24 novembro 2006

JUDAÍSMO

"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"

Festividades judaicas

... parte XVII

São dias festivos de carácter religioso-histórico todos os sábados (shabath), a Páscoa (Pessach), Pentecostes (Shavuot) e Tabernáculos (Sucot). Nos dias festivos todo o trabalho é proibido.

Sábado - Um dos pilares do comportamento religioso judaico é a observância do sábado como dia de descanso de toda a actividade considerada trabalho. O mandamento de observar o shabath consta do Decálogo, e é o único que insinua a morte como castigo dos que o violarem. É um dia de repouso, oração, meditação e também de alegria.

A Páscoa - A Páscoa é uma festa com múltiplos significados. Historicamente comemora a libertação dos judeus da escravidão no Egipto e a sua formação como um povo com uma religião e um destino comuns.
É comemorada na véspera do primeiro dos seus oito dias com um serviço especial na sinagoga e um jantar cerimonial familiar (seder), com a leitura de Hagadá (o relato dos eventos e sua interpretação). O seder (ordem), com o seu ritual, inclui pratos tradicionais de grande representação simbólica.
O seu menu não inclui comidas ou bebidas com grãos ou farinha fermentada. Durante os oito dias da Páscoa, o pão que se come é apenas matsá (pão ázimo ou sem fermento). Durante a celebração da Páscoa, são mergulhados ramos de salsa numa tigela com água salgada, simbolizando as lágrimas dos judeus no Egipto. As ervas amargas (maror) lembram a amarga escravidão. É preparada uma mistura de maçã ralada, nozes, vinho e mel, que simbolizam o cimento utilizado para fazer tijolos. Um osso de carneiro assado representa o sacrifício da Páscoa. Os ovos cozidos recordam os sacrifícios no Templo e o vinho representa a alegria.
Por outro lado, a Páscoa tem um aspecto ligado à natureza, como festa da Primavera, e da agricultura, como festa de início da colheita dos cereais.

Pentecostes - Pentecostes, que se festeja sete semanas depois do primeiro dia da Páscoa, comemora a entrega da Tora aos hebreus no Sinai. Era um dia em que se levavam ao templo as primícias do fruto da terra (bikurim), representadas em sete espécies: trigo, cevada, vinha, oliva, figo, tâmara e romã. Na sinagoga é realizada a leitura dos Dez Mandamentos e do Livro de Rute. A refeição inclui frutas, peixe e alimentos leves à base de leite.
continua...

2 comentários:

Anónimo disse...

O judaísmo, defende doutrinas que o distingue de outras religiões. Há quem diga que o Judaísmo nasceu na fusão de várias crenças. Mas, que existe apenas o Criador.

Gostei mt da tua explicação sobre as festividades judaicas.

bom fim de semana **

MRelvas disse...

Por falar (com todo o respeito pelas religiões) em alguns alimentos na sua crónica,amigo David,um dia destes vou trazer aqui uma receita "culinária" das minhas.

Cumprimentos a todos os membros de todas as religiões que vem descrevendo...

Um abraço
Mário

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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