é uma pessoa simples, competente e muito prudente, procurando evitar que a história venha a referir-se a ele com críticas que não agradem aos seus descendentes. Por isso, procura evitar «aventuras» e manter-se bem com Deus e com o Diabo, e não desagradar nem a gregos nem a troianos. chegando a esquecer que, às vezes, a prudência se confunde com medo e leva à indecisão de que o povo pode não gostar. A continuar assim, poderá estar a arriscar ser reeleito para segundo mandato.

O Fernando, que não é homem de muitas palavras e prefere ouvir a falar, ia abanando a cabeça a concordar com os colegas de ócio. Mas o abano de cabeça foi mais aprovador quando ouviu as últimas palavras do Zé, talvez com receio de que elas sejam um prenúncio desagradável para o partido de que é aficionado.

Já chega, basta!

Com o novo Ano escolar à porta. Cresce a azáfama na corrida aos manuais e demais material escolar, indispensável, para o sempre pesaroso e para muitos chato, regresso às aulas.
Componentes como, Mochilas, Canetas, Esquadros, Sapatilhas, e mais um rol infindável de material nesseçário às crianças e jovens, rumo a mais, um ano lectivo.
Tudo isto seria normal, e nem sequer me suscitaria qualquer comentário, não fosse a subida vertiginosa, dos preços dos manuais!
Só no ensino básico, ronda entre os 250 a 300 euros.
E do 7º ao 9º ano de escolaridade, a despesa sobe 50 euros em função das disciplinas.
Com este panorama todo pela frente, os pais, vão porventura ter que fazer aulas de contorcionismo, para conseguir "inventar" dinheiro, para toda esta panóplia de material escolar.
Convinha que o Ministério da Educação, através da Direcção Geral de Educação, ou outro qualquer Organismo, estabelece-se um tecto nos preços dos Livros.
Porque sabe-se há muito, que quem lucra com esta história toda, são as Editoras e os livreiros!
Há que pôr travão a esta autêntica lei da selva, que há muitos anos nos foi imposta nos preços dos manuais escolares.
Já chega, basta!

Idosos indesejados


As marcas são notáveis, as que o teu rosto descreve nas tristes rugas. Fazem-me lembrar aquelas ruas de outrora, carreiros de terra batida.
Vejo-vos por todo lado!
Debaixo de sol a sol, descalços de punhos arregaçados, construindo as calçadas que hoje piso, as esculturas que hoje olho, os monumentos que ainda perduram no olhar esquecido da sociedade.
O ardina, o engraxador, a varina que saudades!
De vós homens e mulheres, que me olham com nostalgia a mocidade nas palmas da vossa mão.
Agora vejo-vos dispersos nos bancos enferrujados daqueles jardins. Encarcerados em lares, esquecidos na solidão de um hospital qualquer.
Subjugados à própria sorte entre orações e mágoas de um tempo que não volta mais.
A vossa herança será sempre a fortuna mais valiosa mas a menos reconhecida nos espinhos da vida.
Olhem!
Para a nossa gratidão...
Como se despreza uns cabelos brancos como é fácil chamar-lhes velhos,
chatos, REFORMADOS. Quando eles só nos pedem um pouco mais de atenção...
Hoje somos os netos, filhos, amanhã também passaremos a ser os velhos de outra geração.


Conceição Bernardino

26 agosto 2006

"Discriminação"

O governo, pelo MAI (Ministério da Administração Interna) promulgou o Decreto-Lei nº 128/2006, de 05 de Julho, que determina a criação de matrículas identificadoras dos carros comprados ao abrigo da isenção de IA por deficientes e suas famílias. O decreto que permite a aquisição de veículos por portadores de deficiência já é discriminatório entre deficiências, este recém aprovado decreto vem dar mais visibilidade á discriminação, agora diferenciando as matrículas dos restantes veículos em Portugal.
Os deficientes “podem” adquirir automóveis com isenção do imposto automóvel (IA).Sim mas não é para todos, senão vejamos quem pode verdadeiramente obter tal dádiva das finanças portuguesas segundo o Decreto-Lei nº 103-A/90 de 22 Março:
1- o deficiente motor civil ou das forças armadas maior de 18 anos, desde que seja portador de deficiência motora de carácter permanente, ao nível dos membros inferiores ou superiores, de grau igual ou superior a 60% avaliada pela Tabela Nacional de Incapacidades, aprovada pelo Decreto-Lei nº 341/93,de 30 de Setembro.
Que essa deficiência dificulte comprovadamente:
a) A locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou recurso a meios de compensação, nos casos de deficiência motora ao nível dos membros inferiores;
b) O acesso ou utilização dos transportes públicos, no caso de deficiência motora ao nível dos membros superiores.
Nota- Para efeitos de contabilização dos 60% não podem ser tidas em consideração as deficiências que não se localizem a nível dos membros inferiores ou superiores. Também não poderão ser consideradas as deficiências que, embora representem um grau de desvalorização igual ou superior a 60%, não dificultem a locomoção na via pública ou o acesso ou utilização dos transportes públicos.
2- O multidificiente profundo desde que:
a) seja portador de uma deficiência motora de carácter permanente, ao nível dos membros inferiores ou superiores, de grau igual ou superior a 60%.
b) Enferme comulativamente, de deficiência sensorial ou intelectual ou visual de caracter permanente de que resulte um grau de desvalorização superior a 90% e que , por tal facto esteja comprovadamente impedido de conduzir veículos automóveis.
Nota: O multidificiente profundo que apresente deficiência motora de carácter permanente ao nível dos membros inferiores ou superiores, com um grau de incapacidade abaixo dos 60%, não está abrangido por este diploma mesmo que possua um grau de desvalorização superior a 90%.Por exemplo: um indivíduo com uma deficiência motora de 55% e intelectual de 40%, a quem foi atribuída um grau de incapacidade de 95%,está excluído do âmbito da isenção.
3-O deficiente das Forças Armadas que :
a) esteja abrangido pelo Decreto-Lei nº 43/76, de 20 de Janeiro;e,
b)seja portador de incapacidade igual ou superior a 60% não exigindo a lei que seja motora.
Pois bem, por aqui verificamos que realmente a disparidade é grande entre as deficiências física e mental. Mesmo com 93% de grau de incapacidade, caso do meu filho(autista) e casos de 100%, que os conheço, não há qualquer direito fiscal na compra de um automóvel, nem do dístico de deficiência para estacionamento. Conheço muitos pais que não possuindo viaturas têm muita dificuldade em transportar os seus filhos nos transportes públicos, a não ser nos táxis ao preço a que estão. Esta questão da isenção de IA é uma das muitas questões que nos preocupam, nós pais de deficientes classificados de “mentais” sentimos na pele a falta de apoio institucional dos governantes.
Os deficientes mentais necessitam a bem da inclusão de uma maior preocupação com eles e suas famílias .Não de medidas discriminatórias!


Mário Relvas
mrelvas@bragatel.pt

Luta pelos direitos dos autistas!

Todos os anos pelo mês de Agosto e no caso deste ano até ao dia quatro de Setembro, os pais dos deficientes mentais, e neste caso particular, dos autistas viam encerrar várias instituições que os seus filhos frequentam durante o ano, neste período, sobrecarregando os pais que têm que trabalhar e cuidar dos filhos aos mesmo tempo. Também quebravam a rotina por demasiados dias criando-lhes alguma inquietação e hiperactividade.
Dei conta deste problema por correio electrónico, bem como de outros relacionados, ao Sr Primeiro Ministro de Portugal, Engº José Sócrates, que na volta do correio, o seu gabinete esclarecia que tinha enviado o assunto para o Sr Ministro do Trabalho e da Solidaridade Social.
Coincidência ou não fiquei hoje a saber que para o ano todas as instituições apoiadas pela segurança social estarão ao serviço no mês de Agosto.
É grato para quem luta pelos direitos dos autistas e suas famílias saber de tal atitude, pois era um direito que se nos escapava há largos anos.
Continuarei a lutar pela dignificação dos autistas, pelos seus direitos e das suas famílias nas quais me incluo.


Mário Relvas
mrelvas@bragatel.pt

Legisladores não cumprem as leis !!!

Segundo o editorial de um jornal diário de 25 do corrente, Portugal poderá ser o país europeu com maior quantidade de «legislação sobre ética e transparência d actividade política», mas poucos desses países «terão um sistema de transparência tão hipócrita, confuso e ineficaz« como o lusitano. Com efeito, teoria não nos falta, par o que contribui a predominância na política de pessoas de Direito e docentes universitários, o que segundo alguns «pensadores» constitui a pior maleita do País. Portugal precisa de cientistas e investigadores, mas tendo consciência de que se trata de pessoas que vivem a uma altitude tão elevada que não enxergam o pequenos problemas que afligem as pessoas vulgares. Andando atrás de respostas para as sua dúvidas científicas não podem prender-se com coisas corriqueiras, mas os cidadãos precisam de políticos com capacidade de análise e de decisão ao nível prático por forma a ver garantido o seu direito à melhoria sustentada do bem-estar e da qualidade de vida. Quanto às pessoas do Direito sofrem da obsessão, da compulsão, de legislar, pensando, que com a satisfação desse prazer orgásmico resolvem os problemas do País, as apenas acabam por resolver os problemas pessoais e da classe oligárquica.

Além de tal ética e transparência hipócrita a que o editorialista se refere, aparece em concreto, a legislação sobre trânsito, cada vez mais restritiva, mas sem +produzir melhoria sensível na segurança nas estradas, A transparência hipócrita ficou bem evidenciada a tentativa de legislar no sentido de deixarem de ser publicadas as nomeações e contratações de «colaboradores» da função pública.

