19 novembro 2006

Portugal, trata mal os seus filhos, que emigraram para angariar em terra alheia, o que a mãe Pátria não lhes garante!

A contenção de despesas, acabou com a figura dos conselheiros sociais e culturais nas embaixadas. " Pedem às pessoas para apresentar queixa! Como, se nem dinheiro têm para se deslocar à embaixada?" , palavras de José Xavier, conselheiro das comunidades na Holanda. O problema da falta de apoio aos nossos emigrantes, já não é novo, gostaria muito sinceramente saber, para que servem as embaixadas, será somente para empregar os boys deste país, ao sabor do ciclo político? O presente Post, serve para denunciar mais um caso, vindo a publico.

António Marques, ex- trabalhador temporário na Suíça, foi vítima de negligência médica que o incapacitou definitivamente para o trabalho, foi reformado por esse motivo e também forçado a sair da Suíça por ser trabalhador sazonal.
Segundo o próprio, citado pelo JN de 19-11-2006 na pág. 5 num artigo de I.C, ainda andaria em tratamentos, pediu apoio jurídico à embaixada e viu devolverem-lhe a documentação com desprezo. Hoje continua a tentar de todas as formas, mas tem sido em vão – que o Estado português lhe dê ajuda jurídica para levar a quixa por negligência médica a estâncias internacionais.

As autoridades portuguesas rejeitam, a afirmação de abandono a que estão votados os nossos emigrantes, argumentando com as acções e iniciativas de de informação sobre emigração e escudando-se na ausência de queixas.

Na verdade, não são um, nem dois, mas muitos portugueses que tem razão de queixa!
A razão de queixa, só não a tem por altura das eleições em que os figurões políticos se passeiam, sem olhar a contenção de despesas, para angariar o voto dos trouxas, que somos todos nós. Pavoneiam-se por esse mundo fora, como sempre, prometendo mundos e fundos aos nossos emigrantes!

É revoltante, é indignificante e vergonhoso para um país que sempre foi de emigrantes, um país Para quem as poupanças remetidas pelos seus filhos, que labutam por esse mundo fora, sempre foram de vital importância, no equilíbrio da economia.

5 comentários:

A. João Soares disse...

Muito bem.
Os nossos emigrantes merecem e precisam ser apoiados. É necessário que os serviços do Estado melhorem a sua eficiência e, para isso, é indispensável chamar a atenção para o que está mal. Já é tempo de acabar com a diplomacia do copo e do croquete. As actividades dos diplomatas que lhes ocupam mais tmpo são as festarolas, aqui e ali, de copo numa mão e o croquete na outra. Recorde-se a tardia e pouco eficiente acção da nossa embaixada no SE asiático por altura do tsunami.
É útil ao País, é um serviço público denunciar aquilo que está mal.
Um abraço
A. J Soares

MRelvas disse...

Efectivamente é necessário reformolar td a administração do MNE.
Concordo que as embaixadas devam diminuir seus custos,mas não a sua eficácia...se é que alguma vez foram eficazes,para lá de darem férias de luxo a embaixadores amigos de quem os nomeia!

Também sei ser verdade que há portugueses que imigram para esses países em busca de nada fazerem e tudo receberem!
Esta é a verdade,conheço casos em que portugueses chegaram a Inglaterra com viagem paga pela companhia e depois alguns piraram-se para Londres,onde andam na prostituição e na droga!

Dói mas é verdade!

O alcoolismo é integrante de muitos novos emigrantes,o consumo de droga.Enfim,o actual emigrante português que aqui em Portugal não aceita trabalhar nas obras,mas parte para o estrangeiro com as exigências tds,tem que se resolver a aceitar as condições propostas.

Por outro lado as empresas que contratam em Portugal os nossos emigrantes DEVEM ser fiscalizadas urgentemente pelas autoridades.

Algumas oferecem 4.000 a 6.000€ mês nas plataformas petrolíferes...este conto do vigário obriga a que os que lá vão candidatar-se deixem 50€ para aguardar por um processo que nunca mais sai...

Só deviam aceitar mediante vagas e não de promessas falsas...

david santos disse...

Victor, este tema é muito importante. Só quem precisa dessa (gentinha) é que pode dar o devido valor ao trabalho deles. Mas, infelizmente, são todos malandros e maus. Certo dia, há dez anos, talvez, estive na Embaixada portuguesa na Holanda há espera de um carimbo que não tardava 5 segundos de tempo, 3 dias. Era para apresentar no tribunal em Haia e tudo caducou. Era um tal (Ferreira), funcionário da Embaixada, mas que nunca aparecia ao trabalho, e o embaixador nunca o vi. Mas isto é uma pequena amostra. Pois nessa altura, um barco grego, comando por um homem português, de Setubal, teve um incêndio, o homem precisava de um carimbo para apresentar o caso ao seguro e teve que ir embora sem ele. Esperou mais de uma semana e não resolveu o assunto. Foi tanto o prejuizo que deu ao Armador, pois um barco de mercadorias tanto tempo parado sem seguir a escala, que o Armador não teve outra justificação perante o seguro, que não fosse culpar o comandante pelo atraso e despedi-lo.
Essa (gentinha) não presta. Aliás, alguns até têm vergonha de falar português.
Um abraço.

Beezzblogger disse...

Amigo Vitor, faço minhas as suas palavras, mas não sem antes dizer que me orgulho de ter na família Emigrantes que de tudo fizeram durante anos para honrar a nossa bandeira, mas felizmente nunca tiveram que precisar da embaixada, porque talvez se viessem a precisar, tavam F*****.

Um Abraço

carnesoliveira disse...

comentar a vida de quem ta ca fora
pois nao teve outra alternativa ,devido as contantes mudancas de governos e de posturas politicas,dos ultimos 30 anos.para quem nao e imigrante sera facil.mas nos imigrantes grande parte isolados e com medo de sair a rua para economissar e mandar dinheiro para a casinha em construcao,sem instrucao dos sequer direitos adquiridos mesmo estando fora do pais,comentarmos ou criticar uma embaixada e dificil,pois se um conselheiro e simpatico, no outro dia a sra da recepcao nao ta nos seus dias.
ser imigrante e dificil pois nao basta a saudade ainda temos todos estes contratempos, mas la vamos trabalhando e sempre com a esperanca que portugal acorde ou ao menos que os governantes tenham um dia formacao politica suficiente para podermos ai trabalhar com a certesa que temos
salario ao fim do mes.

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