23 fevereiro 2007

E SE EU ESTIVER ENGANADO?

Os escolhos que encontramos
Nem sempre escolhos são
Ás vezes, são só pauzinhos
Que se afastam, com a mão

Se os soubermos contornar
Com jeito e delicadeza
Tudo se torna mais fácil
Basta usar subtileza

Contornar dificuldades
Usando a sabedoria...
Transformar sal em açúcar
Dá para dizer, quem diria!

Para tudo há solução
Para a morte...
Não vejo jeito!
Pois aí...é impossível
Já nada pode ser feito

Transformar o riso em dor
E a alegria em tristeza
É fácil não custa nada!
Não tenho bem a certeza

Já em jeito de remate
E p’ra ficar descansado
Devo dizer, tenho medo...
De poder estar enganado.

9 comentários:

MRelvas disse...

Caro Mário Margaride,

Um poema em que aproveito para aqui agradecer em HOMENAGEM ao grande Zeca Afonso.

Sou um humanista, sem lados, sem colaboracionismos, sem favores, com espírito de algum sacrifício na luta pelo bem da Humanidade.

Zeca Afonso,vinte anos que partiste fazem hoje, mas continuo com o desassossego instalado no meu coração, na minha alma de vida.

Deixaste-nos uma Obra ímpar, séria e de humanidade.Te recordo aqui, junto deste POEMA do nosso poeta Mário Margaride.

A vida não é preta e branca, temos que colher aqui e ali, para podermos clamar pelo bem comum.

Obrigado ZECA AFONSO, continuamos em pleno desassossego que tanto sentias , tentando melhorar este mundo, este nosso Portugal.

Não és património da esquerda, da direita, mas da alma no coração de todos os portugueses.

Tal como tu, também tenho um feitio muito próprio, por vezes nada fácil de entender,mas pleno de honestidade,isenção e amor à Pátria!

Um bem Haja!

Mário Relvas

MRelvas disse...

Zeca Afonso
Origem: Wikipédia

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por Zeca Afonso, foi um cantor e compositor de música de intervenção português. Escreveu, entre outras coisas, música de crítica à ditadura fascista que vigorou em Portugal desde 1933 até 1974.Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do "apartheid".Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoso admirador. Ele era pro-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. "Foi o ano mais desgraçado da minha vida", confidenciou Zeca.Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um simbolo da resistência democrática. Mantem contactos com a LUAR e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da "Chanson Portugaise de Combat", em Paris e grava tambem o LP "Cantares do Andarilho", recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.Em 1971, edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP "Eu vou ser como a toupeira". Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum "Venham mais cinco".Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres". A sua intrevenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à presidência da república.Os seus últimos espectáculos decorrem nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final deste ano, é-lhe atribuida a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa (mais tarde, em 1994, é feita nova tentativa a título póstumo, mas a sua mulher recusa, dizendo que, se o marido a não tinha aceitado em vida, não seria depois de morto que a iria receber).Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não conseque cantar a totalidade das canções. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidaduta de Maria de Lurdes Pintassilgo à presidência da república.José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Será certamente recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto antifascista para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, de que são exemplo as suas baladas.

victor simoes disse...

Excelente poema amigo MMargaride. Gostei imenso.
As vezes, transformamos pequenos problemas em grandes dificuldades.
Não, os vemos com olhos de ver, e analisamos e/ou interpretamos mal.
Se pararmos e reflectirmos, podemos mais fácilmente achar a solução!

Abraço

victor simoes disse...

MRelvas, obrigado pela oportunidade de lembrança. Zéca Afonso é de facto de alma e coração de todos os portugueses.

Um abraço

Paula e Rui Lima disse...

Olá!

Se gostas de cinema vem visitar-nos em

www.paixoesedesejos.blogspot.com

todos os dias falamos de um filme diferente

Paula e Rui Lima

david santos disse...

Obrigado, Mário Margaride!

david santos disse...

Um abraço, Mário Relvas.

Mário Margaride disse...

Boa a tarde!


Amigo Simões, é como diz. Por vezes transformamos pequenas coisas, em grandes problemas. Que depois se transformam sem necessidade, em questões complexas de gerir, por falta de inteligêcia e perspicácia, para resolver pequenas coisas.

Outras serão mais difíceis naturalmente. Mas nada que o bom senso e a inteligência, não possam resolver.
Agradeço aqui a evocação ao zeca Afonso, um símbolo para todos nós.

A todos muito Obrigado.

Um abraço

M.Margaride

Beezzblogger disse...

Belo poema, e oxalá não se tenha enganado, acho que não...

Abraços do beezz

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