28 fevereiro 2007

A tragédia da locomotiva 6205

«Três pessoas perderam a vida e as linhas de caminhos-de-ferro portuguesas morrem aos poucos»

Os erros renovam-se, a negligência persiste, o luto permanece, os culpados, esses, ninguém os encontra, apenas abalam.
É desta forma que o nosso país tem evoluído!
Nota-se através da linha do Tua, bastaram dois pedregulhos. Um de enormes dimensões desafiou a escarpa, abalroando a locomotiva 6205. Levando-a de arrasto às aguas do rio Tua, vitimando três pessoas e ferindo outras duas.
Não sei se por obra do divino ou do destino, não viajara mais ninguém naquele fatídico dia na automotora.
Que vão fazer agora os governantes, lamentar, indemnizar?
As lágrimas que a saudade não cura, as vidas que não voltam, sinto-me hostilizada, porque não vivemos com aprendizagem das fatalidades sucedidas. Aparentemente vamos vivendo no país, (deixa andar).
Não vai assim há tantos anos (2001), que vivemos o sofrimento, a tragédia da ponte Hintze Ribeiro, em Castelo de Paiva morreram 59 pessoas.
Todos conheciam o problema, a decadência, o desgaste deste monumento, assim como tantos outros, mas vai-se fechando os olhos.
A culpa é sempre das pedras, dos (calhaus) que teimam em fechar os orifícios...então arranjam-se cobaias “ seis engenheiros, alguns já reformados”, coitados, já sem idade para cumprir penas. Mas alguém tinha que se sentar no banco dos réus.
Não podem dizer que não houve julgamento, (cego, surdo e mudo), mas houve, se foram ilibados então não são culpados...
Mas os verdadeiros culpados, esses, ninguém lhes consegue por a mão, são poderosos demais para assumirem seja o que for!
Lamento imenso estes acontecimentos descomunais, que dizimam a vida de tantos inocentes em prol da cegueira. Lamento que num país como o nosso onde o investimento e a evolução não chega aos meios rurais, ao património enfraquecido pelos anos e não se pense na segurança dos que habitam nestes meios.
Fico deveras surpreendida quando se fala da OTA e do TGV, querem fazer desenvolver o crescimento económico, até entendo porque não sou nenhuma ignorante, só não entendo como conseguem lidar com o resto do país como se fosse apenas tudo paisagem em degradação.
Ate quando vão culpar os pedregulhos?

Conceição Bernardino

27 fevereiro 2007

Julgamento do caso saco azul!

"Não há nenhum autarca tão preocupado com a lei como eu".

Frase marcante de Fátima Felgueiras, durante a sessão de hoje do julgamento do processo do saco azul.
Até poderá ser inocente, o que até tenho em conta, pois enquanto não for condenada, tal como qualquer arguido - presume-se a sua inocência!
Mas, a piada está mesmo na afirmação categórica da Drª Fátima Felgueiras.
Será que tem mesmo razão, e todos os autarcas nada se preocupam com o cumprimento da lei?
Ou serão também anjinhos, e desconhecedores das infracções que cometem à margem da mesma lei?

ALGUMAS REFLEXÕES COM ACTUALIDADE

Algumas reflexões sobre a actualidade nacional

Sinto prazer em descobrir contradições, incoerências, coincidências espontâneas, etc. sendo a sua descoberta um exercício mental estimulante. Hoje, ainda o sol, vinha para lá dos montes, mais precisamente, para além das chaminés, já tinha inserido num comentário ao post de um colega blogger o seguinte alerta:

«ao escrever aqui, qualquer artigo ou opinião, devemos ter presente que vamos ser lidos pelo Mundo, por terras de todos os continentes e não devemos contrariar ou prejudicar as tácticas positivas da nossa diplomacia e a publicidade dos exportadores. Mas, aos nossos emigrantes digo que isto por cá não é mau. Nós estamos cá e continuaremos, apesar das imperfeições que estamos a tentar melhorar. Cada um de nós é accionista desta empresa chamada Portugal e estamos interessados no seu desenvolvimento, tudo devendo fazer para isso, cada um com as suas capacidades, com calma e perseverança, e quando necessário, com alguma dureza.»

Pouco depois de ter martelado isto no teclado, abri, como faço diariamente, dois jornais on-line onde encontrei dois temas muito interessantes para mostrar aos nossos emigrantes a atractividade do nosso País em qualidade de vida e segurança, além dos temas ultimamente muito debatidos relacionados com o Serviço Nacional de Saúde

Somos um País em que muitas pessoas ganham muito bem. Segundo o DN: «Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454 euros. Estes são alguns dos números que se podem retirar da declaração que o governador do banco central entregou no Tribunal Constitucional (TC), relativas aos anos de 2005 e 2004, e que o DN consultou.

Vítor Constâncio é ainda titular, nalguns casos a meias com a sua mulher, de uma habitação em Oeiras, 25% de um outro apartamento e de quatro prédios urbanos na zona de Estremoz. Em comparação com 2004, a situação económica do governador não se alterou significativamente: ganhou nessa altura 272 628,08 euros, não tendo modificado a carteira patrimonial ao nível imobiliário»(...). Mas há muitos outros a receberem várias pensões de reforma, em acumulação, somando muitos milhares de euros, sendo alguns ministros e administradores de empresas públicas. Houve um privilegiado que por se despedir de uma empresa pública, por sua iniciativa ficou a receber até conseguir outro emprego um batelada equivalente a umas centenas de salários mínimos. É um maná ser-se funcionário superior da CGD, da GALP, da EDP, da PT, etc. Mas, apesar de tudo isto, há uns maldizentes que afirmam que se vive mal e se perde poder de compra! Mas o que é certo é que ninguém tem culpa de não terem seguido com «dedicação» e «competência» a carreira política !!!

Outro aspecto muito positivo que hoje vem nos jornais é o melhor funcionamento dos tribunais, tendo o ministro garantido que o "monstro" que ameaçava a justiça está a emagrecer, referindo-se à diminuição do número de processos judiciais pendentes nos tribunais. O primeiro ministro José Sócrates considerou aquele emagrecimento "absolutamente extraordinário", uma vez que representa, pela primeira vez numa década, a inversão do crescimento.
No entanto os juízes vêem estas afirmações optimistas com muito desdém

Para esta redução dos processos pendentes, houve medidas muito significativas, pois uma lei recente transformou muitas contravenções em contraordenações do que resulta aliviarem os tribunais e serem resolvidas pelos canais administrativos, por deixarem de ser crime, caso que abrange, por exemplo, os cheques sem cobertura até um valor relativamente elevado. No próximo ano as estatísticas serão ainda mais optimistas, porque a corrupção não está ser atacada como fora proposto por Cravinho e o povo não é contra ela.
Também a despenalização do aborto até às dez semanas aliviará em muito os tribunais e já há pressões para as mulheres que o façam depois das dez semanas
não serem chamadas a tribunal. Muito aliviados irão ficar os tribunais, e mais ainda se a despenalização abranger a morte dos recém nascidos e, a seguir dos menores de xis anos, ou, porque não? dos homicídios independentemente da idade. A solução mais eficiente e a justificar o entusiasmo do ministro e do Governo seria deixar de considerar crime qualquer acto menos tradicional!!!

País de brandos costumes? Ou de minhocas ou lesmas, que bebem todas as palavras dos ministros sem as submeterem a um raciocínio crítico? Porque havemos de acreditar piamente nas patranhas que nos impingem a cada momento? Mas parece estarmos a sair da modorra, a acordar para as realidades. Lia-se no Destak de hoje, «segundo um inquérito das Selecções do Reader’s Digest (...) o estudo Marcas de Confiança 2007 revela que 97% dos 1228 leitores inquiridos não depositam qualquer confiança nos políticos» os quais estão no topo da tabela, seguido-se os vendedores de automóveis com 93%, e ficando os juízes com 38%.
Já era notória a falta de confiança sobre estes homens que nos mentem descaradamente com promessas e afirmações incríveis como se pensassem que só eles têm neurónios, mas estes números falam por si. E, se para os políticos os seus números são credíveis, para nos convencerem, nós acreditamos mais nestes do Reader’s Digest.

INADMISSÍVEL...INTOLERÁVEL...PUNÍVEL...

Recebi por e-mail reenviado por uma amiga de respeitável idoneidade, com o espanto de quem teve dificuldade em compreender. Porém, os nomes do aluno e do professor dão aspecto de verosimilhança. Não sou jornalista para ir averiguar as fontes, mas espero que os visitantes possam dar algum esclarecimento desta situação anómala.

Colegas e alunos,

No dia 28 de Junho de 2004 na sala 133 do Colégio Luís António Verney na realização de orais sobre os trabalhos desenvolvidos na Disciplina de Geologia do Ambiente um aluno (Rui Robalo, nº 15 617) apresentou-me um trabalho que não respondia ao tema proposto e muito clara e notoriamente não tinha sido realizado por este.

Ao informá-lo que reprovara e que teria de voltar na época de Recurso a reacção do indivíduo foi violenta, ofensiva e agressiva. Não me agrediu fisicamente apenas porque alguns colegas, à força, o impediram e o levaram para fora da sala de aula. As ameaças continuaram a ser
gritadas durante largos minutos no corredor.

Nunca antes tinha tido qualquer situação conflituosa com este indivíduo, fora da UE ou nas aulas, até porque a poucas aulas foi.

Passadas cerca de duas horas o indivíduo regressou à sala, onde ainda decorriam orais, e repetiu a cena. Alguns dos alunos, colegas, nesse mesmo dia, avisaram-me para levar a situação muito a sério e ter muito cuidado. Recebi dezenas de ameaças e ofensas por via telefónica e de viva voz, às vezes, aos gritos, na rua. Nos dias seguintes, eu e a minha família
fomos perseguidos e ameaçados de forma tão grave e séria que a policia me protegeu.

A confiança desde indivíduo que algo o protege é tal que assina as mensagens, identifica-se por voz e na inquirição da Policia confirmou o meu depoimento.