Por isso, a tal legislação superabundante que nos coloca à frente dos países europeus, mesmo no respeitante à sua ineficácia, fez lembrar a frase antiga «para inglês ver», devendo agora actualizar-se «para europeu ver» Dizem que os governantes são polígamos e qu satisfazem o seu prazer sexual assinando legislação que vai ser «aplicada» a todos os portugueses!

É de esperar que os políticos assentem os pés no chão, se compenetrem que agem para o povo e m nome do povo, com a missão de lhes tornar a vida mais fácil e agradável, para o que não devem tomar o eleitores como feras perigosas, selvagens e ignorantes.

Portugal no Líbano?

O governo português encontra-se a avaliar o possível envio de tropas portuguesas para o Líbano ao serviço da ONU como força de interposição de paz. Acontece que aquele TO (teatro de operações) não é semelhante aos outros onde até aqui Portugal tem estado e está. As forças portuguesas estão em esforço para manter os TO em que se encontram empenhadas. Desde o Afeganistão, aos Balcãs (Bósnia e Kosovo), em Timor, no Congo e outras pequenas participações como consultores militares e policiais.
No sul do Líbano existe um cessar fogo que parece ser mais aparente do que certo, podendo a qualquer momento eclodir a guerra de novo. Há constantes violações ao cessar-fogo.
Quem conhece a guerrilha sabe que Israel não obteve qualquer vitória e que mantém a sua intenção de progredir no terreno, enquanto o hezbollah se remunicia, se reposiciona e prepara a pior de todas as guerras, a guerrilha. Qualquer cidadão pode ser membro das forças de guerrilha do hezbollah pois a guerrilha é isso mesmo, a mistura e camuflagem dos seus membros na comunidade civil. Aqui funciona a AP (acção psicológica) que informa a seu belo prazer e mina as populações, na África portuguesa soubemos o que isso é, pois as info e c/info (informações e contra-informações) são da mais importante relevância. O IN (inimigo) praticou-o e as NT (nossas tropas) fizeram-no em força perante a população civil. A guerrilha não identifica os seus soldados tornando-o num IN mais ou menos definido.
Qual a força que terão os militares da ONU? Para haver uma força de interposição de paz é sempre necessário que as duas partes beligerantes aceitem respeitar o acordo, que no caso é muito ténue e qualquer membro das forças da ONU só poderá disparar quando a sua vida corre perigo iminente. Durante este conflito os cerca de 2.000 homens da ONU lá colocados ficaram no meio de uma guerra a ver passar os aviões e até foram atingidos por Israel que argumentaram um erro e pediram desculpas...
Este conflito recebeu o apoio dos Estados Unidos a Israel, todos o sabemos, mas já disseram que não enviarão tropas, bem como a Inglaterra.
Temos também de analisar que aqui nesta zona está o epicentro de uma possível guerra mundial. Israel tem o apoio dos Estados Unidos, pois tem desde sempre servido o interesse deste país na região como travão aos países islâmicos e controle do petróleo. Por outro lado os israelitas demonstram insatisfação pela paragem dos combates e dizem continuarem a sentirem-se ameaçados na Cisjordania e sul do Líbano, pelo que exortam o primeiro-ministro israelita a continuar a sua acção militar, criando uma crise interna ao líder de Israel. Por outro lado temos a Síria e o Irão, prontos a entrarem numa guerra em defesa dos povos islâmicos já de si amordaçados pelas forças ocidentais que cobriram as acções mal pensadas de Bush.
A 1ª Companhia de Comandos (150 homens) do Centro de Tropas Comandos da Brigada de Reacção Rápida colocada no Afeganistão, aguarda a sua rendição pelo 1º Batalhão de Pára-Quedistas da Brigada de Reacção Rápida há oito dias. Terça-feira passada o avião regular alugado pelo MDN espera em Figo Maduro pelos necessários vistos, nomeadamente a autorização de sobrevoo do Azerbeijão. É preciso renovar as NT que estão empenhadas, não entrando em loucuras novas. Por tal sou a favor que Portugal participe em força nas possíveis iniciativas diplomáticas e deixe de lado a hipótese do envio de tropas para um cenário que se pode revelar um descalabro para os portugueses. Não é de pôr de parte futuros ataques terroristas a países integrantes daquela força se ela se opuser com veemência, de resto de que serve ir para lá e gastar mais dinheiro que tanta falta ás forças de segurança internas.


Mário Relvas - Braga
mrelvas@bragatel.pt

25 agosto 2006

Apito Dourado, ou Vermelho!

O Presidente do Benfica Luis Filipe Vieira, anda às voltas com o caso Mantorras, dizendo-se vítima de perseguição por ter falado múltiplas vezes no caso "Apito Dourado".
Diz ainda, que a sua casa foi assaltada várias vezes, na sequência exactamente de ter falado no dito caso, nos orgãos de comunicação social.
Só não se entende, o que tem o caso do "Apito Dourado" a haver, com o caso Mantorras!
Que se saiba, são casos diferentes!
Neste caso em concreto, do Futebolista Mantorras, está em investigação há quatro anos pela (P.J.) Polícia Judiciária. Decorrente da sua transferência do Alverca, para o Benfica.
De facto até ao momento neste caso, apenas foi constituido arguído Jorge Manuel Mendes, na altura, o empresário que representava o Mantorras.
Mas é preciso não esquecermos, que no negócio, terão participado Luis Filipe Vieira e o empresário Paulo Barbosa, cujas intervenções ainda se encontram em investigação, para se apurarem eventuais ilegalidades.
Porque em causa estão suspeitas de burla, e fraude fiscal!
Como recentemente a P.J. acelarou as investigações, incluindo buscas à SAD, e ao F.C. Alverca, onde foram recolhidos documentos relacionados com as suspeitas.
O Presidente do Benfica, reagindo à notícia publicada no jornal "24 horas", que o dava como arguido no processo.
Garantiu tratar-se de (perseguição, por ter falado por diversas vezes no caso "Apito Dourado". E que estaria a ser vítima de uma espécie de "cabala", e quem estaria por detrás seria um enorme "polvo").
Só que não referiu onde está, e de que "Polvo" é que estava a falar!
Declarações estas, feitas no Telejornal de ontem, na R.T.P.1
A mim o que me parece, é que o apito mudou foi de cor!
Agora em vez de "Apito Dourado", deve ser...é "Apito Vermelho"!

Insultuosa Refeição

Já começo a pensar se não estarei a ter alucinações!
Hoje ao ler o Jornal de Notícias (22-08-06), encarei com uma notícia, que nem queria acreditar no que estava a ler. “Restaurante polémico – abre na Índia em homenagem a Adolf Hitler”.
Por vezes não consigo perceber em que mundo vivemos como pode alguém idolatrar a loucura deste ser, saborear o sangue derramado, a matança mais horrenda de todos os tempos.
A raça perfeita, pura... dizia ele...
Não entendo, juro que não!
Como continuam alimentar uma amnésica memória como nada tivesse acontecido...no maior genocídio de sempre.
“De pequenas mordidas a grandes prazeres”, este é o slogan do restaurante. Já sinto um enorme apetite de amotinação que me embrulha o estômago de fastio.
Num mundo onde a miséria prevalece, parece que cada vez se aprende menos com o sofrimento dos outros, ouçam os gemidos do Holocausto ele ainda permanece por todo o lado. As feridas ainda sangram, o cheiro a gás ainda é nauseabundo, as bombas entoam por todo o lado.
Peço perdão a todas as vítimas mas terei que expor a ementa para que ninguém se esqueça destes pratos horríficos. Pelos vistos as guerras continuam a incomodar pouco, o ser humano...

EMENTA DO DIA

Entradas
- Ensopadinhos de crianças com molho verde.

Pratos do dia
- Judeu à Zé do Pipo.
- Deficiente mal passado à moda da casa.
- Idosos no forno com laranja.

Sobremesas
- Pretos com caramelo.
- Gelado de sangue com sabor a morango.

Espero que todos sintam o que eu senti ao escrever isto...
Mais não digo!!!

Conceição Bernardino

24 agosto 2006

O essencial encoberto pelo secundário

Começa a generalizar-se o facto de o essencial de um assunto ficar oculto por aspectos secundários, o centro esquecido por detrás das orlas. Numa conversa entre presos, um deles justificava estar ali com o facto de a bateria do carro ter perdido a carga e não ter feio o arranque do motor. Mas isso não era motivo para ter sido preso. Pois, mas chegou o polícia. Mas isso também não justificava. Ao fim deste diálogo, ele explicou que tinha saído de uma loja de telemóveis às três da manhã e, quando ia a fugir do polícia, o carro não pegou.

Em Setúbal aconteceu coisa parecida no caso da Câmara. Segundo um autarca nortenho, bem posicionado noutro partido, disse que houve uma fuga de informação seguida de títulos de caixa alta exagerados, tudo inserido numa conspiração para abater o presidente da Câmara, resumindo-se a gestos desproporcionados face a umas pequenas falhas administrativas. Tal como no caso do preso, não houve a sinceridade de apontar frontalmente a infracção.

Nesta ordem de ideias, verifica-se que ninguém é multado por ter cometido uma infracção, mas por ter sido apanhado em falta. Isto é um hino laudatório aos criminosos espertos que não são apanhados. É como o caso do tribunal que considerou não haver crime de tráfico de droga porque, embora este tivesse sido comprovado iniludivelmente, as provas mais convincentes assentavam em escutas não autorizadas, portanto inválidas. E deixou de haver crime!

