16 novembro 2006

Caridade ambulatória

Estamos perto, muito perto da data festiva do nascimento de Cristo, já se sente o espírito Natalício.
As luzes já iluminam as ruas, num ápice saudoso da nossa gente, as montras vestem-se de manequins em tons avermelhados, abarcados por pequenas estrelas psicadélicas.
Consome-se o materialismo em abundância, esquecem-se as diferenças, a caridade passa a ser um acto solidário. Afinal somos todos humanos, parte integral de costumes, do bom senso comum!
Acendem-se as lareiras, preparam-se as chaminés o Pai Natal está a chegar, corram aproveitem este dia esqueçam a crise, gastem por conta que alguém há-de pagar.
Esqueçam os problemas, o dinheiro foi feito para se gastar e quem não tiver nada que se console com o que há, não tarda muito, os peditórios já vêem a caminho. Os mais pobrezinhos que tenham calma, os miseráveis também, neste dia não falta nada para ninguém...
Peçam com muita convicção!
Para que todos se lembrem que o Natal está todos dias na palma da nossa mão.


Conceição Bernardino

7 comentários:

Anónimo disse...

"neste dia não falta nada para ninguém..." Pois é, e é pena que assim seja. Gosto muito do Natal, não o das prendas, não o da falsa moralidade e hipocrisia, gosto muito da sua mensagem, que é para o ano todo...

(Mais um Natal a fazer-me lembrar que para novo não estou a ir)

Abraços

Anónimo disse...

Minha querida amiga

É verdade que podemos ter Natal todos os dias, ou melhor podemos ter aquilo que ele realmente representa em amor.

O amor é uma dádiva e como dádiva não deveria ser difícil brotar de cada um de nós.

Apesar disso, precisamos de ser frequentemente relembrados de que temos um tesouro dentro de nós que precisa ser redescoberto.

A cada um de nós que possui um tesouro, tesouro esse que é a capacidade de amar, mesmo que ainda não se tenha apercebido que o possui.


Um beijo com ternura

Alexandra Caracol

Mário Margaride disse...

Querida amiga. O Natal é quando um homem quiser. Deixemo-nos de hipocrisias, e sejamos de facto com actos, e não só com palavras, solidários. Com quem de facto precisa!
Mas a toda a hora e a cada instante!
Isso sim, é que é a verdadeira solidariedade. O resto...é treta!
Um beijinho
Mário.

david santos disse...

É verdade, minha mais velha. Todos os dias, mas com outro nome: solidariedade.
Porque esse que é o núcleo do texto, já anda alienar milhões há 21 séculos, pelo menos...
Conceição, os teus textos são mesmo bons e felizes. Às vezes são precisos escrever 10 para um ir ao encontro das pessoas. Contigo, não. Todos nos consolam.
Até sempre.

Beezzblogger disse...

Prezada amiga, o natal esta no coração de quem quiser que ele lá more, o meu tem morada aberta, espero que o seu também. No entanto assistimos todos os dias á decadência do natal, e como diz o meu amigo Mário, Natal é quando um Homem quiser.

Um abraço

JOSÉ FARIA disse...

Olá pessoal!
Passei por aqui, mas só quando cheguei ao post seguinte de Mário Relvas, do Dia Internacional do Deficiente é que me lembrei(!?): Ãh! Não comentei sobre o Natal.
Então voltei aqui novamente para lembrar que no Post seguinte constam dois dias para lá se levar um gesto de Natal, de amizade e de solidariedade.
E na noite de Natal, há sempre muitos albergues de portas abertas onde se pode servir às mesas os marginalizados e os que não tem família.
É aí também que o calor humano é religiosamente sério, verdadeiro e de amor natalício.
Um abraço
José Faria

MRelvas disse...

Cara amiga,

é utópico falar do "Natal".

Perdeu a verdade,quaze como td.
O natal não passa de um comércio triste onde se compara o que as pessoas vão fazer e quanto vão gastar.

Esquece-se assim o verdadeiro espírito natalício,a amizade,o amor,os infelizes...
Esquece-se o nascimento do Deus menino...

Deve ser do aborto!

Abraços

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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