Fiz uma exposição ao Reitor, outra ao Departamento a que pertenço.
Nessa altura formulei duas queixas - crime. Uma delas já foi a julgamento e condenou o arguido.

Em Outubro desse ano (2004), no recomeço das aulas, pela insegurança que senti meti baixa médica. Entretanto, passados alguns meses, a 9/11/2004 uma Comissão de Inquérito designada pelo Reitor inquiriu-me. Como estava perante três senhoras, por vergonha e pudor, em pronunciar, tive que escrever as ofensas e ameaças que estava a receber. O indivíduo não compareceu perante a referida Comissão. Não conheço a conclusão desse inquérito, se a tem?

Entretanto continuei a receber o mesmo tipo de ameaças e, cerca de um ano mais tarde (2005) - por altura das notas do semestre par, estas aumentaram muito de tom e tornaram-se bastante mais persistentes e graves, envolvendo a minha família e mesmo o meu falecido pai. Formulei nova queixa – crime onde as ameaças foram registadas.

Na sequência escrevi uma missiva ao Reitor onde relatava os mais recentes (2005) acontecimentos e pedia um ponto da situação. Nunca me foi dada qualquer resposta.

Entretanto este indivíduo continuava e continua a frequentar a Universidade como se nada fosse.

Há cerca de 3 ou 4 meses (2006) as ameaças aumentaram novamente de tom. As chamadas telefónicas chagaram a ser duas dezenas numa noite, normalmente de madrugada.

No dia 16 de Outubro último, pelas 15 horas, junto ao portão do Verney fui agredido pelas costas, repito, pelas costas, derrubado, e quando o chão esmurrado e pontapeado por este indivíduo. Recebi tratamento no Banco de Urgência do Hospital Espírito Santo. No dia seguinte apresentei a quarta queixa-crime na Policia. No dia 18 de Outubro fui observado pela equipa médica de peritos que confirmaram as lesões e a causa. No dia 22 tive que voltar ao Banco de Urgência Hospitalar porque as feridas internas na boca se agravaram e me davam dores horríveis.

Desde então nunca mais consegui dormir uma noite tranquila o que me levou, no dia 23 de Outubro a procurar o médico de família. Nessa consulta aceitei a baixa médica que os outros clínicos já me tinham aconselhado e que tinha recusado.

A minha indignação não se limita "ao professor agredido"; quem me conhece sabe como prezo a cidadania. Como cidadão não me conformo em viver numa sociedade em que um indivíduo tem um comportamento destes impunemente.
Não aceito pertencer a uma instituição que tolera passivamente, não compreendo à luz de quê (?), este tipo de situações.

Entretanto este indivíduo continua a frequentar e a receber aulas como se nada fosse, um dia destes será Engenheiro Geólogo.

Afirmo:
- este individuo não tem capacidade intelectual para conseguir obter aprovação numa única disciplina na Universidade.
- o meu "erro" foi e é ter resistido aos métodos seguidos pelo indivíduo. (muitas vezes me disse que apenas queria uma nota de dez e que ficaria tudo bem)

Pergunto:
- como justifica a Universidade de Évora tamanha inércia com um assunto tão grave?
- como chegou até aqui? (julgo que terá mais de metade da licenciatura feita)
- o que tem de acontecer mais para a Universidade de Évora tomar uma posição conforme?
- o que devo fazer quando me cruzar com este indivíduo num corredor da UE?

Todas estas questões têm resposta e nomes.

Como se torna evidente quis, até agora, preservar a academia de tamanha monstruosidade, esperei dois anos e meio, vou até onde for necessário.

Carlos Alberto Cupeto


NOTA vinda no e-mail: ACONTECE TAMBÈM NO ENSINO SECUNDÁRIO. O GOVERNO NÃO QUER TOMAR NENHUMA POSIÇÃO. É UMA VERGONHA.

PARECE FICÇÃO mas... Aconteceu na Universidade de Évora, são estes os futuros doutores" deste belo país e é esta a nossa justiça, este menino já devia saber que educação ...não é instrução.

Explique-se ...


Esta noite, já tarde, ouvimos o prós e contras da RTP. Era um tema interessante-o Ministro da Saúde respondia aos autarcas e médicos em directo.
Esperava um confronto mais enérgico no bom sentido da discussão, na medida em que Correia de Campos tem sido contestadíssimo por alguns daqueles autarcas.
Verifiquei no entanto que o ministro ganhou o debate largamente. Sabia mais sobre a realidade de cada hospital mencionado que os autarcas e que alguns médicos .
Estava informado, estava com capacidade de diálogo.
Penso senhor Ministro da Saúde que os Portugueses precisam que fale com eles e lhes exponha o que pretende na sua reforma.A nível nacional, sem ser aos soluços.
Os cidadãos que eram contra o fecho de maternidades agora dizem que estão melhores (penso que à excepção de Elvas, aí desconheço), mas aqui ao lado em Barcelos, depois de tanta polémica e manisfestações, perguntados às mais recentes mães em directo pela RTP, elas disseram que preferiram "mil vezes" ter o filho em Braga do que no Hospital de Barcelos!
O governo que tanto fala, por vezes não fala o que é preciso.
Explique-nos a reforma na sua globalidade, dizendo claramente se o SNS não evolui para o sistema misto, quer nos meios privado/público com acórdãos, bem como no pagamento dos meios de serviço e diagnóstico na doença por parte dos cidadãos, descontando para a segurança social, serviços de assistência na doença e sendo obrigados a comprar planos de saúde às seguradoras.O que penso não estar certo é pagar duas vezes, ou público, ou privado, seria uma opção do cidadão, fazer descontos para a Segurança Social, ou encaminhar esses descontos para os planos de saúde e de poupança reforma.

A revolta das rendas

“Subida nas rendas revolta moradores de bairros sociais”
Alguém tem de pagar!
Não se esqueçam que o governo diminui o orçamento às Câmaras Municipais, o Porto foi uma delas.
Alguém tem que sustentar os buracos do município: fogos de artifício, os ordenados dos vereadores, os automóveis de luxo, as ajudas de custo, etc.
Também há que fazer jus às obras de luxo de alguns bairros, que esperaram vinte e cinco e mais anos. Mas valeu apena, agora até têm janelas de inox e paredes pintadas de fresco.
Se não estou em erro o rendimento per capita (por pessoa), é uma média de 160 euros, os cálculos são feitos em função deste rédito sobre as necessidades das famílias.
Se gasta luz, agua, gás, alimentação, medicação ou outro tipo de gastos extras, isso não é problema dos governantes é nosso.
Faça alterações aos gastos, poupe mais!!!
Não tome tantos banhos, deixe de tomar medicação e beba mais chá, volte a usar os candeeiros a petróleo e coma mais ovos, são ricos em proteínas!
Se não podermos pagar as rendas, não se preocupem, dar-nos-ão habitações com rendas mais acessíveis, quem sabe uma vivenda na Foz...
Eu sei que este texto está cheio de sarcasmo, mas quem sabe chame mais a atenção dos poderosos, que cercam os pobres como se fossemos rebanhos.
Devem rir-se muito à nossa custa se não respeitavam-nos mais!
Já agora aproveito para deixar aqui uma questão.
Quando teremos obras nos bairros cuja pertença é do estado (IGAPHE), como por exemplo o Bairro de S.Tomé, que já tem 33 anos de existência, ou de Paranhos, etc. Para quando, uma vez que estamos sobre a vossa supremacia e não a do município?


Conceição Bernardino

ONDE ANDAM OS NOSSOS IMPOSTOS?