Também os crimes por cheque sem provisão passaram a ser em menor quantidade por o Governo ter decretado que apenas seria crime acima de um valor muito mais alto. No mesmo sentido, no caso da não publicação dos contratos dos assessores e consultores, muito criticado e depois alterado, não foi abordado de frente, não mostrando que o Governo pretendia considerar o País como uma pequena quinta dos governantes, gastando o dinheiro dos contribuintes, nas costas destes, sem a mínima transparência, em benefício dos «boys» e «girls» de confiança política dos detentores do Poder, esquecendo estes que o essencial da sua missão, como delegados do povo - a real sede da soberania - não lhes permite colocar os interesses pessoais e partidários acima de tudo e de todos, mas sim, zelar pelo bem-estar e qualidade de vida, de forma sustentada, da generalidade dos cidadãos.
Este desprezo do essencial, dos objectivos e dos interesses nacionais, sobrepondo-lhe aspectos secundários está a ser demasiadas vezes posto em prática, tornando-se conveniente inverter tal tendência a fim de o País poder recuperar da actual crise de valores e atingir um nível consentâneo com a sua qualidade de membro da UE.

Ao que nós chegamos!

A Segurança Social já recebeu 1,8 milhões de euros em dívida e assinou acordos envolvendo mais de 3,440 milhões. Os 222 nomes divulgados devem 49 milhões e foram seleccionados de um grupo de 442 devedores de 100 milhões.
A famigerada lista de "caloteiros" já rendeu mais de cinco mihões à Previdência, segundo vem noticiado no J.N. (Jornal de Notícias) de hoje 24-08-2006.
Parece que o efeito desejado pelo Ministério da Segurança Social na divulgação da famigerada lista, está a surtir efeito.
Pelo menos, já conseguiu reaver mais de cinco milhões de euros para os cofres da Previdência.
Será ainda uma gota num Oceano imenso de muitos milhões de euros, mas já é um começo!
Se outros Governos, noutros anos, o tivessem feito!
Não estaríamos aqui a "penar" de "calças na mão", com a Segurança Social na penúria!
Quanto a nós os particulares!
Será que agora, para conseguirmos que algum "caloteiro" nos pague, teremos que colar cartazes nas paredes...nas montras, publicar na internet, seja lá onde for, por esse país fora!
Para vermos a "cor do nosso dinheirinho"?
Parece que só vendo o seu nome sair do anonimato para a praça pública, é que os ditos "caloteiros" ganham vergonha, e começam a pagar o que devem!
Ao que nós chegamos!

A VOZ DO POVO

É POSSIVEL, SIM SENHOR!

Admitir que a paz entre Israel e os seus vizinhos é coisa que jamais acontecerá, é não conhecer os povos e estar sintonizado com orientações e propaganda vindas do sionismo e do terrorismo norte-americano.
A paz entre os judeus e os seus vizinhos será um facto. Estes povos, apesar de as guerras os terem perseguido ao longo de séculos, têm sido vítimas do sionismo, extrema direita terrorista de Israel que, de braço dado com o terrorismo norte-americano, não lhes tem permitdo o convívio faterno e pacífico que tanto desejam.
Quando Israel for governado por israelitas sem interesses bélicos e desligados das grandes industrias belicistas dos Estados Unidos, haverá paz em toda a região do Médio Oriente.
Não é difícil chegar a conclusões. Basta sabermos quem domina economicamente o sionismo nos Estados Unidos e quem são os seus parceiros neste domínio para ficarmos com a certeza de que quando os verdadeiros judeus tomarem o "poder" em suas mãos, os povos daquela região "limarão as arestas" que os têm dividido.
Basta olhar para os países latino-americanos para sabermos do que falamos. À medida que estes países se vão libertando do terrorismo, vão deixando os donos da América do Norte mais isolados, mas beneficiando da paz e, não raras vezes, de melhores condições de vida e liberdade. Há quem chame de populistas a alguns dos seus dirigentes, mas quem estiver interessado em saber o que era a américa-latina há dezenas de anos atrás com o domínio norte-americano, encontra o resultado: francamente, positivo.
Por tudo isto, a "abantesma" não vem do povo judeu, vem do outro lado do mundo com a conivência de alguns, poucos, sionistas endinheirados e aliados do terror.

23 agosto 2006

ONU e falta de autoridade internacional formal

Hoje, a propósito do papel da ONU no Líbano, no Iraque, no Irão , na Coreia do Norte, na Somália, e nos casos por resolver da Caxemira e do Sahara Ociedntal, fala-se na ausência de autoridade internacional formal, porque, segundo muitos, a autoridade informal reside no Clube Bilderberg. Achei que poderá ter algum interesse um trabalho que preparei há algum tempo e que está inédito.
Sudão e ausência de autoridade internacional

O Sudão é o país africano de maior extensão, com uma composição étnica extremamente complexa – 252 grupos étnicos – e várias religiões em que predominam os muçulmanos sunitas, a Norte, seguidos dos ligados a crenças tradicionais africanas e dos cristãos, a Sul. Estas características humanas, a sua posição geoestratégica e a exploração de petróleo, recentemente iniciada, têm sido factores de uma história acentuadamente conflituosa. Ocupado por egípcios, turcos e britânicos e desejado pelos franceses, acabou por ver proclamada a independência em 1955.

Desde os primeiros dias de Estado independente, não houve uma paz verdadeira devido à luta pelo poder, entre várias facções islâmicas e ao desejo de estas oprimirem os povos do Sul. Desde 1983 está em curso uma rebelião dos povos do Sul, de maioria cristã, contra o regime muçulmano de Cartum. É a guerrilha mais antiga de África que tem continuado, apesar de muitas tentativas de apaziguamento, aconselhadas e mediadas por países ocidentais e africanos. Os combates já fizeram mais de um milhão de mortos.

Após o golpe militar apoiado pela Frente Islâmica Internacional, em 1989, a insegurança passou a ser permanente, com um medo doentio em cada coração. Por pressão daquela Frente Islâmica, foi dado asilo em mansões luxuosas, nos arredores da Capital, a proscritos como Osama bin Laden e a Carlos o Chacal. O poder foi partilhado, de forma informal, pelo Presidente general Omar al-Bashir e por Hassan Turabi, o pai intelectual do movimento islamista do Sudão, antes de este ser colocado em prisão domiciliária.

Em 2002, os rebeldes do SPLA (Exército de Libertação do Povo do Sudão) - que lutavam há 20 anos contra a opressão do Governo no Sul do país - pressionados pelo Ocidente a terminar com a guerra civil, assinaram um frágil cessar-fogo, de curto efeito. Apoiando várias iniciativas para o apaziguamento do Sudão, o Secretário de Estado norte-americano Colin Powell deslocou-se, em Outubro de 2003, ao Quénia para reabilitar as relações com Cartum e dar um impulso às negociações de paz que ali decorriam entre o Governo e os rebeldes do Sul chefiadas pelo Coronel John Garang. C Powell manifestou esperança de a assinatura de um tratado de paz se efectuar em Dezembro seguinte, mas a esperança foi gorada. Outras tentativas posteriores tiveram resultado semelhante. Quando foram assinados acordos, pouco demorou até serem desrespeitados.

Entretanto, agravou-se a situação na província de Darfur, antigo sultanato cuja independência foi esmagada, em 1916, por uma expedição britânica, na zona ocidental, vizinha do Chade. A população, que pretende a autonomia, tem sido bombardeada pelos aviões governamentais, o que levou à fuga de centenas de milhar, para lugares onde a falta de água e de outras condições de vida tornam difícil a sobrevivência, sendo mesmo difícil a chegada de socorros de organismos internacionais. As forças islâmicas governamentais apoiam milícias árabes que praticam as piores violências sobre o povo, embora o governo de Osmar al-Bashir desminta. Em Agosto de 2004, foi assinado entre o Governo sudanês e as Nações Unidas, para o Darfur, um acordo contendo sete pontos, mas que ficou letra morta.

Tanto a ONU, como a União Africana, como a UE (União Europeia), como as grandes potências, têm mostrado vontade de ver restabelecida a paz neste grande país, mas não têm ido além da boa vontade e as pessoas continuam a sofrer privações inclusive da própria vida. Interrogamo-nos até quando o mundo, os poderes internacionais se manterão impotentes para pôr termo ao genocídio levado a cabo pelo poder islâmico do Sudão nas partes Sul e Oeste, onde vivem populações que não são muçulmanas. Os títulos da imprensa, embora pouco frequentes, são bem elucidativos do pouco interesse que o mundo tem pelo continente africano e das táctica dilatórias do Governo de Cartum, com desprezo de tudo e de todos.

