04 dezembro 2006

PASSEIO NO CAMPO

Meu amor!Meu amante!Meu amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte!Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo..
Frágeis mãos de mandona florentina...
-Vamos correr e rir por dentro o trigo!

Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros..
Água azulada a cilintar nas fontes...

E á volta, Amor...Turnemos, nas alfombas
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras...

3 comentários:

MRelvas disse...

Sim Naty,


felizmente nem toda a gente aprova o aborto para lá do consentido na actual Lei.Por isso descobrimos textos belos como este.Não foram feitos abortos...deixaram a vida espairecer.Belo poema!

Mário

david santos disse...

Belo soneto Naty.
Com a menina se fez mulher. Campos verdes até ao colher da fruta.
Parabéns, minha Amiga, parabéns.

Um abraço.

Mário Margaride disse...

Belo hino ao amor Naty. Muito bonito este soneto, parabéns!
Um beijo
M.Margaride

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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