Defesa - Carta denuncia alegadas irregularidades na APVG

Governo investiga corrupção activa
O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, enviou ao secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, um dossiê envolvendo suspeitas de “corrupção activa e passiva na Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra (APVG)”.
Em causa está, segundo uma carta anónima incluída no dossiê, a suspeita de “desvio de dinheiros que pode rondar os 950 000 euros” e a acusação de “favorecimento de um alto responsável e actualmente ministro”.no que se referia à gestão das verbas, de acordo com os compromissos assumidos através do protocolo, dada a existência de gastos com situações estranhas ao seu âmbito”.
A carta, de acordo com documentos a que o CM teve acesso, terá sido enviada também ao primeiro-ministro, José Sócrates, e ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Certo, segundo os referidos documentos, é que a missiva foi remetida a João Mira Gomes a 1 de Fevereiro deste ano pelo secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, que a recebeu do gabinete de Vieira da Silva dois dias antes, a 30 de Janeiro.As denúncias de alegados actos de corrupção dizem respeito à gestão de verbas da APVG e à obtenção de apoios financeiros públicos. “Ao tentarem encobrir aos sócios o desvio de dinheiros que pode rondar os 950 mil euros, está incluído como testemunha da respectiva auditoria um antigo tesoureiro da APVG”, refere a carta anónima.A mesma missiva refere que “nesta teia de favores e cumplicidades corruptas existe o favorecimento de um alto responsável e actualmente ministro do actual Governo que, para a colocação de um familiar nos serviços da associação, conseguiu uma verba de dinheiros públicos, dinheiros esses que estavam confiscados há bastante tempo.”Os “dinheiros públicos” em causa, segundo apurou o CM junto de fonte conhecedora do processo, estarão relacionados com um subsídio de 62 349 euros atribuído à APVG pelo Ministério da Defesa em 2006, no âmbito do protocolo celebrado a 4 de Fevereiro de 2002 para apoiar os antigos combatentes com stress de guerra.Esse subsídio estava, segundo um documento do Ministério da Defesa, “suspenso desde 19 de Julho de 2002”, depois de ter sido “verificada a existência de situações anómalas no que se referia à gestão das verbas, de acordo com os compromissos assumidos através do protocolo, dada a existência de gastos com situações estranhas ao seu âmbito”.Ontem, o Ministério da Defesa não conseguiu confirmar ao CM se Mira Gomes já terá recebido o dossiê enviado por Pedro Marques.LOBO ANTUNES APROVA APOIOApós quase quatro anos de suspensão, o ex-secretário de Estado da Defesa, Manuel Lobo Antunes, hoje secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, concordou, a 8 de Fevereiro de 2006, que o protocolo entre o Ministério da Defesa e a APVG fosse “retomado com efeitos desde Janeiro do corrente ano”. E “a título excepcional” a APVG recebeu 62 349 euros. CRONOLOGIA04/02/02 Ministério da Defesa e APVG assinam protocolo de apoio a ex-militares com stress de guerra.24/06/02 Em reunião da Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) do protocolo “foi verificada a existência de situações anómalas no que se referia à gestão das verbas”.19/07/02 Protocolo é suspenso pelo então secretário da Defesa e Antigos Combatentes, Henrique de Freitas. 18/01/07 Carta anónima entra no gabinete do ministro do Trabalho e da Segurança Social.30/01/07 Carta anónima entra no gabinete do secretário de Estado da Segurança Social.01/02/07 Carta anónima é enviada para o gabinete do secretário de Estado da Defesa.DETALHESAPVG TEM OITO ANOSA APVG foi fundada em Março de 1999 e tem sede em Braga. Tem 44 500 associados, segundo informação disponível no seu site, representantes de todos os ramos das Forças Armadas. Neste momento é presidida por Augusto Freitas, que sucedeu a António Coutinho Gonçalves, que se demitiu em Agosto de 2006.AUDITORIA INTERNASegundo uma comunicação apresentada na assembleia geral extraordinária da APVG, em 14 de Outubro de 2006, e que consta no dossiê enviado para a Secretaria de Estado da Defesa, foi realizada em 2006, “por iniciativa de alguns elementos dos órgãos sociais” da APVG, uma auditoria interna à associação.COMBATENTESO universo de antigos combatentes ainda vivo rondará, actualmente, os 600 mil. Um número considerável está identificado como sofrendo de stress de guerra.OUTRAS ASSOCIAÇÕESAlém da APVG existem a Liga dos Combatentes, da Associação de Apoio ao Stress de Guerra e da Associação dos Deficientes das Forças Armadas.
António Sérgio Azenha 21FEV07 in www.correiomanha.pt
Já aqui em tempos havia falado sobre esta problemática. A utilização negativa, o uso do nome dos ex combatentes para proveitos próprios.
Por isso digo que as entidades governamentais devem fiscalizar todas as entidades associativas, principalmente as que recebem dinheiros Estatais, nomedamente as de utilidade pública?! e as IPSS!.
Que fez esta associação até agora?Nada, rigorosamente nada. Para além do que vem aqui descrito e muito mais.
Fiscalizar é sinónimo de acompanhar. Na Noruega, um vizinho foge aos impostos e são os vizinhos que ao terem conhecimento denunciam a situação. Porquê? Porque têm o culto de que quem foge aos impostos os rouba a todos, é um gatuno. Cá, por vezes dizemos, aquele é esperto, o tipo foge com uma "pinta" aos impostos, esquecendo que nos está a meter a mão ao bolso a todos.
Isto é um problema cultural que temos que combater fortemente, abem da diminuição dos impostos de cada um, se todos pagarem, se todos contribuirem!

26 fevereiro 2007

"AMIZADE NA DIFERENÇA"


A vida é feita de encontros e desencontros.
É feita de atitudes. Respeito a atitude de Manuel Bento, no post anterior, dizendo-lhe que nada na vida é irrevogável para lá da morte,motivo porque espero que nos dê o prazer de aqui connosco colaborar.
Enfim, tal como existe o copo de água meio cheio para um lado, para outro ele está meio vazio, mas ambos têm a mesma água.
Temos é que trocando ideias sem pré conceitos feitos sobre o(s) outro(s) consigamos levar as nossas mensagens, as nossas dúvidas, os nossos anseios aos outros sem cair na tentação da uniformidade, ou unanimismo.
A pluralidade de opiniões é salutar, aqui como na vida lá fora.
Também falho, é claro, não sou perfeito. Quem o é?
Este blog congrega uma disparidade de dialogantes, o que por si só antevê pareceres e vivências diferentes.
Acredito siceramente e com uma análise mais pensada e repensada, que continua a valer a pena, assim o acho e depois de pedir ao amigo ludivicus rex para voltar aqui a colaborar, o que aguardo para breve, esperemos que a crítica saudável, se reveja na amizade de meses aqui posta ao serviço de todos e por todos.
Por tal sou a convidar todos, sem excepção a postarem e comentarem com trocas de ideias, quando o desejarem, aumentando o contraditório, tão falado na justiça.
Quanto a mim, escreverei e comentarei com amizade e no sentido da dignidade do blog.
O orgulho não leva a lado algum, principalmente quando penso que lutamos todos pelo bem comum, de uma maneira ou de outra, tenhamos então capacidade para assumirmos as nossas opiniões, como a acharmos correcta, sem pressões. Tal como podemos dar a nossa opinião, sem forçar, apenas no sentido da discussão plural.
Como dizia o outro:
Desculpem qualquer coisinha e vamos a isto, com amizade por todos sem excepção!
"A consciência é o melhor livro de moral e aquele que menos se consulta."
(Pascal)

Término de colaboração

Caro Victor Simões

Visto não me ter sido possível fazê-lo por mail, aqui reafirmo que a minha decisão de pôr termo à colaboração neste blogue é definitiva e irrevogável. Faço-o não por debandada ou fuga, mas por uma questão de princípios, atitude e liberdade estas que espero que seja compreendida e respeitada. Obrigado mais uma vez a todos pela consideração.
Despeço-me com cordiais saudações,
Manuel Bento

Profissão esquecida Alegre reformado da Rádio Portuguesa

Mariline Alves Manuel Alegre, vice-presidente da Assembleia da República, era até há pouco tempo coordenador de programas de texto da RDP (Rádio Difusão Portuguesa), cargo do qual se reformou, com 3219,95 euros mensais, segundo a lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).

O que é de salientar é que este "Lord" nem se lembrava que ainda lá trabalhava!

Veja aqui o que Alegre diz sobre este seu emprego esquecido e sobre o que lhe foi feito.

SAÚDE. PODER APARENTE, RUINA IMINENTE

O ministro prepotente, reputado competente, mas insensível às necessidades da população doente argumentava ser preciso as pessoas compreenderem as reformas propostas, após a douta análise da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação de Urgências (CTAPRU), cujo relatório estranhamente, parece ter um erro por ter havido de troca dos pés pelas mãos, o que em assunto da Saúde parece muito grave!

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A ESCOLHA

Muitas vezes cansados de procurar, cansados de ter encontrado (ou pensar que encontraram), os crentes ficam desiludidos porque pensavam encontrar a resposta às suas necessidades dentro dos ‘grupos’, pensavam encontrar a perfeição, o total acalento para as suas dúvidas.

Para sua desilusão, depois de frequentarem uma ou várias religiões, ou ‘grupos’ chegam à conclusão que na base, os problemas são os mesmos; guerras pelo poder dentro do grupo, seja ele pequeno ou grande, hipocrisia, mentira, e tudo aquilo que o ser humano possui em maior ou menor grau.

Se nos debruçarmos sobre o assunto, chegaremos à conclusão que isso é muito que lógico acontecer, pois o ‘grupo’ é formado por pessoas em evolução (imperfeitas portanto, e com erros de carácter por melhorar e resolver). Assim, um ‘grupo’ é consequentemente o reflexo daqueles que fazem parte dele. O que imerge a par daquilo que se pretende concretizar (idealismos com base naquilo que está são dentro do homem), e aquilo que é professado (muitas vezes com as melhores das intenções, outras como instrumento dissimulado dos homens que lideram esses ‘grupos’) é afinal, e muito logicamente o colectivo dos erros de carácter e também a faceta boa e positiva que todo o ser humano possui.

Um dia ouvi alguém dizer: “A igreja é como um Hospital; as pessoas entram aqui doentes para virem ser curadas.”

Claro que podemos aplicar isso a qualquer grupo. Onde existem pessoas, existem pessoas com algo ‘doente’ dentro de si, e também com outra parte já curada. Se estivessem totalmente sãs, seriam a própria Verdade, se estivessem completamente ‘doentes’ já teriam morrido.

Mas cuidado, porque as imperfeições humanas não deverão ser motivo para alguns lideres, chefes de igrejas, de seitas ou qualquer tipo de grupos, usarem essa desculpa para justificarem as suas acções diante dos seus membros, desculpando-se assim das suas atitudes malévolas, e/ou ainda mais grave manipular de tal maneira as congregações levando-as a agir como burros com duas palas, incapazes de olharem para outro lado que não seja só para aquilo que o líder ou chefe aponte, incapacitando assim, cada vez mais, as pessoas de pensarem por elas próprias.

O problema é que as pessoas estão cansadas de procurar um ‘porto de abrigo’ que os acalente das frustrações, traumas e desilusões do dia a dia, e por isso quando entram para uma congregação, religiosa ou não, estão tão desesperadas e carentes que baixando as barreiras se entregam de corpo e alma, pensando que aí vão encontrar a resolução imediata e total, para os seus problemas e necessidades, e afinal encontram sempre a mesma coisa; gente a precisar de ser curada.

O maior perigo está, muitas vezes, afinal, no sítio em que pensam encontrar ajuda para resolver os seus problemas ou resposta para as suas perguntas, pois sedentas de encontrar, ficam fragilizadas, e é na fragilidade que aparecem aqueles que se alimentam do seu ‘sangue’.

Não é errado procurar, nem fazer parte de algo. Errado seria baixar os braços, desistir de encontrar, de se esforçar para ser melhor a cada dia, de aprender, de adquirir conhecimento, de pensar por si próprio desistindo de usufruir da grande maravilha com que fomos habilitados; a capacidade do livre arbítrio. Mas importante é estar lúcido para se ‘comer’ aquilo que se quer.

Podemos beneficiar da opinião de homens sábios e rejeitar as ideias e discursos dos tolos (que pensam ser os únicos detentores da Verdade), mas tudo isso deverá ser sempre um trabalho de escolha individual, onde o livre arbítrio é um marco nosso que nos valoriza.

A capacidade do livre arbítrio com que fomos munidos, deve permitir-nos ver mais além, não estagnar, não deixar que sejamos manipulados, ter um espírito crítico e por consequência evoluir e crescer.