Bibliografia:
- «Guia do Mundo», ed. Trinova, 1997, p. 446-448
- «África. Um continente de conflitos», Jorge Heitor, Público, 10.07.2000
- «Sudão destroçado», Paul Salopek, National Geographic Portugal, Fev 2003, p. 36-73
- «Colin Powell no Sudão como mediador de paz», Fernando Santos, Público, 22.10.2003
- «Powell prevê paz no Sudão em Dezembro», Público, 23.10.2003
- «Êxodo no Sudão já afecta mais de cem mil pessoas, Jorge Heitor, Público, 29.01.2004
- «Mais de 800 mil sudaneses desalojados no Darfur na maior crise humanitária de sempre», Jorge Heitor, Público, 28.03.2004
- Kofi Annan defende envio de força militar para o Sudão», Ana Dias Cordeiro, Público, 8.04.2004
- «Cessar-fogo na região sudanesa de Darfur», Jorge Heitor, Público, 10.04.2004
- «ONU adia intervenção para travar crimes contra a humanidade no Darfur», Jorge Heitor, Público, 9.05.2004
- «Um milhão de pessoas à beira da morte no Ocidente do Sudão», Jorge Heitor, Público, 7.06.2004
- «Visitas de Powell e Annan terminam sem rsultados concretos no Darfur», Ana Dias Cordeiro, Público, 2.07.2004
- «Grã-Bretanha, França e União Africana acentuaram pressão sobre Cartum, Público, 8.07.2004
- «União Africana envia 300 militares para o Sudão», Ana Dias Cordeiro, Público, 9.07.2004
- «Rebeldes abandonam negociações sobre Darfur», Público, 18.07.2004
- «Cartum apoia as milícias do Darfur», Público, 21.07.2004
- «Rebeldes sudaneses aceitam iniciar novas conversações», Jorge Heitor, Público, 25.07.2004
- «Rebeldes de Darfur pedem intervenção internacional», Jorge Heitor, Público, 26.07.2004
- «ONU lança ultimato ao Sudão para desarmar as milícias», Ana Dias Cordeiro, Público, 31.07.2004
- «Governo sudanês diz-se disposto a partilhar as riquezas do Darfur», Jorge Heitor, Público, 4.08.2004
- «Relatório da ONU responsabiliza Cartum pela crise no Darfur», Jorge Heitor, Público, 8.08.2004
- «União Africana poderá enviar 2.000 militares para Darfur», Público, 5.08.2004
- «França pede diálogo para acordo político no Sudão», 7.08.2004
- «Plano de acção para 30 dias», Público, 8.08.2004
- «Sudão desafia ultimato da ONU pra desarmar milícias», Ana Dias Cordeiro, Público, 27.08.2004
- «Sudão de novo acusado de não cumprir compromissos com a ONU», Ana Dias Cordeiro, Público, 21.08.2004
- «As Nações Unidas não conseguem chegar até aos deslocados no Darfur», Público, 21.09.2004
- «Nações Unidas pedem aos sudaneses que se entendam», Público, 28.09.2004
- «Colin Pwell assiste à assinatura do acordo da paz para o Sul do Sudão», Jorge Heitor, Público, 9.01.2005
- «Força Aérea do Sudão volta a bombardear Darfur», Ana Dias Cordeiro, Público, 28.01.2004
- «EUA e Europa divididos quanto à forma de julgar os crimes no Sudão», Jorge Heitor, Público, 2.02.2005
- «Conversações com rebeldes do Darfur», Público, 2.02.2005

22 agosto 2006

Portugueses silenciados

Nos dias agonizantes do Estado Novo, Mário Soares editou o livro «Portugal Amordaçado», o que na altura traduzia a realidade atribuída à existência da Pide. Mas hoje, a nível da sociedade comum, o ambiente não parece mais aberto. Permito-me comparar o número de comentários existentes na VOZ DO POVO, com os muito mais numerosos existentes nos blogues LAMINA DE ÁGUA e TRILHAS E TERRAS, ambos brasileiros e que gosto de visitar. Diremos que são sociedades diferentes, mas a diferença não nos favorece. Toda a gente em conversa privada de pequeno grupo de amigos emite desabafos sobre miríades de coisas que considera não estar bem, mas perante um blogue, evita fazer um comentário. Não aproveita as oportunidades de confiar nos outros os seus desabafos. Troco e-mails com várias dezenas de e-amigos; por vezes ao reencaminhar anexos, faço comentários provocantes com vista a incitar ao debate do tema, a fim de o aprofundar olhando-o de diferentes perspectivas. O resultado é desencorajador. Quando aparecem reacções raramente são superiores à unidade! Parece que as pessoas não gostam de ler, e muito menos de raciocinar, odiando desafios. Desses correspondentes, os únicos que deixaram aqui um comentário aos meus escritos foram duas brasileiras.
Em conversa com o meu amigo Manel, um indivíduo de cultura muito acima da média, tendo viajado por todo o mundo e preparando as suas viagens para delas retirar o máximo proveito em saber, e fazendo depois lindos DVD como reportagem pessoal, procurei entusiasmá-lo a consultar o blogue e deixar um comentário. Mostrou receio – segundo disse, não por ele, mas pelo incómodo que isso poderia trazer à mulher. Esclareci-o de que a sua visita não deixaria rasto e, mesmo que deixasse um comentário, poderia deixar de se identificar. Perante a minha insistência, o Manel que até tem estado muito entusiasmado com a elaboração de trabalhos de Power Point de âmbito turístico, do seu gosto, o que lhe ocupa muito tempo, respondeu que não tem tempo para fazer uma visita a um blogue. E como se conclui que quando há duas desculpas, nenhuma delas é real; neste caso, a razão não é nem a mulher nem a falta de tempo, mas sim um atavismo inconfessado, e possivelmente nem intimamente reconhecido.
E o que é mais significativo é que, estando o País em crise de valores sociais e cabendo à população em geral e a cada um em particular a recuperação, é urgente que as pessoas se abram, usem o direito à liberdade de expressão da sua indignação e de sugestões para melhorar, utilizando todos os meios ao seu alcance. Dizia um amigo que essa recuperação terá de ser feita por via da Internet, porque a imprensa escrita, tem as limitações próprias do facto de serem empresas lucrativas sujeitas a retaliações do Estado, enquanto a Internet é gratuita, tanto na circulação de mensagens por e-mail como nos blogues.
Há que desenferrujar a língua aos portugueses e pôr o teclado a trabalhar. Cada um de nós deve fazer um esforço nesse sentido, para deixarmos de ser um povo silenciado. Estou certo ou estou errado?

A suposta "novela"

Finalmente o que toda a gente esperava, acabou por acontecer -Jesualdo Ferreira é o novo treinador do F.C. do Porto.
Isto à partida, parece não ser nada de relevante!
No entanto acaba por tê-la, na minha opinião!
Porque como de costume, nos meios de comunicação social portugueses, se faz "novela" por tudo e por nada!
E este vái, não vái...de Jesualdo Ferreira para treinador do F.C.P., já se preparava para ser mais uma!
Só que, não tiverem foi tempo para o fazerem!
É que no F.C. do Porto, não dão muitas oportunidades a fazedores de enredos para as ditas novelas futebolísticas-rasgam-lhes os guiões, logo à nascença!
Boa sorte, Professor!

Supremacia divagada...

O senhor Alberto, como sempre contínua imponente e altivo, no seu discurso directo e indirecto.
A maledicência é uma constante utilizada, doa a quem doer, os recados e os insultos são uma aliteração permanente aos senhores do Continente... viva a democracia...todos os insultos serão bem recebidos.
O que se passa com a liberdade? Virou difamação?
Onde alguns dizem tudo o que querem e lhes apetece sem serem punidos pelas palavras e acusações...
Não foi este conceito que aprendi sobre “Liberdade de Expressão”, até porque também não posso escrever tudo aquilo que penso; mesmo tendo poucos conhecimentos sobre a “Constituição da República”, sei que um dos princípios fundamentais diz:

(Estado de direito democrático)
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Senhor Governantes do Continente como é possível! Esquecer os tempos de ditadura se ela está presente todos os dias nas páginas dos jornais, quando se leva a um tribunal um jornalista, porque falou algo que não devia e outros insultam-nos descaradamente. Não me admira quando se diz que vivemos na “República das Bananas”, onde as leis existem e não se fazem cumprir. Como cidadã Portuguesa, sinto-me envergonhada e ofendida Agora sou eu quem apela ao Senhor Presidente da República, “Cavaco Silva” e ao senhor Primeiro Ministro, “José Sócrates” que intervenham.
Deixo aqui esta pergunta, se fosse eu que fizesse este comentário às vias de comunicação social, como seria punida?
"Há aqui uns bastardos na comunicação social do Continente. Digo bastardos para não ter que lhes chamar filhos da... que aproveitaram este ensejo para desabafar o ódio que têm sobre a minha pessoa. Não lhes basta mentir sobre a Madeira. Como são bastardos, e têm o complexo de bastardos, também, à mínima coisa, desencadeiam isso (o ódio) sobre mim."(Diário de Notícias 05.06.05) Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira.

Conceição Bernardino

Movimento já Mexe!!!


Movimento Cívico “ Por Mirandela “


Somos um grupo de cidadãos de Mirandela, de vários sectores políticos, áreas profissionais, crenças religiosas. Organizamo-nos pela defesa da maternidade de Mirandela, mas não só. A nossa região em geral e Mirandela em particular, tem vindo a ser prejudicada em detrimento de outras cidades. O caso da maternidade de Mirandela é um caso muito delicado. Várias foram as iniciativas que de entre vários grupos políticos e associativos foram realizadas, mas falta uma intervenção que seja sem interesses políticos e pessoais e apenas pela defesa de todos os cidadãos do concelho. Este movimento surge da união de várias correntes de opinião, de vários quadrantes da cidade. Mirandela precisava, no nosso entender, de um grupo que estivesse ao lado da população sem olhar a meios. Várias são as questões que defendemos entre elas: a manutenção da maternidade de Mirandela e o não encerramento da linha do Tua. Nada nos move, a não ser o verdadeiro sentido de sermos Mirandelenses e Transmontanos. Porque o povo de Mirandela e de Trás-os-Montes não se pode calar quando a nossa cidade perde serviços, não podemos apenas estar a falar com o vizinho e a vizinha, temos de intervir. Este movimento surge para ocupar um espaço de união de todos os mirandelenses independente das cores políticas, para que Mirandela fale num só tom, para melhor poder servir a cidade e sua população. Por considerarmos que recolhemos o apoio de várias personalidades de relevo da região e da cidade, e de uma grande adesão de pessoas do concelho e de todo o país em prol da cidade, resolvemos apresentarmo-nos ao público em geral promovendo o movimento cívico para defesa de todos nós. Desenvolvemos em cerca de 2 semanas através da Internet com o nosso blog http://www.pormirandela.blogs.sapo.pt/ centenas de adesões. Muitas mensagens de incentivo e apoio. Por isso, estamos a trabalhar em duas iniciativas que desde já não podemos avançar por estarmos a ultimar os últimos preparativos. Por isso em defesa de Mirandela todos somos poucos. Pedimos a todos aqueles que queiram aderir ao movimento que enviem nome, idade, cidade e telefone de contacto para o nosso e-mail pormirandela@hotmail.com. Mirandela precisa de si.

