26 dezembro 2006

AULAS DE SUBSTITUIÇÃO

Do blogue
«É curioso» http://ecurioso.blogs.sapo.pt/ , extraio este pequeno, mas significativo, artigo.Finalmente a imbecilidade começa a dar frutos.
A procissão ainda vai no adro mas começam a aparecer os resultados da acção inconsequente da política arrogante e incompetente de alguém que deveria andar a brincar com bonecas e do outro que deveria se entreter com o colo do seu prazer e deixar as vidas das pessoas em paz.

NOTA: De repente, a palavra imbecilidade pareceu-me demasiado forte. Mas, após uma ligeira reflexão, não encontro nada melhor. Os políticos, podendo dispor dos dinheiros públicos, impunemente, tomam decisões que bradam aos céus. Não contam com os cidadãos e tratam-nos como se a escravatura ainda existisse. No caso das aulas de substituição, o ministério que decidiu a carga horária semanal considera-se no direito de obrigar os professores a trabalhar mais horas sem qualquer pagamento adicional. Isso só é possível com os desgraçados militares porque não têm sindicato nem direito a manifestação, nem direito a greve; esses são autênticos escravos... até ver! Mas os professores não o são.

Outro caso de «ditadura» democrática (!) ocorre no ministério da Saúde. Cada vez que o ministro fala, só argumenta com euros, esquecendo que o objectivo do seu ministério são as pessoas e a sua saúde, que ele deve preservar e recuperar sempre que a preservação falha não as finanças e os custos do sistema de saúde. Este, para ter as finanças direitinhas, qualquer dia manda matar todos os doentes, sim, porque ele não é ministro da doença; depois só se preocupará com a saúde a qual, existindo, não lhe dá preocupação e quando desaparece, aplica a injecção letal e continua a haver apenas saúde, só saúde. Assim será o ministro com mais êxito e eficácia no seu mester.

Atenção, estou a ironizar. Nada de o Sr. ministro levar isto totalmente a sério. Temos de estar atentos, não vá ele sucumbir a esta tentação!!!

6 comentários:

disse...

Não há que preocupar.
Para que isso venha a suceder, o ministro tem ainda que descobrir quem paga a tal injecção.

victor simoes disse...

Isto que relata e bem, é só incompetência de quem se tem que aguentar na política até ter a reforma de político garantida... depois os outros que se amanhem!
Enquanto não acabarem com essas reformas, para quem trabalha ( meia dúzia de anos )políticos e administradores e gestores públicos, vai acontecer sempre e tem piada, que não são os melhores que estão na política, mas sim os oportunistas e falhados do campo académico (salvo raríssimas excepções).

Mário Margaride disse...

Caro amigo João Soares. Cá estou de volta ao "vício", espero que tenha tido um bom Natal, e que esteja de excelente saúde.
Quanto ao texto. Concordo que irá ter efeito nefasto, a carga horária nos professores, as aulas de substituição. Mas os professores antes de mais, deveriam ser exigentes com os seus colegas faltosos. Pois graças a eles serem pouco assíduos, é que existem aulas de substituição. Eles é que são a causa, desse efeito.
Se não se baldassem tanto! Não seríam precisas aulas de substituição.
Um abraço
M.Margaride

Jorge G disse...

Caro amigo:
A historia das aulas de substituição tem muito que se lhe diga. Inserida numa política de castigar os professores, ninguém sabe porquê, e de demagogicamente vir de encontro aos pais dos alunos, as aulas ditas de substituição têm dado para que cada escola faça o que quer. Numas, as actividades de substituição são preparadas antecipadamente; noutras deixadas ao sabor do acaso; em outras, são pagas apenas como extraordinárias as aulas dadas peloprofessor da mesma disciplina do que vai substituir; outras há em que não se pagam horas-extra a ninguém;... É o regabofe total, sendo o cúmulo haver escolas em que são as agentes auxiliares de educação que decidem, entre dois ou três professores na altura disponíveis, quem é que chamam para a substituição.
E assim vai o ensino em Portugal.

Jorge G - Professor, 54 anos, Lisboa
www.osinodaaldeia.blogspot.com

Um abraço e Bom Ano!

A. João Soares disse...

Caros Amigos Victo, Mário e Jorge,
Agradeço os vossos comentários. Jorge, apareça mais vezes, para nos eclarecer sobre os problemas do ensino, que é uma actividade de suma importância para a recuperação sustentada do País.
É um problema complexo, como tudo o que se refere às pessoas.
Obrigado Mário Margaride, desejo que regresse em boa hora, com energia, para recomeçar e preparar-se para um Ano Novo.
Anda tudo à balda neste país, como dizem fundamentadamente, A sociedade está cheia de vícios e defeitos, fruto de muitos anos de desmazelo e indiferença pelos principais assuntos colectivos, e é dela que surgem os políticos, oportunistas que assim descobrem a única maneira de sobreviver, e que depois, dada a sua falta de ética e moral, abusam do poder que lhes metem na mão e que utilizam para benefício próprio, de familiares e amigos. Chegou-se a tal ponto que as pessoas capazes e inteligentes recusam a ideia de irem para a política para não mancharem o seu nome pelo contacto com tal gente.
Há pouco tempo numa entrevista publicada, uma personagem em destaque na política dizia, a propósito da abundância de assessores incapazes, que estes são nomeados por critérios de confiança política e não de competência técnica. Numa pequena frase disse muita coisa, apesar de ser política!!!
Votos de Bom Ano

MRelvas disse...

Compreendo e exijo que os jovens tenham o seu tempo preenchido na falta de professores,mas este modelo parece-me aberrante,sem nexo.

Espero escrever sobre o que penso sobre aulas ou outra actividade de ocupação de tempos livres dos alunos e outros jovens!

Abraço
MR

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