A Sociologia


A Sociologia é um ramo da ciência que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam o indivíduo em associações, grupos e instituições. Enquanto o indivíduo isolado é estudado pela Psicologia, a Sociologia estuda os fenômenos que ocorrem quando vários indivíduos se encontram em grupos de tamanhos diversos, e interagem no interior desses grupos.
A Sociologia não é matéria de interesse apenas de sociólogos. Cobrindo todas as áreas do convívio humano - desde as relações na família até a organização das grandes empresas, desde o papel da política na sociedade até o comportamento religioso -, a Sociologia interessa de modo acentuado a administradores, políticos, empresários, juristas, professores em geral, publicitários, jornalistas, planejadores, sacerdotes, mas, também, ao homem comum. A Sociologia não explica nem pretende explicar tudo o que ocorre na sociedade nem todo o comportamento humano. Muitos acontecimentos humanos escapam aos seus critérios. Ela toca, porém, em todos os domínios da existência humana em sociedade. Por esta razão, a abordagem sociológica, através dos seus conceitos, teorias e métodos, pode constituir para as pessoas um excelente instrumento de compreensão das situações com que se defrontam na vida cotidiana, das suas múltiplas relações sociais e, conseqüentemente, de si mesmas como seres inevitavelmente sociais.
A Sociologia ocupa-se com as observações do que é repetitivo nas relações sociais para daí formular generalizações teóricas.A Sociologia surgiu como uma disciplina no século XIX, na forma de uma resposta acadêmica para um desafio de modernidade: se o mundo está ficando menor e mais integrado, a experiência de pessoas do mundo é crescentemente atomizada e dispersada. Sociólogos não só esperavam entender o que unia os grupos sociais, mas também desenvolver um "antídoto" para a desintegração social.

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SAÚDE DE RASTOS!


O governo português, através do ministro da Saúde Correia de Campos, e na sequência da política seguida, no que concerne ao desmantelamento do Sistema Nacional de Saúde, pretende encerrar, muitas urgências hospitalares. Segundo notícias que têm vindo a lume, na comunicação social.
A acontecer! Será exactamente o desmantelamento do Sistema Nacional de Saúde pura e simplesmente!
Primeiro, o ministro da Saúde, acabou com as maternidades. De seguida, fixou taxas moderadoras obrigatórias de 5 euros diários nos internamentos em todos os hospitais.
Agora…quer fechar as urgências hospitalares! Quer não! Vai fechar, que é o que irá acontecer. Acaba pura e simplesmente com O Serviço Nacional de Saúde.

Não era suposto este governo! Que se diz socialista, e defender os que mais precisam, os mais carenciados, criasse condições, exactamente, para os proteger! Num dos seus maiores pilares, como é o acesso aos cuidados médicos. Quer nos hospitais, quer nos centros de Saúde. Era suposto não era?

Mas afinal, com estas medidas, faz exactamente ao contrário! Ou seja! As populações, que tinham um determinado serviço de urgência, num hospital perto da sua residência, onde numa emergência lá se deslocavam. Vão deixar de poder faze-lo!

Se o ministro da Saúde encerrar, como tudo indica, muitas urgências hospitalares. Essas pessoas, bem morrem pelo caminho! Até entretanto conseguirem, chegar à urgência hospitalar mais próxima. Que nalguns casos serão muitos quilómetros! E muitas dessas pessoas, não terão sequer transporte para lá chegarem.

Tudo isto é paradoxal! Então os Serviço Nacional de Saúde, os hospitais, maternidades, centros de Saúde, não são para estar ao serviço das populações!
Mas que se passa neste país? Os governantes enlouqueceram? Ou pelo contrário, somos todos nós, o povo…que enlouquece de vez, com tanto disparate, deste ministro da Saúde.

Que se calhar deveria era chamar-se! Ministro do desmantelamento da Saúde. Neste contexto, era o mais apropriado.

Eterna Saudade!



Joaquim Pires Simões
PSarg. OPRADET/OPCART

da Força Aérea Portuguesa
02-04-1936 / 26-02-1999




Pai, obrigado!
Pelo homem que de mim fizeste,
E o tempo que me dedicaste,
Pelo amor que me deste,
E os ensinamentos, p’ra vida.
Não foram em vão,
Ainda hoje, me guiam,
Me servem de orientação!
Meu pai, amigo e companheiro,
Sempre presente a ajudar-me
Foste o meu ídolo, e herói
Sobretudo um grande pai.
Com saudade te relembro,
A nostalgia me faz sofrer,
Na alma a ferida que ainda dói,
A dor de te perder,
O melhor pai do mundo,
Pai obrigado!



Dedico este poema ao meu querido pai,

faz hoje oito anos que nos deixaste.

A Saudade, e a lembrança

Está sempre presente no meu coração!

25 fevereiro 2007

SONETO DE AMOR TOTAL


Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

A CAMINHO DO TERCEIRO MUNDO

Como se Atira um País Para o 3º Mundo

Na sequência da corrupção que foi resumida no post intitulado Progresso Português —> Progresso Invertido, o país tornou-se o monte de esterco por que veio a ser conhecido, a estrumeira da Europa à beira-mar apodrecida. Pior que muitos países do terceiro mundo.

Ler até ao fim

Votações Rankings - Blogstars

Caros amigos, estimados leitores e colaboradores. Já repararam concerteza que entramos, nos rankings do Blogstars em meados de Fevereiro/2007 e atingimos hoje os 1000 pontos referentes ao mês em curso. O nosso objectivo é atingir destaque semana e em seguida o direito a ostentar o selo dourado. Temos qualidade, e capacidade para conseguir atingir esta meta. Para isso, temos de ir votando. Temos direito a votar uma vez por dia, o meu voto está lá sempre. Peço a todos que acompanham, participam e leiam a Voz do Povo e que já são 170 leitores diários (média), que colaborem e ajudem a divulgar o nosso blogue, pois só atingindo o destaque nestes rankings, é que conseguimos divulgar mais o nosso "A Voz do Povo".
Um grande abraço




DIFICULDADES DA JUSTIÇA

Em complemento e apoio da NOTA incluída no post que versava a referência de um jurista às palavras do CEMFA, transcreve-se o artigo seguinte:

PGR diz que corrupção não é punida pelo povo

Paula Carmo, DN, 070225

O procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, colocou ontem, mais uma vez, a tónica no combate à corrupção em Portugal, uma vez que entende haver "determinados tipos de ilícitos que não são punidos pela consciência moral do povo".

Ao intervir, em Coimbra, numa aula do 10.º curso de pós-graduação em Direito Penal Económico - precisamente na sala onde se licenciou na faculdade de Direito coimbrã -, Pinto Monteiro recordou as suas raízes beirãs para exemplificar o problema da corrupção: "Quem, como eu, nasceu perto da raia, sabe que o crime de contrabando não era censurado por ninguém. O contrabandista era um homem simpático, agradável, a quem toda a gente pedia favores."

Durante a conferência intitulada "Comunicação Social e Ministério Público", o procurador-geral da República (PGR) atribuiu um papel preponderante aos jornalistas na denúncia pública dos casos mais gritantes. Contudo, admitiu que tal aumenta a pressão sobre os magistrados do Ministério Público. E exemplificou com a actual investigação à Câmara de Lisboa: "Se a câmara cair, cria-se uma pressão política sobre o Ministério Público. Se nas eleições seguintes ganhar outro partido, ir-se-á especular que a Procuradoria está a beneficiar determinada força política."

Reportando-se à relação entre a comunicação social e a vida judiciária, Pinto Monteiro não esqueceu os conflitos que daí surgem: "A liberdade de imprensa é um direito fundamental. O problema que se põe é o das suas limitações, a colisão entre o valor que é a liberdade de imprensa e os valores jurídico-penais pessoais (honra, dignidade, direito à privacidade). Tudo isto gera uma conflitualidade que hoje está na moda." Sobre a eventual contratação de assessores de imprensa nos tribunais portugueses, Pinto Monteiro colocou o acento tónico na poupança: "Não haveria dinheiro para ter mais de mil assessores espalhados pelo país."

Perante uma audiência onde abundavam professores de Direito, o PGR não se furtou a abordar os "problemas complicadíssimos" do segredo de justiça. "O Direito não acompanha facilmente a vida. O tempo dos tribunais e os das notícias é completamente diferente", alertou, embora rejeitando o aumento das penas para quem o viole. O magistrado defendeu, isso sim, a diminuição do número de processos abrangidos pelo segredo de justiça, para evitar que continue a ser "violado de forma impune".

Pinto Monteiro não deixou de notar, ainda, que os tribunais não estão preparados para os holofotes da mediatização. "A imprensa influencia muitas vezes a sentença dos tribunais. Não deveria ser assim, mas a justiça não é uma ciência exacta. O direito a informar é sagrado mas até onde vai? Eu próprio não tenho a certeza", disse.

SORO PROVOCA INFECÇÃO

Lamento não poder dar aqui uma palavra de optimismo, mas este não parece ser abundante na nossa sociedade. Fiquei impressionado com a os riscos que a nossa saúde está a correr. No Correio da Manhã de ontem era noticiado que «Onze marcas de soro fisiológico para lavagem das fossas nasais estão a ser retiradas do mercado por poderem provocar infecções aos utilizadores. A ordem partiu do Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que detectou uma concentração de bactérias demasiado elevada nos produtos analisados». No corpo do artigo vinham marcas de vários estabelecimentos de grande superfície que, por legislação do actual ministério, estão autorizados a vender produtos para a saúde.

Estranho a incoerência do ministro. Por um lado apoiou que os abortos por uma questão de higiene e segurança deixassem de ser feitos às escondidas no escuro de caves e garagens e passassem a ser praticados em clínicas com boas condições sanitárias. Com isso beneficia as abortantes e principalmente as clínicas que já então se propunham realizar esses complexos trabalhos. Mas, por outro lado, não hesitou em permitir a venda de medicamentos em supermercados. Fê-lo apenas movido por raiva contra as farmácias e à Associação Nacional de Farmácias, a quem o Estado devia avultada quantia.