21 agosto 2006

Escutas ilegais

Dez indivíduos acusados de tráfico de droga livraram-se de penas de até doze anos de prisão graças à anulação, já em pleno julgamento, de dois anos de escutas telefónicas.
Este caso foi decidido à dias pelo Tribunal de Santo Tirso, e isto aconteceu porque a investigação baseada exclusivamente em denominadas escutas telefónicas descontroladas, foi considerada nula.
Pois bem!
Toda a gente sabe que redes de tráfico de droga como no caso em apreço, são muito difíceis de detectar e desmantelar, por isso a investigação que esteve a cargo da GNR, durou quatro anos.
Porventura terão feito algumas escutas telefónicas fora do âmbito legal!
Isso parece óbvio para toda a gente.
Mas então, se não fosse usado este expediente teriam sido descobertos?
Naturalmente que não!
Aqui o que faltou para legitimar as escutas, foi apenas a autorização do magistrado de instrução criminal.
Se tivesse acontecido, eram válidas!
Como não aconteceu, são consideradas nulas!
Esta agora! Mas afinal, o crime não aconteceu?
O juíz da fase de instrução proferiu esta decisão após vários adiamentos e depois de analisar os 11 volumes que constituiam o processo. "Concluiu pela inexsistência de meios probatórios de validade carreados para os autos" que permitissem ter a esperança de condenação por tráfico. Porque sem escutas não haveria buscas.
E esta hem!

Palestras viciadas

A VOZ DO POVO

Há pessoas, que embora fazendo a sua "vidinha", não raras vezes, à custa do erário público, da miséria que ajudaram a "florir" por este País, fazem do servilismo e do descaramento a única forma de estar na vida: conveniências, claro está.
Apesar das bombas lançadas sobre Hiroxima e Nagasáqui, já depois da rendição do exército japonês, assim como o apoio a tiranos: Pinoché, Sadam Hussein e não só... passando pela fermentação da al-Qaeda, Hezbolaah e outros grupos, hoje denominados pelos seus mentores de teroristas, ao assassinato de milhares de inocentes na guerra do Golfo, não esquecendo o terror e morte causados ao povo da Palestina e de uma forma geral ao povo muçulmano, recordando a invasão ao Vietname, onde mataram milhões de inocentes, não deixando passar em claro os que mataram e continuam a matar no Iraque todos os dias, apesar de tudo isto, lamentavelmente, incontestável, há pessoas que tentam esconder estes factos, chamando aos causadores do terrorismo, suas vítimas. Isto é descaramento. Mas também, interesses obscuros e falta de honestidade.
- Senhor professor - perguntou o aluno - então a guerra no Iraque foi causada pelo terrorismo de que o senhor fala ou pelo terrorismo norte-americano?
- Os norte-americanos não são terroristas - respondeu o professor - são suas vítimas. Quanto à invasão do Iraque, foi um equívoco.
- Tantos equívocos, senhor professor?
- Não estou aqui para receber lições! - barafustou o professor - estou aqui para ensinar, não para aprender...
Palestra encerrada e vamos embora que estou com pressa.

Mau começo do choque tecnológico

Apesar do choque tecnológico, segundo notícia de hoje, milhares de contribuintes poderão ser autuados pela falta do comprovativo de pagamento de selo do automóvel.

Há muitos anos ouço que «aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita». Realmente um mau início constitui um péssimo prenúncio de fracasso. Nenhum clube gosta de perder os primeiros jogos da temporada. Por isso, não é agradável o que se está a passar com a aplicação do promissor choque tecnológico, nos vários sectores da vida nacional. Com efeito, a entrega de declarações do IRS via Internet obrigou a adiamentos da data limite. O mesmo se passou com o pagamento da contribuição autárquica de circulação automóvel. Já em Agosto, com mais de dois meses de fogos florestais, o MAI confessou que não lhe era possível fazer um balanço do período já decorrido e, segundo os jornais, isso deve-se a falhas da informática que não permite analisar os dados e concluir sobre as causas. Ainda agora estamos a deparar com os erros do selo do carroque em anos anteriores estava resolvido em Junho, sem informática.

Constata-se assim que a informática está a ser utilizada como passa-culpas da incompetência dos utilizadores. As máquinas podem falhar, mas são facilmente reparáveis. A sua característica principal é terem um funcionamento pré-estabelecido e não «gostarem» de desvios, de caprichos, de hesitações ou de erros dos utilizadores e operadores. Exigem competência e boa preparação de quem dialoga com elas, sem o que surgem erros maioritariamente devidos à intervenção humana. Não se sentem felizes com as nomeações de pessoal por afinidades políticas ou familiares, pois apenas lhes interessa a competência e a humildade aceitando que «o material tem sempre razão».

O choque tecnológico, indispensável para a modernização do País, assentando basicamente na informática, só resultará se houver pessoas competentes, com sentido da responsabilidade e que tenham de prestar contas pelo seu desempenho. Enquanto a culpa continuar a morrer solteira, a informática não poderá funcionar de forma fiável e o choque poderá não resistir à electrocussão. Ou será que neste caso dos fogos, os dados introduzidos atempadamente no sistema deram conclusões desagradáveis para alguns poderosos que, agora, querem refazer e manipular tudo para obter um resultado mais confortável para os seus interesses pessoais?

Abandono desumano...


Não tarda nada, estaremos a ler “O ABANDONO DOS ANIMAIS NO PERÍODO DE FÉRIAS CONTÍNUA A AUMENTAR”
Este fenómeno de barbaridade, deveria ser punido por lei para que todos se lembrassem que ter um bichinho, seja ele qual for, não é apenas um entretimento ou um prazer momentâneo.
Sejamos coerentes com a bicharada ou então comprem um peluche, sempre é mais cómodo e carrega-se para todo o lado...
Porquê que todos querem ter um “Bobby” ou um ”Tareco”, porquê que todos têm a mania de quererem andar na moda?
Quando na realidade se esquecem que a moda tem sempre os ses...
O que leva um ser que se diz humano, abandonar o seu fiel companheiro na berma de uma estrada, desculpem-me a ironia mas por vezes penso que esse ser acha, que o bichinho sabe acampar que também merece férias ao ar livre.
Sinceramente não sei porque estas atitudes ainda me alvoroçam, quando o dilema desta selva é “salve-se quem puder”, onde se maltratam, abandonam crianças e idosos.
Com todo o respeito, os animais também são filhos e avôs de alguém, por isso merecem toda a minha indignação.
Pense! Hoje são eles, amanhã pode ser qualquer um de nós...





Conceição Bernardino

Que Democracia? Que transparência?


Depois de mais de três décadas a ouvir discursos de políticos com mais ou menos floreados e partículas de realce, acreditámos que estávamos num regime democrático, embora, uma vez por outra, nos chegassem notícias a evidenciar cariz autocrático ou mesmo tendente a ditatorial. Mantém-se, porém, no Texto Fundamental que Portugal é uma República soberana baseada na vontade do povo (art. 1º) e que a soberania, una e indivisível, reside no povo (art. 3º 1). Apesar dos «lindos» discursos de promessas não cumpridas e das discutíveis interpretações dos números, lá íamos fazendo por acreditar na Democracia e a sua transparência por parte dos eleitos, isto é, daqueles que têm delegação do povo para gerir os destinos do Estado por forma a garantir boa qualidade de vida sustentada para toda a população. Os cidadãos mais esclarecidos, além dos que estando inseridos nas malhas do Poder e usufruem de todas as regalias, iam duvidando da seriedade com que são interpretados os primeiros artigos da Constituição.

Mas não há ilusão ou mentira que dure sempre, acabando por deixar cair o manto e ficar nua. Agora, depois de a população saber que no Governo e nas Autarquias há centenas de assessores contratados por critérios não de competência, mas de simpatia e de confiança política, que o mesmo é dizer, de família, de amizade e de clã partidário, com salários principescos, agora, o Governo decide ocultar do povo, aquele que é morada da soberania, os contratos para a função pública, a prazo ou não, e o salário respectivo. Com esta poeira lançada aos seus olhos e falta de transparência, como pode o povo exercer a soberania que em si reside? Com que esclarecimentos o cidadão formulará o sentido do seu voto no momento das eleições? Não pode nem deve votar com base apenas na propagada eleitoral. E, não estando convenientemente esclarecido, não deve votar. A abstenção também é uma posição electiva e, se ela ultrapassar, por exemplo, os 60%, talvez os políticos consigam raciocinar e concluir que o povo não está disposto a aturar os seus caprichos autoritários, os seus abusos, a sua ditadura, mesmo que esta seja a prazo de quatro anos renováveis.

Apláuso, para o ministro da Saúde!

O ministro da Saúde Correia de Campos, proibiu as administrações hospitalares de fazerem gastos para além dos nesseçários ao tratamento dos doentes e num despacho assinado na sexta feira, critica as direcções hospitalares por despesas sumptuosas.
Ora aqui está uma medida digna de aplauso, esta tomada por parte do ministro da Saúde Correia de Campos!
De acordo com o ministro, "não parece possível qualificar certas despesas, como aquisição de novas viaturas para uso pessoal da administração, ou a mudança de mobiliário e a aquisição de dispendiosos elementos decorativos, para dar apenas alguns exemplos, como despesas essenciais ou indispensáveis".
"Tal atitude seria incompreensível e comprovaria a inadequação dos respectivos gestores aos cargos de membros do conselho de administração do hospital, seja entidade pública empresarial ou do sector administrativo", prossegue o ministro.
Ora aqui está uma medida digna de aplauso!
Porque em tempo de "vacas magras", não fazia sentido todo este luxo, por parte das administrações hospitalares.
Temos aqui de facto uma atitude de responsabilidade, e racionalidade por parte do ministro, na gestão dos hospitais.
Porque nós enquanto contribuintes, não devemos só criticar o Governo ou os ministros quando tomam decisões más!
Temos o dever de louvar medidas positivas, como neste caso dos hospitais, por parte do ministro Correia de Campos!

