23 novembro 2006

Fugir para Espanha é uma opção escolhida para muitos portugueses

“O número de portugueses que, numa tentativa de virar as costas à crise, abandonou o país e foi viver para Espanha tem aumentado muito nos últimos anos.
Depois da moda das viagens a Espanha, que muitos portugueses começaram a fazer regularmente aos fins-de-semana, para abastecer combustíveis, comprar gás, tabaco, e ir às compras aos supermercados espanhóis para pouparem algum dinheiro, muitos portugueses acabaram por render-se às vantagens de viver do outro lado da fronteira e mudaram-se de vez.

De acordo com dados oficiais do Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais espanhol a que a «Agência Financeira» teve acesso, no final do primeiro semestre, eram 66.107 os portugueses com cartão ou autorização de residência em Espanha. A idade média dos imigrantes lusitanos no país vizinho era de 37 anos, e cerca de 37% do total eram mulheres.

Numa análise por idades, têm autorização para residir em Espanha 3.950 portugueses até aos 15 anos, 16.838 com idades entre 16 e 29 anos e 45.317 portugueses com mais de 29 anos.

No final de Outubro, estavam registados na Segurança Social espanhola 68.001 portugueses. Este valor representava mais de 19% do total de inscritos com origem na União Europeia. Espanha conta com mais de um milhão e meio de inscritos na Segurança Social oriundos de fora da União, além dos 354.883 comunitários.

No total, a Segurança Social do país vizinho tem inscrito 1,86 milhões de estrangeiros.

Por comunidades autónomas com mais portugueses inscritos, a lista é liderada pela Galiza, com 10.497 portugueses, seguindo-se Madrid, com 9.360. A Catalunha abriga 8.250, Castela e Leão mais 6.700 e o País Basco outros 6.165.

Segue-se a Andaluzia, com 5.226 portugueses, Navarra com 3.189, Valência com 3.139, La Rioja com 2.742 e as Canárias, com mais 2.105 portugueses.

20.600 portugueses foram para Espanha nos últimos dois anos e meio

O número de portugueses com autorização para viver em Espanha tem crescido bastante nos últimos tempos. Desde o final de 2003, foram 20.593 os portugueses que requisitaram essa autorização de residência no país vizinho. Ou seja, foi um aumento de 31% em apenas dois anos e meio.

No final de 2003, as autorizações concedidas a portugueses não iam além das 45.614. O valor cresceu para 50.995 no final de 2004 e depois novamente para 59.787 no fim do ano passado. Só no primeiro semestre deste ano, o número de autorizações de residência a portugueses cresceu 6.420.”

Agência Financeira (23/11/2006)


O problema é que qualquer dia nem para a Espanha se pode fugir.

Fugir dos problemas nunca foi solução, mas tenho que admitir que também já me tem passado pela cabeça, “passar-me” para o lado de lá.

É que por vezes, se não nos “passarmos” para lá acabamos por nos “passar” do lado de cá.

Bem, com este trocadilho de “lado de cá” e “lado de lá” já me estou a sentir bem portuguesa e à moda dos políticos.

Pena é que nunca tenha tido nem vocação para a política nem para o futebol senão tinha a minha vida garantida e passava uma grande vida sempre a “encher a pança”.

4 comentários:

MRelvas disse...

Bom post amiga Alexandra.

Efectivamente isto é uma realidade...que se passa a nível Portugal/Espanha...mas tem os dias contados,pois imigrantes de outros países acorrem a Espanha e aceitam trabalho por menos dinheiro....lá se vai o mercado espanhol,que também tem cerca de 10% de desemprego!

BJS
MR

Mário Margaride disse...

Minha querida amiga Alexandra.
Só os cobardes fogem. O País precisa, é de pessoas empenhadas no seu desenvolvimento. Não de de bolas de ping pong, a saltar de um lado para o outro, pensando apenas só no seu umbigo.
Assim minha amiga...não iremos a lado nenhum.
Um beijinho
M.Margaride.

victor simoes disse...

Concordo Alexandra, o que não concordo é com o MMargaride, na verdade quem sai, do país tem de ter muita coragem, e concerteza uns em desespero de causa, outros na busca do que aqui não têm, nem alcançam! É legítimo aspirarmos a uma vida melhor.

Um bj

Beezzblogger disse...

Vou falar em nome próprio amiga Alexandra, eu vvivi em espanha 8 meses, masi própriamente em Ponferrada, e digo-lhe que o que se ouvia lá na rádio acerca de portugal era de bradar aos céus, porque há nos espanhóis uma falta de confiança nos políticos e na política portuguesa. Agora em termos de nível de vida estava a cem por cento, Casas mais baratas para alugar e mobiladas, ordenados mais altos e o custo de vida + baixo. Infelizmente ´so regressei derivado a problemas familiares, e digo-lhe que mal isto estaja resolvido baso para lá, deixei bons amigos e o emprego á espera.

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