As farmácias que conheço são cuidadosas naquilo que vendem e nas explicações que dispensam aos clientes, geralmente pessoas em situação debilitada que merecem atenções especiais, competentes e personalizadas. A sua rede permite encontrar sempre uma perto de casa e uma de serviço permanente a curta distância. Uma farmácia em que compramos artigos de alta especialização para a saúde, não se coaduna com o ambiente de supermercado, mesmo que neste exista um espaço em que funcione uma farmácia com todos os requisitos tradicionais. Mas estes requisitos prece estarem aligeirados, como tudo nas grandes superfícies.

Oxalá não apareçam muitos casos como este que, felizmente, segundo a notícia ainda não provocou crise generalizada. Merece elogios a actuação do Infarmed e esperamos que a sua atenção seja redobrada a fim de a má qualidade dos medicamentos em que depositamos a esperança de minorar os nossos males, seja detectada e evitada para que eles sejam realmente eficientes e não venham, pelo contrário, agravar as nossas condições de doença. Temos esperança neste Instituto para bem do tratamento das nossas doenças, mas não a temos no arrogante ministro, que se considera o único «inteligente» do Pais e faz zigue-zague com os dinheiros públicos, criando cada vez mais dificuldades aos doentes em vez de lhes melhorar as condições de tratamento, sendo de estranhar que ainda continue no Governo, apesar de ser duramente criticado até por dirigentes da máquina do partido no poder.

Bater ou não com a porta!


Caríssimos, recebi por e-mail este post que aqui coloco e decidi, publicar por achar interessante!



Assim também me demito
Jorge Vasconcelos 'bateu com a porta'.
Mas o presidente da Entidade Reguladora do Serviços Energéticos (ERSE) não vai de 'mãos a abanar':vai receber 12 mil euros por mês até encontrar um novo emprego.
Vejam esta notícia em pormenor no Correio da Manhã …
O escândalo é óbvio. Mas vejamos mais pormenores.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil Euros mensais mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil Euros, seriam mais de 3600 contos, ou sejam mais de 120 contos por dia.
O senhor Vasconcelos não foi despedido. Ele demitiu-se, (despediu-se por vontade própria) e fica a receber dois terços do ordenado durante dois anos, os tais 12 mil Euros por mês). Qual é o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?
Além disso, "Questionado o Ministério da Economia, uma fonte oficial adiantou que o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria entidade ". E "De acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar dos presentes estatutos "".
Mais: "Jorge Vasconcelos foi presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desde a sua criação".
Ou seja, o senhor Vasconcelos e amigos criaram este esquema para eles próprios, tendo o estatuto de gestores públicos, excepto quando os seus próprios estatutos são ainda mais vantajosos (que é o caso quando se demitem do cargo).
E o que é a ERSE? "A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético". Mas para fazer cumprir a lei não basta o Governo, os Ministérios, os Tribunais, a Polícia, etc.?
"Após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço."
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.
Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?
O senhor Vasconcelos demitiu-se porque não concorda que o Governo tenha decretado que a electricidade suba uns escandalosos 6% no próximo ano.
Ele e a sua ERSE tinha proposto uns ainda mais escandalosos 14,4%.
Certamente seria, entre outras coisas, para cobrir mais umas benesses dos administradores da ERSE.
Alguns comentários à notícia, no sítio do Correio da Manhã, na Internet:
Bem, o Senhor Primeiro Ministro deveria ter vergonha: pois tem alguém no desemprego que ganha mais que ele. Isto é mais uma das vergonhas deste desgraçado PAÍS. É certo que este Senhor tem valor.
Mas penso que não ganharia isto em nenhum outro país da EUROPA.
Viva Portugal, enquanto der que … quem puder.
Em Portugal houve um 25 de Abril para deitar o regime que existia abaixo para criar outro onde pudessem mamar mais e melhor. Com o Salazar não se safavam,claro: teve de ir abaixo!...
[Infelizmente há a tendência para termos que concordar com este comentário.]
Se a demissão implicasse passar a receber o rendimento mínimo ainda lá estava agarrado que nem lapa à rocha.
Ora aqui está um exemplo de um homem de coragem que não tem medo de perder oemprego. Nessas condições ninguém tem.


Recebido por e-mai de leitor identificado.

24 fevereiro 2007

JUÍZES NERVOSOS E BARALHADOS

De artigo em jornal de 24 de Fevereiro

O general Luís Araújo - segundo o DN - respondeu que "não há juízes civis no campo de batalha" e especificou que a acção de comando das chefias militares "exige autoridade". Dava conta também de que a Força Aérea vai recorrer da decisão judicial do Administrativo de Sintra, num caso que remonta ao chamado "passeio do descontentamento", que levou centenas de militares à rua em protesto a 23 de Novembro, em Lisboa.

Bernardo Colaço, procurador-geral-adjunto no Supremo Tribunal de Justiça, entende, no entanto, em declarações ao JN, que as palavras de Luís Araújo "atingem a credibilidade da Justiça". Para o jurista, que há muito acompanha as questões ligadas ao associativismo militar e policial, "se essas palavras fossem proferidas por um cidadão comum ainda se percebia, mas quem as disse foi o chefe de Estado-Maior da Força Aérea.

É uma das mais altas patentes das chefias militares". Para o procurador, as palavras do general Luís Araújo "ofendem os valores de Justiça, os fundamentos do Estado de Direito democrático" e salienta que "não se inserem no espírito da Constituição da República".

NOTA: Os senhores juízes parecem demasiado nervosos e baralhados à procura de um bode expiatório pra as suas deficiências corporativas. A credibilidade da Justiça não nasce das palavras de alguém alheio a esta, mas sim dos seus principais agentes.
Basta dar uma vista de olhos às notícias que nos têm chegado via Comunicação Social para ver os contributos de juízes que "atingem a credibilidade da Justiça". Um ilustre Juiz em altas funções foi detectado a mais de 200Km/h em viagem do Algarve para Lisboa; no célebre processo da Casa Pia, houve declarações públicas incoerentes; no caso do «sequestro» de uma criança por um sargento do Exército, também foram contraditórias as declarações de juristas que emitiram opiniões públicas; sempre que de um recurso resulta alteração da sentença anterior, pode, de certo modo, concluir-se que os juízes são falíveis como qualquer mortal; as declarações contraditórias de vários juízes sobre as penalizações dos subscritores de um pedido de habeas corpus atingiram, sem dúvida, a credibilidade dos juristas .
Portanto, o Sr. jurista Bernardo Colaço, ao referir-se ao general, esqueceu que o povo tem alguma memória, principalmente quando se trata de coisas que afectam a vida do conjunto dos cidadãos. A credibilidade para ser merecida e mantida exige serenidade, coerência e cultura da excelência em todos os actos quotidianos.
Qual será a decisão sobre o recurso interposto pela Força Aérea da decisão judicial do Administrativo de Sintra?

23 fevereiro 2007

4000 visitantes

O nosso Portugal está pelas ruas da amargura! Prova disto é o Democracia em Portugal ter já registado mais de 4000 visitantes. Lembro que só foi criado em Dezembro de 2006.

É pena que tenhamos de celebrar estes números mas é também gratificante verificar o crescimento que tem de dia para dia e o reconhecimento que dão ao nosso trabalho.

Se és dos que reconhece mérito no nosso trabalho e se também te faz NOJO esta cambada de gatunos que destroem o nosso Portugal:

Então...


Escreve na nossa caixa das mensagens - POR PORTUGAL

Obrigado
Abraço
Tiago Carneiro

SALAZAR ALVO DO ÓDIO DE FACCIOSOS COM AMARRAS

A História, como qualquer ciência, exige competência, dedicação e honestidade, não devendo ser citada em defesa ou apoio de afirmações tendenciosas, por deturpação ou omissão em benefício de propaganda enganosa. Sem dúvida, que os denominados «factos históricos» estão sujeitos às mais diversas interpretações como é do conhecimento geral daqueles que abordam os temas relacionados com a conquista de Portugal aos mouros, os descobrimentos, os diversos incidentes internos, etc. Mas tudo tem limites de tolerância devidos a condições de pesquisa, ao achamento de novos dados, à competências dos investigadores, etc. A perfeição não é um dom comum. Não é edificante que, para esmagar um ilustre português do século passado, se coloquem num post, apenas os aspectos mais negativos ocorridos durante a sua vigência, perpetrados pelos serviços secretos, como se aí residisse a acção mais significativa de governante. Aliás, violência das polícias têm ocorrido com frequência maior do que o desejado desde o 25 de Abril.

E, pior do que isso, veio no dia seguinte, no mesmo blogue, à imagem do papagaio ou do macaco de imitação, outro post com conteúdo semelhante, senão igual. Para quê a repetição? Não parece ter sido por distracção. Talvez tenha sido pretendido o efeito de repetição próprio da propaganda e da lavagem ao cérebro que diz que uma mentira repetida muitas vezes acaba por ser aceite como verdade? Ou será uma manifestação de competitividade para valorizar a avaliação do respectivos mandantes? As eternas dúvidas de quem gosta de compreender!

Mas a realidade mostra que esse insigne governante, afinal, foi um mau aprendiz se comparado com Estaline, Mao Tse Tung e muitos outros seus contemporâneos. E para além dos defeitos que lhe apontam, não teria nada de bom? E, então, o que leva este «estúpido» povo a votar nele? E quem será o povo estúpido?

Ando a dar tratos de polé à memória a comparar aquilo que se diz com aquilo que vi e vivi desde 1934. Fico muito confuso com as intenções deste «povo» que se diz «sem amarras».
O que é que leva tanta gente a ter saudades dos velhos tempos, como se ouve nos transportes públicos, nas filas de espera das lojas do cidadão, etc., e o que leva uns quantos a dizer só mal? Gostaria de chegar a compreender estes enigmas.

