08 novembro 2006

Solidão


Solidão não é um sentimento que pertence só a quem afoga o sofrimento numa garrafa, ou espeta uma seringa nas próprias veias, não é tão pouco pertença dos idosos, dos líderes ou de quem quer que seja.

A solidão é uma palavra que toca a todos, pois toda a gente em alguma fase da sua vida já se sentiu só.

Mas a pior solidão é a daqueles que não tendo paz no seu interior, ou porque padecem de algum sofrimento oculto, ou porque têm a consciência pesada, essa,
é aquela que rói o nosso interior e que dificilmente cessa.

Só equilibrando nossa auto-estima e amando cada pedaço da vida mesmo que tenhamos passado por grandes sofrimentos, só assim poderemos ser felizes.

Só assim deixaremos de nos sentir sós, pois a pior solidão é aquela fabricada pelo nosso estado interior.

Quando se está bem consigo próprio e com a vida, apesar de por vezes se estar só fisicamente, nunca mais se temerá a solidão e esta passará a ser uma palavra sem sentido dentro de nós.

É preciso libertar-nos das situações do passado que nos atormentam, perdoando-nos a nós próprios e a quem contribuiu para a nossa dor, pois só assim poderemos ser verdadeiramente livres para pensar e agir, para construir e amar.

.............................

Nem as guitarras acalmam!...

Trinam as guitarras na solidão da noite;
Gemem entoando baladas de nostalgia!
Cai a chuva na vidraça.
Corre a lágrima no rosto sofrido.

Trinam as guitarras testemunhando na noite
a vida do viciado que sonha ser livre;
Mas, com a garrafa afoga o sonho
espeta a seringa e esquece o sonho de ser livre!

Mas a mulher que percorre de noite as ruas
essa, não tem o escape das guitarras.
Perscrutando procura sem parar
percorrendo as ruas da amargura

Pobre viciada na procura da liberdade;
deseja libertar seu coração aprisionado pelo passado.
E enquanto trinam as guitarras na solidão da noite
Como bálsamo para as almas dos viciados

aquela mulher que procura sem cessar
a essa, nem as guitarras acalmam.


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É preciso libertar-nos das situações do passado que nos atormentam, perdoando-nos a nós próprios e a quem contribuiu para a nossa dor, pois só assim poderemos ser verdadeiramente livres para pensar e agir, para construir e amar.

5 comentários:

MRelvas disse...

Cara Alexandra Caracol,bem vinda!

Colocou de início um belo post.A solidão é realmente uma realidade na crise social de cada um e de nós todos!

Libertem-se,libertemo-nos sem medo,sem rancorres,perdoando e lambendo todas as cicatrizes deste nosso Portugal,deste nosso povo,não esquecendo mas aprendendo.

O reconhecer; liberta a alma,os tormentos,dá vida de novo.

Obrigado pelo post,venham mais
Abraço
Mário Relvas

Mário Margaride disse...

Bem-vinda Alexandra!
Tem toda a razão. A solidão, é um sentimento que condiciona toda a nossa vida. Temos que fazer um enorme esforço para que essa solidão se afaste de nós. Mas nem sempre é fácil!
Não é estalar os dedos, e acabou a solidão! Muitas vezes sinto essa solidão. Sei do que falo!
Mas infelizmente, há muitos infelizes, que nuca conseguirão sair, dessa solidão...
Um beijo
Mário Margaride

Abssinto disse...

"É preciso libertar-nos das situações do passado que nos atormentam, perdoando-nos a nós próprios e a quem contribuiu para a nossa dor, pois só assim poderemos ser verdadeiramente livres para pensar e agir, para construir e amar".

...Difícil para quem é amante da nostalgia e para quem recordar é viver. Difícil para quem é português e não sente orgulho, nem estímulo em o ser, para quem o futuro é uma incógnita a preto-e-branco. Redondamos em futilidades para enganarmos a solidão.

A. João Soares disse...

Obrigado Alexandra Caracol,
Convém não confundir Solidão com isolamento. Este é necessário ao pensador, ao artista, ao simples leitor. O isolamento voluntário é enriquecedor, tonifica o espírito, ajuda a equacionar os nossos problemas, assim saibamos raciocinar com calma e lógica fria e desapaixonada. A paixão cega na apreciação das situações, na análise dos dados dos problemas.
A prisão ao passado gera grilhetas viciosas que nos destroem o presente. E é o presente que devemos viver, saborear, com a máxima intensidade, porque o passado já acabou e o futuro poderá nunca existir e, se existir, será na forma de presente. Eu vivo, eu sou feliz, eu estou a olhar as flores... isto é presente, é agora.
Para evitar a solidão de amanhã é preciso hoje lançar pontes para os outros. Ontem encontrei-me com um amigo que não via há 49 anos e de quem encontrei por acaso o e-mail. Hoje ao almoço encontrei-me com oito amigos que não via há um mês, amanhã estarei com talvez uma dezena, que não vejo desde o mês passado. Para combater a solidão é preciso dar um «bom-dia», dizer uma palavra ao empregado, ao vizinho no autocarro ou no combóio, etc.
Porque hão-de ser os outros a virem até nós, se nós não vamos até eles? Não custa muito espalhar simpatia, contribuir para esse bom hábito.
SEjm felizes, AGORA, hoje, maus amigos
A João Soares

david santos disse...

Muito bem, Alexandra. Do ponto de vista teórico, até é muito lindo! Mas prático, é o eras! Quem as tem não lhes pode soprar como quem tira um pó do casaco.
Está muito bem, Alexandra.
Um abraço.

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