20 agosto 2006

Luxos em Tempos de Crise


Saiu a semana que passou um despacho do Ministro da Saúde, Correia de Campos, que a maior parte das pessoas que me conhece, sabe que não morro de amores por essa personagem da política Portuguesa, um despacho a pedir mais contenção aos Hospitais Públicos ou seja geridos com o dinheiro dos contribuintes. O ministro pedia menos despesa com questões que não fossem directamente relacionadas com os doentes, entre elas despesas com material de escritório, decoração de gabinetes, material informático não necessário enfim coisas totalmente dispensáveis. Foi dado o exemplo de algumas Unidades Hospitalares que tinham apresentado despesas com viaturas para os membros da administração gastos em renovação de material de escritório e decoração de gabinetes. O despacho no seu todo, está correctíssimo e nesta altura que o País atravessa não poderia ser outro, mas o tom que o ministro incute nesse despacho é um pouco de pedido e não de exigência que ele deveria não pedir mas sim exigir. As Administrações de Hospitais gastam rios de dinheiro em eventos que não lembra a ninguém, aqui à uns tempos assisti num café um funcionário de um Hospital Central a pedir ao proprietário do café para afixar um cartaz de publicidade para uma exposição de quadros, num Hospital, ninguém entende esse cariz cultural de um hospital, pelo menos eu não!!.
Quem pagou os cartazes, por exemplo? O funcionário em horário de serviço não deveria estar no hospital e não na distribuição do tal cartaz? Este é apenas um exemplo, esse dinheiro mal gasto em situações como esta, mas também em situações que nem à praça pública chegam. Muitos dirão que a culpa é do Governo, a min não me parece a min parece me que seja de um sistema de Governação Regional de Saúde que é quem tem directamente poderes na administração de cada unidade hospitalar, essas regiões de Saúde que têm um director deviam ser mais rigorosos no controle de despesas. Por isso eu quando critico o senhor Correia de Campos, sobre o fecho da maternidade de Mirandela critico-o naquela questão mas também sei reconhecer o mérito embora com algumas reservas. Acho bem que o governo venha a acabar com estas despesas enormes que nos saem do bolso de todos.

A Madeira... e os Outros.


Ouvi hoje, o Senhor Alberto João Jardim numa das suas imensas crónicas que mais parecem escritas para um programa do Contra Informação. O Presidente da Região Autónoma da Madeira criticou, José Sócrates, Primeiro-ministro, pela nova lei do financiamento regional e autárquico. Muito me apraz dizer, que estou de acordo com Sócrates, a Madeira tem sido uma excepção a todas a regras criadas pelo a Administração Central, vivem com um défice enorme. É claro, que Jardim, se encontra num beco sem saída, pois prevê que vá ficam sem milhares de euros de financiamento. O país no estado em que se encontra, a recuperar lentamente, mais a passo de caracol, não pode ter luxo nem suportar défices de políticos que passam a vida a “cuspir” em quem os financia. Jardim, perguntava se era verdade se os Madeirenses viviam ás custas do Continente, para mina resposta é só uma, os Madeirenses não vivem ás custas do Continente mas sim Alberto João Jardim vive ás custas de uma região que por ele chefiada renega o seu país e os restantes concidadãos da sua pátria. Um presidente de uma região autónoma de Portugal, que não permite a celebração oficial do 25 de Abril, que tem membros no parlamento regional do seu partido que insultam a oposição, que fazem perseguições políticas aos seu opositores, que chama a oposição: “um bando de corja”, que crédito uma pessoa pode ter? Depois de insistir anos a fio, numa guerra entre a Madeira e o Continente, depois de criticar o “Senhor Silva” e mais ter de engolir um sapo ao ter de estar ao seu lado nas eleições Presidenciais, agora vem pedir ao Presidente da Republica para intervir na questão do financiamento, mas afinal o senhor Jardim o que quer? Anda a brincar com os Portugueses? A min dá me um pouco a impressão que Alberto João Jardim se sente desamparado, pois já passou o brilhantismo de anos anteriores, já nem o líder do próprio partido o apoia e agora até se vira para os principais adversários do passado. A frase poética de Jardim é: “ O Eng.º Sócrates tem mania que é mau” , eu acho muito bem que o Primeiro Ministro seja mau, seja inflexível e sem medo de politiqueiros habituados ao populismo. Medidas têm de ser adoptadas para que o crescimento apesar de lento seja credível e real. Por isso eu acredito neste país.

Revisão da matéria dada

Como é bom estar de férias!
Acordar com o despertar dos pássaros e a brisazinha do mar.
Acabaram-se os trabalhos de casa, o pequeno-almoço incompleto, o peso abusador das mochilas a correria do costume. O toque estrondoso das entradas e saídas das salas de aulas.
A matéria acabou a televisão voltou...
É preciso entreter os jovens, as crianças, para que não esqueçam a matéria dada do ano transacto, até porque não podemos ignorar que os exames nacionais existem e as famosas provas globais.
Vejam só!
Como somos cultos, estamos prestes a entrar para o “Guinness”, com o maior ranking de sempre, da iteração de algumas novelas portuguesas.
No próximo ano lectivo todos os jovens de certeza que irão tirar excelentes notas na Língua Portuguesa. A Matemática a perspectiva também será boa, pelo menos “a estatística”. Fazendo as contas às horas e às audiências da “Floribella” e “Morangos com açúcar”, passaremos ao top da Ciência Exacta.
Não quero generalizar para não ser mal interpretada.
De facto não tenho nada contra as novelas, só lamento o abuso das televisões ao quererem interpelar o olhar dos jovens a toda a força.
Como vou dizer amanhã aos meus filhos que os meios de comunicação audiovisuais são importantes nas nossas vidas, que poderemos adquirir novos conhecimentos e obter informação?
Já sei cada um só vê aquilo que quer...realmente seria assim se todos os pais pudessem acompanhar o tempo de férias dos seus filhos.
Como é possível no país dos menos nós seremos sempre assinalados os mais...
Onde pára a cultura geral, a aprendizagem, os programas inovadores?
Será que são assim tão caros ou será preferível revestir a realidade em fantasia exagerada em prol dos lucros das audiências.
Discute-se tanto por causa da Educação dos nossos filhos, a carga horária das aulas, a matéria que se deve ensinar, o fecho de escolas, etc...
Agora que fazemos?
Em relação aos horários exuberantes de matéria perdida em audiências televisivas.
Não tarda muito e estaremos todos a pedir à Senhora Ministra da Educação, “por favor reveja a disciplina de História de Portugal, não será melhor altera-la para História das Novelas Portuguesas”.

Conceição Bernardino

19 agosto 2006

Chega de injecções!

As Estações de televisão portuguesas, principalmente a S.I.C, e a T.V.I.
Transmitem por dia no seu conjunto, cerca de sete horas diárias, de novelas, uma autêntica injecção.
Principalmente "Floribella" e "Morangos com açúcar."
Novelas essas, direccionadas às camadas mais jovens.
Sendo o nosso país, um dos países da União Europeia, onde o aproveitamento escolar é dos piores!
Estas "injecções" diárias de novelas direccionadas aos jovens, contribuem e de que maneira!
Para se "baldarem" aos seus trabalhos escolares.
Contribuindo de uma forma vergonha, para o nosso escandaloso insucesso, no aproveitamento escolar.
Já sabemos todos! Que esses canais privados de televisão, não são obrigados a ser nenhuma espécie de Provedores do sucesso ou insucesso escolares.
Isso sabemos nós muito bem!
Agora! Quem deveria controlar de uma forma racional, a programação televisiva direccionada às crianças e jovens...é naturalmente o Estado.
Atravéz da Autoridade para a comunicação social, ou outro organismo similar.
No sentido de impedir este autêntico"bombardeamento", com "injecções" de novelas!
Porque é só estarmos com atenção e verificaremos, que até os jornais diários, fazem promoção às ditas novelas!
Chega! De alienar a "chavalada," com tanta injecção!

EDP em saldos...

Fico contemplada, sempre que ouço notícias que parecem anedotas contadas na primeira pessoa.
Parece que vamos entrar na campanha de saldos, pela famosa EDP, a senhora monopólio Português!
Ao fim de tantos anos a pagar facturas exorbitantes e aluguer de contadores apodrecidos que, se amortizam em prol da mesma e do seu interesse. Finalmente no próximo mês de Setembro vamos ler nas vitrinas, espelhadas pelo país o seguinte:
Gaste dois meses de energia e pague só um!
Ofereça energia a um familiar com desconto de 50%!
Na colocação de um contador oferecemos o aluguer grátis!
Se tiver uma avaria eléctrica, contacte-nos e levará cinco lâmpadas de reembolso!
Parece absurdo isto que escrevo, mas não encontro outra forma de exprimir a palavra ”saldos”.
Esperemos que o SMAS tenha uma ideia parecida, para podermos ter ofertas de garrafões de cinco litros de água por mês.
Mais cómico ainda é que como devem saber, podemos activar o serviço EDP pelo telefone dando os dados pessoais e depois chega-nos o respectivo contrato. A carta junta com o mesmo arrazoado contratual, cumprimenta gentilmente o consumidor dizendo " Obrigado por aderir à EDP, desde já nos mostramos gratos pela sua preferência" e eu pergunto qual a outra hipótese?Até à data, nenhuma, o futuro promete ser diferente.
Espero que chegue rápido a concorrência, como foi declarado pela EDP no noticiário antes que se lembrem de nos venderem electricidade aos pacotes.
Por hora ou aderimos à EDP ou à EDP...