Em minha opinião, várias vezes expressa no blogue A Voz do Povo, uma análise honesta deve mostrar todos os lados do problema, não apenas uma parte tendenciosamente separada do conjunto. Dados históricos merecem muita confiança (embora não toda) mas faltou também dizer algo de positivo, e houve muito, como a recuperação do País da situação caótica em que se encontrava em 1926, o esforço na escolarização, estando hoje a ser fechadas muitas escolas, tantas elas eram. Embora não fosse ainda a moda das auto-estradas e houvesse poucos carros, a rede estradal estava a ser melhorada. O distrito de Viseu, apesar das montanhas possuía uma boa rede, não havia ninguém a dormir nas ruas, pois havia albergues distritais e a sopa do Sidónio, havia a Mocidade Portuguesa em que, além de desportos, se aprendia grande quantidade de matérias de cultura, arte e utilidade prática (primeiros socorros, jornalismo, artes e ofícios) e, principalmente, era uma sã ocupação dos tempos livres (hoje, há a prostituição, a droga e a criminalidade juvenil, como ocupação de estudantes nas horas de ócio). As escolas técnicas preparavam pessoas para o comércio, secretariado, industria. A habilidade negocial, o amor à Pátria e o prestígio internacional do governo permitiram que Portugal não sofresse os horrores da II Guerra Mundial.

Talvez, nos conceitos actuais e vistas as coisas à distância de mais de meio século, não devesse recusar o auxilio americano para a reconstrução do pós-guerra, mas ele tinha vontade de evitar a dependência da grande potência mundial, e de manter o império que herdou dos antepassados. Um erro foi não ter percebido a volta que, após a guerra, o Mundo deu quanto à descolonização e ter teimado no «orgulhosamente sós» e na vaidade e ilusão de «lutar contra os irreversíveis ventos da história». Mas o erro mais grave (como agora está provado) foi o da economia doméstica que o levou a amontoar toneladas de ouro que não beneficiaram o bem-estar do povo e, o que é pior, serviram aos governos do PREC e do PRAEC, para esbanjarem, sem escrúpulos nem honestidade, esse pesado pecúlio, de que hoje já resta muito pouco. Hoje os políticos enriquecem ilegitimamente, como se deduz das propostas de Cravinho, mas o Homem citado nos textos aqui referidos, viveu estoicamente e morreu pobre.

Enfim, há muito de mau e de bom a dizer, e é pena que alguém se preocupe apenas com um lado e não com os outros. Isso é técnica de mau analista, ou de propagandista, de vendedor de banha da cobra, mas não de um comunicador de informação, de um divulgador de conhecimentos isento, imparcial e descomprometido. Com pessoas assim, nada de sério e verdadeiro se aprende, porque a verdade não pode ser fragmentada, é global. É preciso situar os factos nas suas circunstâncias.

Bater repetidamente com a testa na parede, raramente é solução, na vida prática. Em arte, é raro conseguir beleza com um quadro monocromático. Nos problemas sociais, também devemos conjugar todos os tons, sem exclusões, criando harmonias que fortaleçam, fazendo análises imparciais e completas sem colocar a «verdade» de uns factos e ignorar tendenciosamente outras verdades merecedoras de destaque. Não parece sensato gastar energias em confrontos desnecessários e inúteis e em intoxicações ideológicas com meias verdades e deformações torpes, com propagandas vesgas embora com roupagens de cor histórica mas que nada têm a ver com a VERDADE histórica, completa, honesta, isenta, imparcial.

Não parece que um blogue que pretende ser um espaço para emitir opiniões sem amarras, seja utilizado com tal intenção de propaganda, com o interesse não confessado de influenciar o cérebro dos outros, o que é caricatamente explícito com a repetição na mesma lista em dias seguidos. Até já é utilizado o blogue para publicidade comercial gratuita da venda de livros.

Talvez um dos maiores males do antigo regime se devesse, como agora, ao facto de muitos dos portugueses (até aqui, se encontram entre os contributors da Voz do Povo sem amarras) estarem mais preocupados com a incompetência, negligência e prepotência dos governantes americanos do que com os nossos, a quem tudo desculpam e de quem tudo aceitam. Essa auto-resignação originou os exageros de então e justifica os de hoje, com consequências imprevisíveis.

Não imito ninguém, recusando a continuação da minha colaboração, pois a qualidade de contributor mais antigo, como tem afirmado o Amigo Víctor Simões, dá-me responsabilidades (!). Embora, por vezes, um pouco desmotivado, continuarei a participar, consciente de que as minhas ideias livres , descomprometidas, verdadeiramente sem amarras, sejam repelidas por alguns contributors como se fossem fortes pedradas no crânio que, pelos vistos, os deixam sem voz para as comentar. Quem não deve não teme, e não tenho que prestar contas a ninguém mais do que a mim próprio.

Sugiro a leitura dos seguintes dois textos além de muitos comentários em que defendi a honestidade da informação isenta e sem amarras.

1. 061014, em A voz do povo. Salazar. Amá-lo ou odiá-lo. Mas conscientemente,

2. 070220, em Do Mirante. Crítica credível tem que ser isenta, em Do Mirante






JOSÉ AFONSO (ZECA AFONSO) 2/08/1929 - 23/02/1987

«José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, filho de José Nepomuceno Afonso, juiz, e de Maria das Dores.
Em 1930 os pais foram para Angola, onde o pai tinha sido colocado como delegado do Procurador da República em Silva Porto. José Afonso permanece em Aveiro, na casa da Fonte das Cinco Bicas, por razões de saúde, confiado à tia Gigé e ao tio Xico, um «republicano anticlerical e anti-sidonista».
Por insistência da mãe, em 1933 Zeca segue para Angola, com três anos e meio, no vapor Mouzinho, acompanhado por um tio advogado em lua-de-mel. Um missionário é a companhia de José Afonso que permanece três anos em Angola, onde inicia os estudos da instrução primária.
Em 1936 regressa a Aveiro, para casa de umas tias pelo lado materno.
Parte em 1937 para Moçambique ao encontro dos pais, com quem vive juntamente com os irmãos João e Mariazinha.
Regressa a Portugal, em 1938, desta vez para casa do tio Filomeno, presidente da Câmara Municipal de Belmonte. Aqui conclui a quarta classe. O tio, salazarista convicto, fá-lo envergar a farda da Mocidade Portuguesa.
Vai para Coimbra em 1940 para prosseguir os estudos. É matriculado no Liceu D. João III e instala-se em casa da tia Avrilete. No liceu conhece António Portugal e Luiz Goes. A família parte de Moçambique para Timor, onde o pai vai exercer as funções de juiz. Mariazinha vai com eles, enquanto seu irmão João vem para Portugal. Com a ocupação de Timor pelos Japoneses, José Afonso fica sem notícias dos pais durante três anos, até ao final da II Guerra Mundial, em 1945.
Nesse mesmo ano começa a cantar serenatas como «bicho», designação da praxe de Coimbra para os estudantes liceais (José Afonso andava no 5.º ano do liceu). Era conhecido como «bicho-cantor», o que lhe permitia não ser «rapado» pelas «trupes». Vida de boémia e fados tradicionais de Coimbra.»
Ler mais em Biografia

DEBANDADA GERAL...

Depois do que aqui se passou esta semana, tem surgido pedidos de "contributors" para sair deste blog. penso serem pedidos percipitados, no meu ponto de vista, o que se passou não foi bonito, já tive a oportunidade de o dizer aos dois intervenientes. Respeito todos os que quiserem sair, mas eu, isto é para que conste, eu NÃO SAIREI. Se alguém pensar que este Blog irá acabar, pois da minha parte, Amigos (Vitor Simões, David Santos, Conceição Bernadino, Mário Margaride,José Faria, Bendix, Tiago Carneiro, Didinho, Alexandra caracol, A João Soares, etc, etc.). NEM QUE FIQUE AQUI SÓZINHO, POIS A MIM NINGUÉM ME CALA!!!

Cessar de colaboração

Caro Victor Simões:

Face ao sucedido no início desta semana no blogue A VOZ DO POVO, e dado eu não querer pactuar e fazer parte de um blogue onde a liberdade de expressão e o direito à diferença de opiniões não são de todo respeitadas, muito pelo contrário, venho deste modo (já que por mail não fui atendido) solicitar e pedir que o meu nome seja imediatamente retirado do grupo de colaboradores do blogue, pois que a minha forma de estar e o respeito que me merece a liberdade não se coadunam com este tipo de comportamentos e formas de estar.

Agradecendo a consideração, no entanto não me é possível continuar com a colaboração pelas razões apresentadas.

Atenciosamente, fico a aguardar que a minha vontade seja respeitada.

Manuel Bento

MALDITA SOPA

Quando os vendavais molham a sopa,
quando os vendavais querem secar;
somos carne viva, mas já morta,
vendo nossos olhos, sem olhar

E SE EU ESTIVER ENGANADO?

Os escolhos que encontramos
Nem sempre escolhos são
Ás vezes, são só pauzinhos
Que se afastam, com a mão

Se os soubermos contornar
Com jeito e delicadeza
Tudo se torna mais fácil
Basta usar subtileza

Contornar dificuldades
Usando a sabedoria...
Transformar sal em açúcar
Dá para dizer, quem diria!

Para tudo há solução
Para a morte...
Não vejo jeito!
Pois aí...é impossível
Já nada pode ser feito

Transformar o riso em dor
E a alegria em tristeza
É fácil não custa nada!
Não tenho bem a certeza

Já em jeito de remate
E p’ra ficar descansado
Devo dizer, tenho medo...
De poder estar enganado.

22 fevereiro 2007

ADEUS AO CARNAVAL

O médico e cientista Sueco Jacobson afirma que não existe rotura alguma entre a vida e a morte, porque no momento da grande passagem, instaura-se imediatamente a continuidade da vida, ficando o defunto com a sensação de que se salvou do acidente, da doença ou daquilo que o fez falecer. Quantos de nós já não morreram e enquanto as nossas famílias nos choram, na outra dimensão, cá continuamos depois daquele susto, daquela ultrapassagem mal calculada. Nem depois de morrer nos safaremos das dívidas!...A vida (ou a alma) pesa, segundo o cientista, 21 gramas é a diferença de peso entre um vivo e um morto. Tem sempre o mesmo peso quer se trate dum magricela ou dum anafado senhor, daqui resulta a igualdade perante a morte. Quanto ao corpo inanimado dum indivíduo que pese 70 kg tem: uma quantidade de água suficiente para lavar duas camisas, ferro suficiente para fazer um prego dos grandes, cal bastante para caiar a casota de um cão pequeno e uma quantidade de enxofre que daria para matar as pulgas desse cão. Tudo isto valeria pouco mais de 1 Euro.Como ficou provado que ao morrer não te livras das dívidas e o teu corpo não vale mais de um Euro, o melhor é aproveitar ao máximo as 21 gramas que tens ainda e GOZA O CARNAVAL.

