02 dezembro 2006

Aulas de substituição

Em países como a Espanha, Itália e Irlanda, deixar uma turma entregue a si própria quando um professor falta é uma ideia considerada, no mínimo, inconcebível. E há muito que existem soluções para o evitar."

Do ponto de vista penal e administrativo, os professores são responsáveis pelo que se passa com os seus alunos no tempo de aulas", explica o italiano, que pede para ser identificado como fonte do ministério. "Desde que chegam à escola até ao momento em que saem, os alunos devem ser seguidos. Quer pelos professores, nas aulas, quer pelos administrativos." Uma regra que se aplica "até aos 18 anos".

Este extracto de uma notícia do Diário de Notícias de 2 de Dezembro torna bem evidente do atraso da nossa sociedade e a tendência para se prolongar por muitos mais anos. É considerado ponto assente que o principal motor do desenvolvimento económico e social de um País é a educação, o ensino. Ora se os professores só pensam em chegar ao «generalato» da sua carreira, sem serem avaliados, e se opõem às aulas de substituição que em países mais desenvolvidos são consideradas coisa não só normal como absolutamente lógica e indispensável, quem será que vai ensinar as nossas crianças a tornarem-se adultos responsáveis e capazes de gerirem as suas vidas, as suas empresas e o Estado?
O que nos reservará o futuro?Penso que vale a pena meditarmos nestes pormenores, tendo em vista os interesses nacionais, numa perspectiva de amanhã.

2 comentários:

JOSÉ FARIA disse...

Amigo A. João Soares.
Na minha opinião e de acordo com a cultura que concebi e educaçãoque me foi dada, o aluno desde o momento que entra nos portões do estabelecimento de ensino, a escola que frequenta, fica, deve ou deveria ficar sobre a responsabilidade de todos os profissionais desse mesmo estabelecimento.
Todos! - : Comselho Directivo, Professores, administrativos, contínuos, seguranaça e auxiliares, devem estar atentos à postura e comportamento do aluno, e como tal, respossabilizados por toda e qualquer derrapagem nesse comportamento.
Afinal é essa a sua função, a matéria prima, o produto inicial e acabado do seu trabalho.
De todos, Conselho Directivo, Professores, contínuos, porteiros e pesooal auxiliar.
Compete naturalmente ao Conselho Directivo, coordenar, gerir e administrar conveniente e adequadamente o espaço educativo, destribuindo tarefas e responsabilidades a todos os profissionais que aí prestam servíço.
É que sem "matéria prima" (alunos) a mão de obra(todos os profissionais da escola)não é necessária!
Além do mais, é o progresso educativo da sociedade que está em causa, quero dizer: - nas mãos de todos os funcionários das escolas portuguesas.

Quanto às aulas de substituição, o importante é que os alunos se adaptem a cumprir os seus horários de escolaridades e não se aproveitem de furos ou outras baldas, que ~de nada favorecem a sua responsabilidade de cidadãos no seu futuro.

José Faria

A. João Soares disse...

Amigo Zé Faria
Obrigado pela sua achega. Com as suas palavras, o tema ficou mais esclarecido.
Ou dentro da sala de aulas, ou na biblioteca, ou num local em que possam dedicar-se a trabalho artístico e cultural ou no recreio em actividade desportiva, os alunos devem ser vigiados e apoiados, no sentido de o tempo ser aproveitado com vista ao «produto acabado», o futuro cidadão em cujas mãos estará o País em que eles e os seus filhos viverão. E evita-se que caiam em tentações de comportamentos desviantes, prejuduciais para els e para a sociedade, deteriorabtes da qualidade do «produto acabado».
É preciso insistir nos bons conceitos, com a ideia de que «Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura».
Um abraço
A. João Soares

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