04 novembro 2006

Maomé e a Guerra Santa

... parte XV


Rescaldos das invasões

A invasão muçulmana da Síria e do Egipto só prejudicou grandemente os bizantinos. A população cristã que ocupava os territórios invadidos teve motivos para ficar contente com a chegada do Islão. Sem força própria para evitar o domínio árabe e com o poder romano bem longe e incapaz, os cristãos da Síria e do Egipto conformaram-se com a sua nova situação, até porque ela era melhor que a anterior.
Os impostos e restrições a que estavam sujeitos não eram tão maus como os que existiam so o poder Bizâncio. E agora tinham liberdade religosa, coisa que desapareceria de novo caso os territórios voltassem às mãos de Constantinopla. Mas esta hipótese era francamente remota: os árabes estabeleceram desde logo uma força marítima em Alexandria que controlava o Mediterrâneo, outrora sob a influência bizantina.
Os cristão hereges gosavam de dias de paz como já não o faziam há muitos anos. O patriarca jacibita de Antioquia, Miguel, o Sírio, que escreveu sobre estes acontecimentos cinco séculos mais tarde, contemplava com alegria a prosperidade da ocupação muçulmana.
É curioso ver o que pensava este cristão da invasão árabe: "o Deus da vingança, que sozinho é o Todo-Poderoso (...), criou no Sul os filhos de Ismael para nos salvar das mãos dos romanos (...), o que não constituiu pequena vantagem para nós".
Os nestorianos, como hereges, também estavam bastante satisfeitos, como se pode ver pela seguinte frase, da autoria de um escritor nestoriano anónimo: "Os corações dos cristãos regozijaram com o domínio dos árabes - que Deus os fortaleça e faça prosperar!".
continua...

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