11 dezembro 2006

POEMA PARA O MUNDO!












Corrida aos armamentos.

Cinco centrímetros de terra a mais...

...ou a menos,

O ouro negro!

Ter uma bandeira...

Ter uma pátria,

Uma nacionalidade,

e não ser gente!

Nem bicho!

Ser por ser,

...só ser!

Com um amanhã sempre diferente,

incerto,

Um futuro feito do presente,

Com o Sol sempre distante,

e a boca aberta...

à espera de uma refeição incerta...


E...

continuar a ter,

por ter de ser...

Sem estatuto de gente,


sem vida,


...Menos que bicho!





Nota: Este poema, é o primeiro que publico, foi escrito em 1981, como muitos outros, que guardo em folhas de guardanapo. Não levem a mal pelo principiante... é uma oferta a todos os meus amigos. Um grito de alerta, para as injustiças, que fazem com que em países riquíssimos, se morra e se viva abaixo da dignidade humana. Tudo isso para alimentar a cobiça, dos ricos e donos deste planeta.

10 comentários:

MRelvas disse...

Amigo Victor GOSTEI!1981...amigo estava onde nessa altura?Na tropa?Ou ainda em África?

Um grande abraço
PS-publique mais!

Eu também o farei um dia destes quando penasr um!

Beezzblogger disse...

O amigo Vitor, olhe este poema, de principiante não tem nada, muito bom, mesmo, com franqueza, acho que quem escreve assim devia cá postar mais destes, continue, eu gostei, quem me dera saber escrever assim.

Uma abraço amigo

Do beezz

victor simoes disse...

Obrigado, pela simpatia. Mas os meus poemas, que foram escritos à muitos anos, têm como característica principal, a intervenção, pelo social, e saiem cá dentro, sem pretensões eruditas!
São o sentimento por si, especialmente estes, como uma janela aberta, numa perspectiva do senso comum.
Em 2001, encintrava-me em Tancos, na então BETP (Base Escola de Tropas Pára-quedistas)!

Um grande abraço

MRelvas disse...

Amigo Victor,esta é a foto que percorreu o mundo...a foto da menina nua no Vietname!

Ela foi entrevistada à pouco tempo.

Abraços
MR

david santos disse...

O quê!!?
Eu estou a ver bem!?
Um trabalho desse guardado em folhas de guardanapos?
Ora a saltar o resto cá para fora!
Adorei, Victor!
Mas quero ver o resto dos guardanapos, está bem?
Parabéns e um grande abraço.

A. João Soares disse...

Caro Amigo Víctor,
Embora não me tenha enfronhado na poesia, gosto do seu tema.
Bem traduzido em palavras simples, mas coerentes e convergentes para a ideia a atirar aos espíritos menos atentos.
Substitua os guardanapos por um suporte mais consistente. A humanidade agradecerá.
Em Países do terceiro mundo, à maior riqueza de recursos corresponde a maior miséria e injustiça social. Olhe Angola, com diamantes, petróleo, agricultura com grandes potencialidades, minérios, pesca, tudo. O presidente é um dos homens mais ricos do mundo, sem o ter herdado, os seus próximos também vivem à farta, mas o povo espera pelo óbulo proveniente de peditórios em Portugal, país sm recursos, e no Mundo.
Temos que utilizar a capacidade de comunicação dos blogues para despertar os espíritos adrormecidos para que raciocinem nestes casos de injustiça social.
Continue.
Um abraço
A. João Soares

Conceição Bernardino disse...

Aí amigo Victor quem escreve assim não pode guardar na gaveta está de veras emocionante...
parabéns.
Conceição Bernardino

Alexandra_Caracol disse...

Admiro as pessoas que conseguem dizer muito em poucas palavras.

Este é um dos tais poemas que tem poucas palavras mas muito sumo.

Espero que não desista de nos consolar com os seus poemas.

Beijinho com amizade

Alexandra Caracol

Mário Margaride disse...

É amigo Victor, é assim que se começa. Como eu o fiz. Curiosamente! O meu primeiro poema, escrevi-o no Café Símbolo junto à Camara de Gaia em 1976, num guardanapo. Também foi assim que comecei.
Parabéns! Está excelente. Continue.
Um abraço
M.Márgaride

victor simoes disse...

Obrigado, pelas palavras de estímulo. Prometo de vez enquando colocar um cá para fora. Embora, o nosso blogue, não esteja vocacionado para publicar poesia. Um de vez enquando não faz mal!

Um abraço a todos

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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