16 novembro 2006

JUDAÍSMO

"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"

Rituais da Fé

... parte VI

Um dos traços característicos do Judaísmo consiste na sua grande variedade de rituais e cerimónias - rituais que se relacionam com todas as circuntâncias da vida, desde o nascimento até à morte. A religião judaica está repleta de símbolos de toda a espécie. E, apesar de alguns terem surgido nos últimos séculos, a maioria tem origens muito antigas.
Quando um jovem completa o eu décimo-terceiro aniversário é um Bar Mitzvah - literalmente, um homem do dever. Desse dia em diante, conforme a tradição judaica, torna-se responsável pelos seus próprios actos e por todos os deveres religiosos de um homem.
Quando os pais levam o filho à sinagoga par o Bar Mitzvah, reina uma profunda comoção entre os fiéis, alegres por comtemplarem um rapazinho ou uma jovem passar à idade adulta, enquanto os pais se orgulham por verem o filho ou a filha assumirem um papel na vida da sinagoga. O cerimonial do Bar Mitzvah e da confirmação sublima todas essas emoções.
Aos sábados e nas festas, o judeu recita o Kiddush, a Santificação do Vinho. As palavras e a benção em si não têm tanto sentido quanto a própria cerimónia. O pai tem entre mãos a taça de prata e declama as palavras em voz alta; a mãe e os filhos ouvem atentamente e respondem com um "Amén" conclusivo. É um acto simples, mas que no entanto mostra a importância do dia sagrado judaico.
Nas manhãs de sábado e também às segundas e quintas-feiras, é feita a leitura da Tora. A arca é aberta e os rolos são levados até ao altar da sinogoga. É lido um trecho do texto em hebraico e fazem-se orações, salmos e bênçãos de um livro especial, o Sidur: A principal oração, "As Dezoito Bênçãos", tem mais de dois mil anos.
Um outro ritual, o da Devoção Silenciosa, recitada trêz vezes por dia, contém uma prece chamada Kedushah, na qual o crente repete as palavras do profeta: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, o mundo inteiro está cheio da sua glória".
É de considerar que os judeus consideram a sua casa como um santuário religioso. A família é a fonte principal do seu culto, e seu ritual tanto se destina ao lar como à sinagoga. A mãe acende as velas de sábado nas noites de sexta-feira, o pai abençoa os filhos à mesa na noite de sábado, para além do grande número de rituais significativos que acompanham a observância de todo o dia santo judaico. Em suma, a religião judaica é essencialmente uma religião familiar.
Um dos mais antigos rituais judaicos é o Brith Millah, a circuncisão da criança do sexo masculino uma semana após o seu nascimento. Este acto era já praticado pelos patriarcas anteriormente à existência das leis de Moisés e está tão indelevelmente gravado na tradição que nenhuma transferência é permitida, nem por causa do sábado nem pelo Dia da Expiação. A cerimónia só pode ser protelada quando a saúde da criança não a permitir.
O Judaísmo considera a circuncisão um símbolo externo que liga a criança à sua fé. Não é um sacramento que introduz no Judaísmo. A circuncisão confirma a condição da criança e representa um emblema de lealdade à fé judaica.
continua...

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