Conceição Bernardino

18 agosto 2006

Afinal, há crise, ou não há?

Há cerca de um mês , li no Jornal de Notícias uma notícia, que despertou a minha atenção!
(Filas intermináveis na corrida aos passaportes) Então pensei cá para mim!
Mas afinal, onde é que está a crise, de que tantos nos queixamos?
Depois, atentamente, fui lendo a notícia, para ver quem seriam os "sortudos", que iriam viajar.
Então lá fui vendo!
Professores, Farmaceuticos, Empresários e outros tantos!
Que pertencem àquelas classes sociais, que mais vezes se ouvem, a falar na crise!
Num País que se diz de "tanga", não consigo compreender, como é que esses "sortudos"...e que não são poucos, têm dinheiro para férias no estrangeiro!
Das duas uma, ou não há crise!
Ou andamos todos a brincar!
Hoje curiosamente!
Volta a ser notícia de primeira página outra notícia, que de certa forma, está relacionada com a da corrida aos passaportes!
Em que se lê: (Um de milhão de portugueses goza férias no estrangeiro).
Segundo os números vindos a público, aumentou 10% de 2004 para 2005, o que é extaordinário!
Eu interrogo-me, como é que com o país em crise, há tanta gente a passar férias no estrangeiro?
Será que, não há crise nenhuma e tudo não passa de uma falácia do Governo!
Porque repare-se!
Não são os mais desfavorecidos que vão para o estrangeiro gozar férias, esses...infelizmente, mal têm dinheiro para comer!
Porque não vi ali, naquelas filas intermináveis para os passaportes, os desempregados, os futuros desempregados da G.M. de Azambuja!
Não vejo ali...os reformados com menos de 300 euros!
Vejo sim aqueles, que a toda a hora praguejam contra o Governo, por lhes tirar previlegios!
É uma vergonha para o meu País, serem sempre aqueles que mais se queixam, da crise e do Governo, a estarem na primeira fila, da corrida aos passaportes, para irem de férias para a estranja!

17 agosto 2006


Definimos esta pequena imagem, como símbolo do nosso movimento. O movimento tem cada dia que passa recebido, vários, apoios de muitas pessoas anónimas e algumas personalidades que vão desde a política, desporto até à televisão. Estão a ser preparadas as primeiras iniciativas, desde movimento. Este movimento terá também uma Comissão de Honra com pessoas de vários quadrantes da sociedade da nossa cidade. Por isso, a única conclusão que se pode tirar deste movimento, é que está a crescer, a bom ritmo. Estamos a preparar a apresentação à comunicação social regional e nacional. Por isso aguardem, novidades e já sabem as inscrições que são gratuitas, estão abertas para todos aqueles que queiram estar do lado do povo da cidade, em defesa da Maternidade de Mirandela. A partir da próxima semana, nas ruas da cidade vão estar afixados uns cartazes, embora pequenos pois não temos meios financeiros que nos permitam mandar fazer uns cartazes de grandes dimensões, vão estar nas ruas da cidade para marcar presença e para informar todos aqueles que desconhecem o nosso e vosso movimento. As inscrições continuam, envie um e-mail para pormirandela@hotmail.com com nome, idade, cidade e número de contacto.

Todos juntos "Por Mirandela"

Exemplo a seguir

A Câmara de Gaia, está de parabéns!
Não, não é nenhum aniversário do município gaiense!
Está de parabéns, porque ao aderir ao projecto de tornar acessíveis para todos, e na ajuda a pessoas idosas ou com mobilidade reduzida. Deu um passo em frente, no sentido de contribuir para que pessoas com deficiências, idosas, ou com mobilidade reduzida...possam desfrutar, de pleno direito, das nossas excelentes praias.
Com a colaboração preciosa dos Bombeiros de Coimbrões e do Instituto de Socorros a Náufragos.
Finalmente essas pessoas, podem ir apanhar um pouco de sol, e saborear um banho de mar.
São iniciativas destas, que devem ser realçadas, no meio deste marasmo em que o nosso país está a atolado.
Parabéns mais uma vez, à Câmara de Gaia por esta magnífica iniciativa, e que sirva de exemplo, para que outros, lhes sigam os passos!

As multinacionais e os consumidores

Há movimentos a aliciarem os consumidores a rejeitar os produto das multinacionais que saíram do País. Não me parece lógico, porque um comportamento motivado por desejos de vingança ou maldade não está fadado para ter êxito, sendo preferível agir com objectivos positivos, de bondade, de que resulte benefício para o próprio e para outros. Este movimento acusa as multinacionais de pretenderem obter grandes lucros à custa de mão-de-obra barata. Ora, essa intenção já existia quando elas estavam em Portugal e, então, se elas são más, porque se lamenta a sua saída? Há qualquer coisa errada na argumentação.

O consumidor, para agir racionalmente, pela positiva, deve procurar defender os seus interesses comprando apenas os produtos de que necessita, sem ir atrás de publicidade duvidosa e procurar as melhores condições de preço e qualidade. Qualquer grande empresa procura lucros, sendo essa a sua finalidade essencial, e, para isso, deseja ter custos mais baixos nos factores de produção, produzir com a melhor qualidade, vender muito e ao mais alto preço que o mercado permita. Contra isto nada se pode fazer.

Outro aspecto a considerar, e esse é grave, é o dos postos de trabalho que desaparecem com a deslocalização. Mas só é de lamentar que o trabalhador não possua saber geral e capacidade técnica que lhe permita trabalhar com grande eficiência, adaptar-se sem dificuldade à modernização e à inovação, por forma a poder mudar de ramo de actividade em caso de necessidade ou de conveniência, à procura de melhores condições. Quanto a isto, há que apontar o dedo ao Estado que encerrou as antigas «Escolas Comerciais e Industriais» e aos sindicatos que não estimulam os seus associados a aumentarem os seus conhecimentos técnicos para darem à empresa melhor colaboração e merecerem melhores salários e para poderem mudar de emprego sem dificuldade. Conheço exemplos muito positivos das vantagens da preparação profissional e das consequentes melhorias através de mudanças de emprego. A propósito, há cerca de dois anos, um empresário espanhol instalou em Trás-os-Montes uma empresa de exploração e industrialização de granito. Quando o jornalista lhe perguntou quantos postos de trabalho ia criar para os transmontanos, respondeu que a mão-de-obra seria toda espanhola, o que aparentemente lhe traria custos mais elevados mas mais vantagens reais por assim obter maior produtividade. Isto merece reflexão, mostrando que a vantagem das empresas não está nos salários baixos, mas na melhor produtividade, na qualidade do trabalho.

Vale mais prevenir, que remediar

Parece que está a vulgarizar-se, o furto de material de cobre pertencente às infra-estruturas instaladas ao longo das linhas do metro do Porto, catenárias, sinalizações, carris, etc.
Por alguns "inteligêntes", que mais não têm que fazer, do que vandalizar essas infra-estruturas que tanto dinheirinho custou, e vái custar a todos nós.
E segundo se sabe, já têm apanhado alguns desses "heróis".
Mas de qualquer forma, a empresa Metro do Porto terá que fazer um esforço ainda maior para colocar mais vigilância ao longo da via!
Eu reconheco que não é fácil colocar um vigilante por quilómetro, nem sequer é possível!
Todavia, a empresa Metro do Porto, tem tido um certo desleixo, principalmente nas Estações subterrâneas, onde por exemplo em S.Bento, se encontra vandalizada.
Com os azulejos todos pintados com gráfitis, ainda por cima, sem nexo absolutamente nenhum!
Muitos utentes já têm confessado que têm medo de ali estarem, principalmente depois da meia noite!
É que já por várias vezes, tenho viajado entre Trindade e João de Deus por volta das 00h30, e não se vê ninguém nas estações a fazer qualquer tipo de segurança.
Inclusivé tive conhecimento de alguns assaltos dentro das Estações, principalmente em S.Bento, porque vigilância...nem vê-la!
Não me admiraria nada se qualquer dia, começarem a desmontar dentro das Estações, as máquinas das bebidas, que lá estão instaladas!
É de todo urgente, que a empresa metro do Porto, comece a prevenir, que é para mais tarde, não ter que remediar!

Petição de não comprar produtos de empresas que se deslocalizam de Portugal.

A propósito desta petição que eu subscrevo, gostaria de acrescentar que na verdade, só a nós consumidores cabe uma resposta cabal a estas multinacionais que só vêm cifrões, os governos não têm hipótese, pois o poder neste mundo global está nas mãos destas empresas o que quer dizer do grande capital.
Temos vários exemplos pelo mundo fora, de multinacionais que se deslocalizam, para países de mão de obra mais barata, acontece que não vão para lá dar nada a ninguém, vão explorar os recursos naturais e a população local, engordando aínda mais os multimilionários à custa da exploração de outros seres humanos.
Os preços praticados por essas empresas, que não nos querem para trabalhar, mas querem-nos como clientes, em nada irão beneficiar o consumidor, pois não abdicam das enormes margens obtidas à custa do espediente da deslocalização.
Estas empresas não têm responsabilidade social, não querem saber de quantos lares destroiem, de quantas economias arrasam. Existem pura e simplesmente como sanguessugas.

Só unidos poderemos lutar contra este flagelo mundial!
Diga não a produtos de empresas deslocalizadas da Europa, e de Portugal, para países em desemvolvimento.
Diga não a produtos provenientes de países que não respeitam os DIREITOS HUMANOS e os TRABALHADORES!