VOTAÇÃO

Caros amigos e visitantes deste blog não se esqueçam de votar no inquérito que está a ser levado a cabo no FÓRUM A VOZ DO POVO, pois é muito importante o vosso voto, a vossa opinião conta.
Vem fazer a diferença, vem opinar, não pagas nada por isso, é GRÁTIS, ou se preferires é de BORLA!!!

A demagogia dorme de pé


“Santa Maria da Feira – Dormir na extensão de saúde para ter consulta”.

O nosso sistema de saúde vai de mal a pior, qualquer dia estaremos todos à porta dos centros de saúde em tendas de campismo para conseguir uma consulta. Sempre é melhor que passar a noite ao relento.
Como é possível chegarmos a situações tão deploráveis como as citadas (há quem leve bancos de casa para passar a noite e há quem pague 20 euros para garantir consulta à tarde).
Como podemos viver civilizadamente entre tal desespero, somos 1500 utentes inscritos no centro de saúde da Vergada, com um médico a dar consultas três vezes por semana. Sem atendimento de enfermagem, isto é de uma cólera brutal.
São estas as reformas altamente qualificadas para a melhoria de um atendimento justo para todos, senhor ministro?
Idosos ao relento, utentes que pagam taxas moderadoras, expostos ao desalento das romarias da desorganização dos que apelam à calma.
Quem sabe, talvez comecem a oferecer kits de primeiros socorros ou cursos de socorrismo nas próximas eleições aos utentes de Vergada.
Aproveitem senhores governantes façam companhia a este povo, pode ser que comecem a dar mais valor a estas condições vergonhosas.



Conceição Bernardino

21 fevereiro 2007

Desperdício e má gestão de Recursos


Portugal adquiriu seis helicópteros Kamov Ka 32, através de concurso público. O ridículo desta aquisição prende-se com a não certificação Europeia pela entidade certificadora, EASA
( " European Aviation Safety Agency").
Será caso para perguntar, em que país vivemos?
Com atitudes, e práticas deste tipo é o renegar de todos os conceitos e padrões de uniformização e garantia da qualidade e de conformidade, com as normas Europeias.

Quando os privados e as empresas privadas, são convidados a adoptar directrizes da Europa, transpostas para a legislação nacional, sob pena de elevadas sansões.
Quando, para podermos competir e fornecer os clientes externos, temos de adoptar políticas de gestão condizentes. Sobretudo apostando nas diferentes certificações de Qualidade, Ambiente e Segurança.
Como é possível adquirir um equipamento não certificado, com limitações de operacionalidade e de aproveitamento de recursos? Os factos, são que esta aeronave, não pode operar com matrícula civil por não estar certificada. O mesmo quer dizer que, só poderá ostentar matrícula de Estado... uma forma de contornar a lei própria de países terçeiro-mundistas e que pareçe que somos exímios malabaristas.

Os helicópteros Kamov Ka 32, não poderão ser utilizados para além do combate a incêndios, pois a inexistência de certificação impede o transporte de passageiros. Actividades como o transporte hospitalar de doentes, busca e salvamento.


A pergunta será, porque se adquirem meios, que no seu todo não serão rentabilizados e ficam subaproveitados pelo impedimento legal.

Quem ganhou com esta aquisição? Portugal, e os portugueses não foram concerteza!


Ganhamos mais uma Empresa Pública, para gerir esta frota, a Empresa de Meios Aéreos SA.
Concerteza, mais uns amigos e umas nomeações de gestores de elevada craveira técnica!

ORA BEM! VAMOS AO COMÉRCIO.

Meus amigos, um pouco de comercialização também não faz mal a ninguém. Desde que não seja de pistolas, pois estas matam. Vamos falar de livros. Este falar de livros é no seu todo materialista mas, paciência! Sempre é melhor que meter cunhas.
Bem, é melhor andar depressa.
No dia 17 de Março, na capital, vai ser lançada uma colectânea de poesia, nem se deva escrever de poesia ou em poesia, pró caso também não interessa.
Está a custar-me dizer! Mas vou dizer. Não tenho outras armas: rádio, televisão nem sou funcionário de nenhum departamento com direito a publicidade paga. - Deixa-te de fitas, David! Diz lá o que queres!
Eu faço parte do grupo dos escritores daquela colectânea e tenho convites para quem quiser ir.
Agradeço a companhia dos meus amigos.
Obrigado.

De pai para filho


Ó Mingos!
Podias ao menos disfarçar!
Pedias a um amigalhaço para o nomear!
Assim dá muito nas vistas...

mas...
ke se f***!!! Ninguém faz nada.


Abraço do vosso amigo da
Democracia em Portugal

Sorte ou Azar? A conversa...

