26 dezembro 2006

ESTRADAS NEGRAS, MUITO NEGRAS...

Ainda a quadra não acabou, e nas últimas horas, registaram-se menos acidentes, mas com mais mortos, para já, face ao ano anterior. Nunca é demais lembrar, que a estrada, e seus utilizadores, fazem das cenas mais tristes que o ser humano conhece pois perdem-se, pais, filhos, netos, avós, primos, etc. Mas ainda esta provisória contabilidade trágica não estava feita, já havia indicadores do ACP, que indicavam que este ano seria um ano de menos acidentes. Não pelas medidas implementadas pelo governo (ZERO), mas pela recessão económica que o país atravessa, quem o diz é o director da PRP (Prevenção Rodoviária Portuguesa). Todos os anos por esta altura, e outras de grande festim, acumulam-se as manobras perigosas, a condução sob o efeito do alcool, o excesso de velocidade, aliados ás más condições climatéricas (gelo, chuva e nevoeiro), e somam vítimas mês após mês e ano após ano, numa contabilidade necrológica.

Ora quando o Governo, quer chamar a si os louros de menos acidentes, devia pensar bem antes de dizer qualquer coisa, já que um dos cortes mais feroz no OE deste ano foi sem dúvida a fatia da PRP, que não teve dinheiro para nenhuma campanha de sensibilização junto dos condutores. Também é certo e sabido que 90% dos acidentes se deve à falta de civismo dos condutores e à fraca instrução dos mesmos, já a última (a instrução) devia ser fortemente provida de centros que prestassem um serviço de educação capaz de fazer face as exigências de hoje em dia, e dou exemplos:
  1. Criação de parques próprios, onde os instruendos da condução pudessem aperfeiçoar, as técnicas de condução, e a condução defensiva, dotando este centros de condições atmosféricas simuladas como já acontece em vários países industrializados.
  2. Educação cívica, legislação, e mecânica, de carácter teórico mas aliados à prática.
  3. Reciclagem de 5 em 5 anos, para cidadãos encartados, fornecendo-lhes dados estatísticos dos acidentes, sua gravidade, consequências e causas. Passando por partes práticas de condução em condições atmosféricas adversas.
São sem dúvida só 3 pontos como exemplo, mas acho que com estas medidas o estado, estariam a ser criados mecanismos de defesa da vida humana, e a fomentar a educação cívica, pois é uma autêntica guerra o que muitos condutores, que sendo excelentes pessoas fora de um carro, entrando dentro deste, ao volante, transformam-se em autênticos BICHOS, que nem num Zoológico com falta de animais os aceitariam com receio da própria vida dos restantes inquilinos.

Como cidadão, como utilizador das estradas portuguesas, mas principalmente como Pai, marido e ser Humano, apelo a todos os governantes que ponham a mão na consciência e digam:

BASTA DE MORTES NAS ESTRADAS!

6 comentários:

MRelvas disse...

Caro bendix,enquanto não obrigarem a uma melhor frmação,sem corrupção,tudo ficará na mesma!

Não é culpa do alcool,mas do "sistema" (onde é que já ouvi falar do sistema?)Não é culpa das estradas,mas da falta de civismo (desde os bancos da escola),da falta de formação,da imensa ignorância de quem pensa que é alguém só porque está dentro duma lata,seja ela mais cara ou barata!
A FORMAÇÃO para a vida falta em todos os sectores em PORTUGAL,por isso ele não progride!

Tudo se compra,para quê saber?

A. João Soares disse...

Sistema, uma palavra interessante.
Para enfrentar este problema é preciso uma abordagem sistémica, coerente, abrangente.
Para começar, deve ser posta em prática uma fiscalização a sério, dando mais meios às forças policiais, para detectar faltas de carta, de seguro, de inspecções, demsiado álcool e drogas, etc. Os autos devem ser julgados com brevidade e punidos severamente, porque westão em causa vidas (não interessa contar se são menos ou mais 2 ou 3 que no ano anterior). Para o longo prazo, a educação cívica, mentalização de quem tem carta, e dos jornalistas e bombeiros que dizem ingenuamente que a causa foi a chuva ou o nevoeiro! É uma justificação ingénua e crinminosa que incita à desresponsabilização dos condutores. Com chuva, nevoeiro, neve, gelo, etc, os condutores devem ser prudentes, conduzindo defensivamente. Infelizmente muita gente lança-se à estrada com igual velocidade estando tempo bom como estando nevoeiro e má visibilidade.
Há que convencer os jovens de que atingir 200 Km/h não é virtude do condutor mas apenas do motor do carro. O ondutor deve conduzir de forma a ir e vir sem acidente, sem estragar o carro, sem consumir demasiado. Essa é a sua virtude.
Mas como convencer quem adora correr riscos não se importando de se matar, matar os familiares e amigos e os outros utentes da estrada? Muitos condutores comportam-se como autênticos asassinos, como um vulgar terrorista suicida, sem causa que justifique tal sacrifício .
Há que insistir muito neste ponto.
Feliz Ano Novo
A. João Soares

Beezzblogger disse...

Obrigado amigo Relvas mas não sou Bendix mas Beezzblogger, o do nome esquisito.

Bom ano de 2007

Abraços do beezz

MRelvas disse...

Desculpa beezz,mas foi sem querer!

TOPAS?

Aproveito para dizer que a fiscalização é importante,sempre o foi,mas a má formação das pessoas leva-as a ter sempre razão e a dizerem que há caça à multa!Se a formação fosse correcta,ou pelo menos mais rigorosa não aconteceriam tantos acidentes,nem tantos anormais conduziriam nas estradas do nosso descontentamento e das nossas desgraças!

Mais um corrupto,o presidente da Académica de Coimbra,isto vai...tudo para a cadeia,por isso vão construir novas!Agora corrupção nas gasolineiras!Amigos o PAÍS está doente!Muito DOENTE!



Abraço
Mário

Mário Margaride disse...

É verdade beezz. Cada vez há mais incompetência nos condutores.
Às vezes dá-me a sensação...que devem tirar a carta de condução pelo telefone, ou pela Internet.
Tal é a burrice a conduzir! Depois queixam-se que há muitos acidentes!
Pudera! Não se respeita nada nem ninguém!
Enfim...
Um abraço
M.Margaride

Alexandra Caracol disse...

Por causa das irresponsabilidades de muitos se destroem famílias inocentes.

Casos em que houve mortes provocadas por doidos nas estradas, conheço-as aos montes.

Histórias em que crianças ficaram orfãs na flor da idade.

Essa é a realidade resultante das atitudes de um povo irreverente, ignorante e irresponsável (no geral).

Um post pertinente meu amigo.

Beijinhos com amizade

Alexandra Caracol

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