11 fevereiro 2007

Monopoly o Jogo do Senhor Ministro Manuel Pinho



Sua excelência o sr. ministro da economia Manuel Pinho, parece que vê a economia como um jogo de “monopoly”. Tem uma visão muito lúdica da economia e muito pouca perspicácia para identificar o que vai mal neste país.
Começam a ser confrangedoras e embaraçantes as calinadas, que mete umas seguidas de outras. Valha-nos a sinceridade e a inocência que nos possibilita vislumbrar o seu perfil de político e de gestor, com todas as suas limitações em matéria de políticas económicas eficazes.
Vejamos o senhor ministro, Manuel Pinho, e respectiva equipa não encontram nada melhor para controlar o défice, que não recorrer ao aumento dos impostos e fazer política de baixos salários, para que a economia portuguesa continue competitiva.
Tenho pena senhor ministro, que os seus ex-alunos, tenham aprendido o que lhes ensinou, pois o défice não se combate dessa forma. Este actual processo de redução do défice público, não é mais que um tapa olhos. Na verdade esta solução é o contrário do que se deveria colocar em prática, daqui a três anos estamos na mesma. Os portugueses, com um nível de vida pior, o país mais na cauda da Europa se não no último posto vigésimo quinto.
O problema é que se trabalha para as próximas eleições, e os portugueses continuarão iludidos na esperança de melhores dias que nunca chegarão.
Atentemos nas palavras do ministro, proferidas em Pequim, aquando da visita à China e afirmando que uma boa razão para investirem em Portugal, são os baixos salários aqui praticados, que estão abaixo da média Europeia. Veja-se também a reacção de Sócrates, ao querer defender o seu correligionário, “ O sr, ministro disse a verdade “.
Se são estes os políticos que nos governam, vejam bem o que querem para os portugueses, que continuem cada vez mais na miséria, até os salários acompanharem os da China, depois poderemos concorrer com Chineses pelo certo.
Mas o jogo ao monopoly da economia portuguesa, continuou, na viagem de regresso.
Diria que hilariante foi a cena, de Manuel Pinho apagar o cigarro e colocar a cinza junto de papeis, a que a hospedeira atrapalhadíssima se apressou a ir apagar. ( Querem que os portugueses não fumem em recintos fechados e as normas de segurança, são para quem cumprir?). Mas estava eu contar do jogo do monopoly, e o ministro explica desenhando a táctica num folha de bloco de notas… “ são três estrelas na indústria da madeira”. “ E mais quatro no turismo, outras tantas na petroquímica ( será por isso que penalizam a produção de Biocombustíveis, cortando o apoio fiscal, em contracorrente com todo o mundo civilizado. Sinceramente eu já duvidava da bondade deste Governo em matéria ambiental, agora nada me fará acreditar.). E quero mais duas estrelinhas aqui, estou à procura de dois investimentos para a piscicultura”.
Nas multinacionais estamos bem, assegura, escrevendo “ sector automóvel ” no vértice do triângulo. “A Autoeuropa é do caraças!”
Caros leitores, este senhor é de outro planeta e vive dentro do jogo do monopoly, já esqueceu a injecção de capital à Autoeuropa, já esqueceu que quando não houver mais para sugar aos portugueses, estas empresas vão explorar outros povos.
Que desilusão, por ver o meu país a afundar, como um navio desgovernado e sem capitão.

5 comentários:

alegriadequerer disse...

HOLA!!! DIOS TE LLENE DE BENDICIONES YUDEL

A. João Soares disse...

Caro Victor Simões,

Faço minhas as palavras do comentário anterior: Que Deus te encha de bênçãos.
Um texto objectivo, uma peça de antologia política e macroeconómica.

Como pode um País evoluir se se orgulha dos salários baixos? Onde vai buscar poder de compra para haver consumo, para o comércio e a produção industrial funcionarem?
Para eliminar o défice precisa de se vitaminar a economia, isto é a produção, a exportação, para equilíbrio da balança comercial, para os lucros originarem impostos, e... por outro lado, a redução de despesas, cortando loucos ordenados, benesses e reformas milionárias em contraste com a miséria em que todos vamos viver, daqui a pouco, com os aumentos dos impostos.
Para que tem sido o aperto dos cintos? Quem sentiu benefícios? Só os políticos.
O que pensa este governo do futuro do País? Porque não encara a sério o combate ao enriquecimento ilícito e à corrupção? Porque os políticos seriam os réus desses crimes.
Protegem-se entre si e, por isso, os ministros não são substituídos. Fazem parte da mesma confraria, com conivência conluio, cumplicidade.
Continue a mimar-nos com os seus textos.
Um abraço
A. João Soares

Beezzblogger disse...

Amigo, acho este texto como outros que já aqui escrevi, e basta ver nos arquivos, quer dos meu blog, quer aqui na voz do povo, que realmente não é com vinagre que se caçam moscas, mas sim com mel.Isto claro numa base de economia sustentada, virada para os trabalhadores, e fomentando a produção, incentivando os mesmos com os aumentos salariais necessários para fazer face à inflação, e digo necessários não exagerados, não é isso que se pretende, pretende-se sim o equilibrio, e assim olharmos duma vez por todas aqui para o lado e pelo menos imitar, já que não saberemos fazer melhor, ao menos imita-se.

Abraços do beezz

victor simoes disse...

Caros amigos, João Soares e Beez (Carlos), na verdade eu não sou perito em economia. Tenho medo sim dos economistas formais, que não conceguem descernir e ajustar ao tempo, os fundamentos teóricos da economia. Economistas, como os que temos visto no Governo, servem para afundar aínda mais o país.
Sei, que não é desta forma que iremos progredir.

Um grande abraço

Tozé Franco disse...

Parabéns pelo texto.
Quanto ao ministro: Quem mais não sabe.... Pena é que sejamos nós a apagar!
Um abraço.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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