Caros

Depois de ontem ter comentado o artigo do Dalai lama, em que eu referia que o homem pouco ou nada pode fazer pelo seu destino, e que apenas a sorte importava. Um amigo meu, depois de ter lido o post, refutou a minha ideia visto que estavamos em contacto através do msn. Decidi transcrever essa mesma conversa.
Desde já peço desculpa pela extenção do post. Espero que percebam, parte do meu ponto de vista (muito fica sempre de fora), apesar de todos os erros ortograficos cometidos numa conversa deste tipo. (Ghost- D.A. versus IN7HIV - Filipe)
...
Ghost - conheces o chamado feito borboleta? e que para cada accção existe uma reacção?
IN7HIV - a teoria do caos?
Ghost - pois essas são das principais regras da nossa vida.....
Ghost - exactamente... até o caos está defenido...se até o caos está defenido como é que vais
saber o que é ou não destino...
IN7HIV - k um simples voar de uma borboleta pode causar um tornado?
Ghost - exacto...
IN7HIV - eu nao acredito no destino
Ghost - imagina que vais a sair de casa.. já estás atrasado porque o despertador não tocou,
porque ouve falha na electricidade, porque um tecnico de edp fez asneira....
IN7HIV - acredito k muitas pessoas estao la em cima por sorte
Ghost - imagina que ao saires de casa era atropelado...a isso chamas o quê? destino?!!!? ou puro
azar...
IN7HIV - azar
Ghost - mas tal como no ying e yang os oposto tem sempre que existir... matéria versus
anti-matéria, bem versus mal, luz versus escuridão... logo implica que para haver azar terá que
haver sorte... e se o azar é o pior que pode acontecer significa que o melhor que pode acontecer
é a sorte...ou seja todos procuramos a sorte porque todos procuramos o melhor para nós...
Ghost - sorte é a unica coisa que nos rege... é a uica força que nos impele para continuar....
IN7HIV - nao considero k o azar seja o pior dos males
Ghost - então????
IN7HIV - a simples injustiça pode ser muito pior
Ghost - e ser injustiçado é ter o quê?
IN7HIV - isso e verdade umas coisas levam as outra
Ghost - podes tentar argumentar com todo o tipo de coisas... acredita que até eu já pensei mais
de mil vezes nestas coisas...
IN7HIV - eu por acaso tb penso muito nestas cenas
Ghost - repara numa enfermaria vão ser feitas duas operaçoes a dois pacientes com o mesmo
problema... realizadas pelas mesmas equipas de médicos e enfermeiros... imagina que o primeiro que foi operado cortre tudo bem e a recuperação está a correr a 100% e que o segundo está a ter omplicaçoes.... será que foi por ter sido o segundo na mesa? terão sido os médicos "maus médicos", terá deus a castigar.....
Ghost - o coitado... ou ele não terá tido apenas sorte...é mais uma vez e efeito acção reacção,
porque é que a um correu mal e a outro bem..... posso dar-te inumeros exemplos... mas iremos cair
sempre na história da sorte... sem sorte nada feito...
Ghost - alias eu costumo dizer que se não fosse a sorte nem o proprio homem estaria aqui...
IN7HIV - porque provavelmente um teve complicaçoes devido a ter feito alguma coisa enquanto ainda estava bom
Ghost - estas a ver... teve azar...
IN7HIV - ai se consueguisse sobreviver poderia ser considerado sorte mas o contrario poderia nao ser considerado azar, azar teria se tivesse tudo bem e nao sobrevivesse
Ghost - repara uma cena... imagina que tu estás a estudar para um texte importante... durante
semanas matas-te que nem um doido para conseguir passar no exame... o teu colega de quarto vai ao mesmo exame que tu... nem sequer estuda e vai todos os dias para as noitadas...tu reprovas ele passa... terá sido por falta de trabalho teu?
IN7HIV - poderei ter estudado mal
Ghost - ou porque pura e simplesmente estavas em dia não!!!!
IN7HIV - as questoes psicologicas tb afectam
Ghost - acredita quando eu te digo que apenas a sorte conta...podes fazer o que quiseres...podes
lutar por todos os teus ideais... mas se não tens sorte não consegues... nem que tripliques ou
quadripliques os teus esforços... sem sorte nada feito...é o meu lema...ainda te posso dar outro
exemplo... muito mais simples...
IN7HIV - mas espera ai, tipo nao vais para um teste sem estudar a espera k tenhas sorte e consigas passar
Ghost - imagina que tens o teu emprego e que depois de receberes o teu ordenado, o teu carro tem um problema, a canalização arrebenta, e no meio do mes estás sem dinheiro e nem sequer gozas-te dele...
IN7HIV - ai a sorte n e tudo o trabalho tb conta
Ghost - acredita que há muita gente que consegue... eu tenho monts de exemplos...nem imaginas como a sorte está impragnada no nosso adn...podes chamar-lhe deus se quiseres... mas sem sorte nada feito... e olha que eu sei bem do que falo... e posso dizer-te que não sou dos que vai á luta sem espada...
IN7HIV - a verdade e k as vezes parece k os outros tem mais sorte do k nos
Ghost - imagina que tinhas um emprego em vista... ias a umas 20 reunioes com o patronato... no
final só ficavam dois candidatos... tu e outro... no dia da entrevista final tinhas um furo no carro e chegavas atrasado... e descobres que deram o lugar ao outro exactamente só porque te tinhas atrasado...
Ghost - achas que a sorte não existe...é que aqui não está em causa o trabalho que fizes-te ou não...
IN7HIV - isso e azar n e sorte
Ghost - pois... mas para teres azar tiveste que não ter sorte...logo falta de sorte...vais sempre para o caminho que eu aponto...
IN7HIV - a falta de sorte pode nao implicar o azar
Ghost - não existe meio termo... ou tens sorte ou tens azar...
IN7HIV - a uma coisa que eu dei em mcc
Ghost - ou as coisas te correm bem ou te correm mal...
IN7HIV - que e: nao A implica B. é falso
IN7HIV - que a isso se chama logica
Ghost - mas olha que isto também é matemática...ou se tem ou não se tem...
IN7HIV - pois e eu dei isso em matematica, nao A nao implica B, por isso, falta de sorte pode nao implicar azar
Ghost - implica pois...tu ou passas a passadeira em segurança ou não...
IN7HIV - pode implicar justica
Ghost - não passas assim assim...queres ver um calculo matemático...
IN7HIV - nao implica obrigatoriamente azar
Ghost - e se eu te disser que a probabilidade de sair o euromilhoes a quam jogou é exactamente
igual a sair o euromilhoes a quem não jogou.....
Ghost - posso fazer os calculos se não acreditares...
IN7HIV - nao e verdade, olha akeles k jogaram e ganharam
Ghost - aqui tens a sorte no seu melhor...e isso foi sorte...
IN7HIV - se nao jogassem nao ganhavam, por isso e k se chamam jogos de sorte
Ghost - repara a probabilidade de sair o euromilhoes a quem não jogou é de 0%. se não jogou não saiu...correcto?
IN7HIV - exato
Ghost - segundo as leis da probabilidade, o calculo efectuasse dividindo os casos favoraveis sobre os casos possiveis...correcto?
IN7HIV - exacto
Ghost - se o numero de combinaçoes possiveis para uma chave é de cerca de 6 milhoes... correcto?
IN7HIV - mas no caso de jogares ha casos favoraveis s nao jogares nao ha por isso
Ghost - só existe 1 caso favoravel porque só sai uma chave logo... 1 /60000000 =0.000000000000001%
IN7HIV - se nao jogares da 0 certos, se jogares da 0.0000000000000000000000000 qualquer coisa, que nao e 0, por isso
Ghost - logo 0% é igual a 0%
IN7HIV - a probabilidade nao e igual
Ghost - pois ai é que está a sorte....
IN7HIV - o.00000000000000000000000000000000000000000000000001 nao e 0
Ghost - estás a ver onde eu quero chegar...
IN7HIV - ai ha sorte, mas a probabilidade n e igual, como tu tinhas dito
Ghost - dizes que ouve 1 sortudo, ou dizes que houve 200 milhoes de azarados?basicamente é igual 0%=0%...
IN7HIV - olha ai era o k eu keria chegar, nao se trata de azar aosk nao saiu,trata se de nao sorte, k e diferente
Ghost - mas não sorte, é azar...
IN7HIV - nao e, pode nao ser é mas pode nao ser
Ghost - tu dizes a uma pessoa "tiveste não sorte" ou dizes "tives-te azar" é uma redundância e uma aberração em todos os sentidos dizer não sorte...
IN7HIV - posso dizer uma num caso e outra noutro
Ghost - é o mesmo que dizeres o "mais melhor"
IN7HIV - posso dizer nao tiveste sorte em nao ganhar o euromilhoes
Ghost - é uma pura contradição....
IN7HIV - e posso dizer tiveste azar em o pneu furar
Ghost - não ter sorte implica ter azar.....
IN7HIV - implica, mas pode nao implicar, pode implicar num caso e noutro nao
Ghost - até parece que alguém vai descubrir o crepusculo do paradigma sorte-azar...não existe
meio termo...
IN7HIV - podes ter a certeza k se fosse verdade o k tas a dizer a esta hora nao tava a falar aki contigo
Ghost - como assim?
IN7HIV - nos usamos matematica nos computadores
Ghost - acreditas sériamente que existe um meio termo, correcto? e segundo a matemática algo só é verdadeiro se não existir nada que o possa refutar, certo?
IN7HIV - e ha uma coisa k eu dei em mcc k e: nao A pode nao implicar B
Ghost - ou seja uma coisa ou é ou não é....
IN7HIV - exacto na de cima nao nessa
Ghost - num sistema fechado A-B, implica que não A seja sempre B, agora num sitema com mais vertentes isso já é verdade... o que não acontece aqui...pois ou se tem A ou se tem B... logo um sistema fechado...
IN7HIV - num sistema fechado e verdade, mas num sistema nao fechado n e verdade
Ghost - então... ou tens sorte ou tens azar... correcto?
IN7HIV - nao A pode implicar B e C e ai nao A nao implica obrigatoriamente B
Ghost - um sistema fechado A-B (sorte-azar), logo não A implica B, visto que não existem mais factores a ter em conta... mas tu não podes dizer que existe um meio termo... porque ele não existe...
IN7HIV - na tua perspectiva e fechado na minha nao
Ghost - quais são as outras variaveis a ter em conta?
IN7HIV - tu consideras a sorte- azar um sistema fechado eu nao
Ghost - sim... sempre...
IN7HIV - como ja te tinha dito
Ghost - o que tu podes dizer é que a sorte de uns é o azar de outros... e que a sorte e o azar é mutavel... independentemente do contexto...
IN7HIV - a sorte de uns pode nao implicar o azar dos outros, entao a tua teoria vai por agua abaixo
Ghost - nada disso...um exemplo... imagina que vais com um grupos de amigos pela rua... encontras uma nota de 50€ no chão...nenhum dos teus amigos a viu..... o que chamas a isso?
IN7HIV - agora eu
Ghost - ao facto de os teus amigos não a terem visto!!!1
IN7HIV - imagina k eu a encontro e k reparto por todos, o k teem os outros, sorte
Ghost - isso para ti é sorte... e para os outros... mas é azar para quem a perdeu...
IN7HIV - por isso a tua sorte pode implicar a sorte dos outros pode n ser azar, podia a ter deitado po chao propositadamente
Ghost - mas continua a haver ou sorte ou azar...independentemente da quantidades de sortes ou azares...
IN7HIV - ai n ha azar de ninguem, apenas sorte de uns
Ghost - és apanhado num fogo cruzado de dois gangues rivais.... morres nenhum deles é preso...azar o teu... sorte a deles.... ou será que dizes pouca sorte tua e não azar deles...
IN7HIV - isso e verdade, mas nao podes colocar SEMPRE a sorte-azar num circuito fechado
Ghost - é sempre uma balança... ou se pende para um lado ou para o outro...
IN7HIV - pode abranger outras coisas
Ghost - mas é sempre um circuito fechado...
IN7HIV - a nao sorte pode implicar sorte
Ghost - um circuito fechado composto por vários circuitos...
IN7HIV - imagina k ao encontrares a nota, apanhas la do chao e levas um tiro. ai e sorte em a teres encontrado ou azar em a teres encontrado?
IN7HIV - os outros tiveram azar em nao a encontrar ou sorte?
Ghost - imagina que o prédio onde moras que ruiu no momento em que estavas lá dentro... sobrevives 10 dias nos escombros... os teus vizinhos morem .... sorte ou azar? estavas no local errado (ficas sobeterrado) ou no local certo (sobrevives)...
IN7HIV - tu tas a dar exemplos em k e fechado mas pode nao ser fechado
Ghost - a morrer ao apanhar a nota chama-se azar... porque o que conta é o final.... os meios implicam os fins...nesse caso o azar sobrepoe-se á sorte...
IN7HIV - enato ja estas a dizer k ha meios, agora bocado dizias k era uma coisa ou outra
Ghost - tomando a sorte por ser um azar no seu todo... o que nem se chama sorte..visto que tiveste azar em aencontrar a nota...e não há meios...ou tens sorte ou tens azar...podes é no meio de um grande azar teres pequenos focos de sorte e vice-versa...
IN7HIV - imagina k encontras a nota, apanhas la e levas um tiro, nao morres mas ficas paraplegico, é sorte ou azar?
Ghost - continua a ser azar....
IN7HIV - azar porque, poderias ter morrido
Ghost - porque vais-te arrepender para o resto da vida teres apanhado a nota...
IN7HIV - n tiveste sorte em sobreviver?
Ghost - sem sequer vais dizer que tiveste a sorte de encontrar a nota... vais dizer sempre que tiveste azar em encontrar a nota pois repara que o azar foi maior que a sorte...
IN7HIV - tiveste azar e sorte ao mesmo tempo,lol
Ghost - como eu disse pode haver fofos de sorte no meio do azar e vice versa...
IN7HIV - mas isso n interessa, o porto pode ter ganho mais jogos k o benfica e ficar atras dele
Ghost - eu nunca disse que não podias ter as duas coisas... agora não as podes colocar as duas na mesma linha...
IN7HIV - mas se tens as duas coisas entao ja nao vai ser circuito fechado
Ghost - uma sempre a seguir á outra...
IN7HIV - porque a sorte pode implicar sorte, a sorte pode implicar azar, por isso e totalmente errado dizer que nao sorte implica azar
Ghost - sorteazarzaras o r t e azar s o r t e a z a r
Ghost - imagina que esta linha representa a tua vida...quanto maior for o ter azar ou sorte maior é o espaço nas palavras...
Ghost - era isto que eu me queria referir...é uma sempre a seguir á outra e nunca as duas coisas em simultaneo...
...
Comprimentos
Domingos Araújo.

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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