PETIÇÃO ANTI-EMPRESAS QUE SE DESLOCALIZAM DE PORTUGAL>

16 agosto 2006

Completamente desnorteado

O despacho da ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, que em 2003 impediu o acesso dos funcionários públicos às reformas antecipadas.
Foi declarado "ilegal" pelos tribunais.
Ora esta decisão dos tribunais superiores, mais não foi do que conferir legitimidade aos trabalhadores neste caso, da função pública.
Ora se esse despacho da ex-ministra Manuela Ferreira Leite já não está em vigor, uma vez que em, 2004, foi revogado o decreto-lei que procurou regulamentar-o decreto-lei 11/85-e imposta nova legislação.
Não se compreende, que o actual Governo deixasse "correr as águas", sendo já o dito despacho revogado!
E o mais curioso!
É que se preparava no âmbito da reforma do Estatuto da Aposentação, não só dar sequência a esse despacho "ilegal"...como aplica-lo também, a todo o sistema do Regime Geral de Segurança Social, congelando todos os pedidos de Reformas antecipadas.
Na sequência da chamada reestruturação da Segurança Social, com o alargamento para além dos 65 anos, da idade da Reforma.
Não se compreende que o Governo sabendo da revogação do despacho, continuasse a aplica-lo como se nada tivesse sido alterado!
É extraordinário, o desnorte do actual Governo principalmente, nesta matéria em concreto.
Bastava verificar com atenção a legislação, e nada disto concerteza, teria acontecido.
Vivemos de facto num país, completamente desnorteado!

Prioridade à prevenção dos fogos

Os fogos florestais, que todos os anos têm causado momentos de aflição e prejuízos vultosos, exigem prioridade na prevenção, com planos regionais e locais adequados à necessidade de evitar catástrofes naturais como as verificadas nos anos recentes e ainda em curso no corrente ano. Os municípios gastam verbas avultadas em rotundas e outras obras, ostentatórias de riqueza inexistente, mas parece não estarem a encarar frontalmente o risco dos fogos florestais. Há muito a fazer, mas parece ser permanentemente adiado.

Prevenir fogos não é utopia. Chegam notícias de exemplos a seguir. Além dos 238 postos de vigia tradicionais a funcionar 24 horas por dia, mas com limitações humanas e de sistemas de comunicação e de exploração imediata da informação obtida, o que lhes diminui a eficácia, existem sistemas modernos em condições de operacionalidade. Trata-se de sistemas de vigilância electrónica que, apesar de dispendiosos, são eficazes. Podem já ser apreciados no distrito de Santarém (em Abrantes, Almeirim e Chamusca), na serra da Arrábida, no Parque Natural de S. Mamede, no distrito de Castelo Branco e na Zona Oeste. Fica-nos, porém, a dificuldade de compreender que tal sistema não esteja ainda a funcionar na totalidade da zona do pinhal interior, nomeadamente nos distritos de Coimbra, Viseu e Vila Real..

Um fósforo pode ser apagado com um copo de água, o que mostra a conveniência de detectar os fogos nascentes e de coordenar o combate imediato, para ser eficaz. Pergunta-se o que têm feito a Câmaras Municipais para fazer face à tão grave ameaça dos fogos que devastam as nossas florestas, o nosso ambiente natural, ano após ano.

Além da vigilância, não pode descuidar-se a existência de aceiros planeados por uma autoridade que indemnize os proprietarios dos terrenos sacrificados, e que devem ser mantidos sem gvegetação ao longo do ano. Há que sensibilizar para a limpeza dos pinhais, assumindo esse encargo quando o proprietário não tenha capacidade para tal, de forma criteriosa. Não tem lógica nem qualquer efeito um proprietário limpar a sua mata que se encontra entre outras qiue o não são.

Trata-se de operações exigentes de planeamento e visão de conjunto, que pode até conduzir a profundas alterações no direito à propriedade. Mas a maior exigência é a de o problema ser analisado com a máxima objectividade, sem ser partidarizado, tendo apenas em vista o interese nacional e a eficácia da conservação da cobertura vegetal, como um recurso de elevado valor da colectividade em geral .

15 agosto 2006

E esta hem! Por nomeação!

Só para comentar 2.

Eles comem mesmo tudo!!! in vizinho.blogspot.com


Espelho do país que temos


Só para comentar 1.

Postado por: vizinho.blogspot.com sob o título: Eles comem tudo!!!

Falsas expectativas

O ano que terminou, foi infelizmente um ano triste em tragédias, devido aos inúmeros incêndios que assolaram o nosso país.
Tragédias essas, traduzidas em perdas humanas, e milhares e milhares de hectares de floresta queimada.
No entanto, gerou-se uma enorme expectativa, em torno das promessas governamentais.
Promessas essas, que anunciavam um substancial reforço de verbas, no combate aos incêndios.
Tanto no reforço de meios humanos, vigilância, e limpeza florestal, e se calhar a mais badalada, a aquisição de mais meios aéreos.
Todos os portugueses ficaram concerteza, expectantes, que seria desta vez, que a praga dos incêndos, iria finalmente levar um forte abanão.
Pura ilusão!
Nem sequer o Verão, tinha ainda começado, já estavamos novamente com os incêndios às costas!
De nada valeu a compra de novos meios aéreos, nem o reforço orçamental no combate aos incêndios, pois os incêndios continuam.
E como a montanha pariu um rato, tudo ficou como dantes!
Eles...os malditos incêndios, continuam a devastar a nossa Floresta, e a ceifar vidas humanas.
Infelizmente, o Governo...e em particular o ministro da Admnistração Interna, nada mais fizeram que criar nos portugueses, falsas expectativas!

Fogo denuncia país dividido

Cresci a ouvir que «Portugal não é um País pequeno» e que «Portugal é uno e indivisível». Quanto à primeira asserção considero-a hoje totalmente correcta, pois se fosse um país pequeno não podia albergar tantos fogos florestais simultâneos que se repetem todos os anos, apesar das lindas promessas dos governantes. Quanto à segunda frase, não posso deixar de a considerar errada, face às mais recentes decisões políticas: há áreas que não têm direito a continuar a ter as escolas de que beneficiavam havia décadas, nem as maternidades, nem as urgências dos Centros de Saúde, etc. E esta divisão entre o Portugal privilegiado e o desprezado está também visível nos fogos florestais que não afectam o País das grandes cidades e dos condomínios de luxo, mas a parte rural, do interior profundo ou remoto, tão desconhecido dos governantes, que só lá dão uma fugida em vésperas de eleições para vender peixe estragado.

E o País é tão grande que não tem sido possível um bom entendimento e convergência de esforços entre os ministérios da Administração Interna, da Agricultura e do Ambiente, bem como do ICN, no que diz respeito à prevenção dos fogos florestais, como ontem ressaltou das palavras de dois governantes. Estes, em virtude de o País ser tão grande e tão desconhecido, fariam melhor em não abrir a boca durante as suas visitas ao «mato». Neste aspecto, é sintomática a referência à necessidade de a população limpar a floresta e abrir aceiros. Estas são operações relativamente fáceis nas grandes áreas do Estado, mas daí vem um exemplo negativo. Pelo contrário, na área de minifúndios particulares, cada um não pode por si decidir sobre os aceiros dada a minúscula dimensão de muitas parcelas, e, por outro lado, a limpeza tem custos incompatíveis com as pensões de miséria que os velhotes recebem. Na maior parte das aldeias, vivem pessoas sem capacidade física ou financeira para efectuar tais limpezas. As pessoas válidas ou estão no estrangeiro, ou migraram para o litoral, tomando a atitude mais consentânea com as decisões governamentais quanto a apoios de ensino, saúde, etc, apesar das declaradas intenções de combater a desertificação, a interioridade e a exclusão. Para a limpeza das matas ser eficaz pareceria ser conveniente proceder à sua nacionalização, o que é desde logo desaconselhável, pelo exemplo dado pelas Matas Nacionais. Talvez, de entre as muitas dezenas de assessores, apesar de serem nomeados por critérios de confiança política e não de competência técnica (segundo vereadora da CML), apareça algum com uma ideia aproveitável para o reordenamento jurídico das terras incultas do país, com a colaboração de representantes dos proprietários (o que é de bom tom democrático).

A realidade evidencia que os políticos não se entendem entre si e pouco conhecem dos problemas que quotidianamente afectam os cidadãos. Esta ignorância desculpa-os da ausência de decisões coerentes e convergentes com o objectivo de conseguir uma melhoria sustentada da qualidade de vida da população. Resta-nos a frase bíblica: «Perdoai-lhes Senhor...»

Patriotismo serôdio

Mais uma vez, o orgulho nacional e o patriotismo se ergueram, neste pequeno rectangulo à beira mar plantado.
Graças uma vez mais, aos sucessos desportivos, desta vez, nos Europeus de Atletismo.
Só que paradoxalmente, não tiveram direito a nenhuma ponpa, nem circunstância, como no Mundial de futebol.
Será que, duas medalhas de ouro, uma de prata, e uma de bronze, além da medalha de prata, conquistada pela equipa masculina na taça das nações, na Maratona...não são mais importantes, e mais prestigiantes do que um quarto lugar no Mundial de futebol!
Pelos vistos, não são!
Será que as outras modalidades desportivas, e no caso concreto do Atletismo, são menos portuguesas que o futebol?
É que desta vez, não vi nem bandeiras nas janelas, nem ecrãs gigantes nas praias, a vibrar por Portugal!
É só o futebol, que representa Portugal no desporto, ou será preciso um Scolári, à frente da Federação Portuguesa de Atletismo!
É este patriotismo serôdio, que infelizmente existe, no nosso querido Portugal.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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