11 novembro 2006

Suicídio na Terceira Idade

O que pode levar um idoso ao suicido? De onde nasce a vontade de antecipar a morte, numa fase derradeira da vida ?

Segundo Louise Berger "Ao contrário dos jovens, as pessoas de idade não se suicidam para chamar a atenção, para manipular os outros, ou para pedir ajuda, mas para acabar com uma situação intolerável."

Causas e factores de risco do suicídio na Terceira idade.

Provavelmente a causa ou causas mais relevantes estão relacionadas com doenças ou episódios depressivos, não sendo de desprezar outros factores dos quais se destacam:

. alterações no papel social (ficar desempregado, reformado, perda do poder económico ou estatuto social)

. desestruturação da família (divórcio, morte do cônjuge ou de um parente próximo)

. alcoolismo

. perturbações do foro psiquiátrico (esquizofrenia, ataques de pânico, melancolia,)

. perda das capacidades mentais (perda de memória, sentido de orientação)

. perda das capacidades físicas (doença crónica, dor, perda da autonomia)

. situações de crise pessoal

. factores de personalidade ou hereditariedade (sendo bastante controversos estes últimos)

Sinais de alerta

Um dos factores comuns entre os suicidas é a sua perda de interesse pela vida, o abandono, a incapacidade de fazer frente a pequenas ou grandes adversidades do dia a dia.

"Se a vida não se apresenta como valor, fica sem sentido, deixa de haver razão de viver: por isso a única decisão coerente, seria a de deixar de viver" Aires Gameiro in Suicídio Um só sinal pode não ser revelador de um comportamento suicidário, no entanto no conjunto, alguns destes sinais poderão ser importantes:

. Falar sobre suicídio ou manifestar preocupações com morte

. Discursos de desesperança, desespero ou desanimo

. Perda da auto estima e amor-próprio

. Perda de interesse pela família, vida social, animais de estimação, passatempos, etc

. Descuido na higiene e aparência pessoal

. Cansaço permanente e apatia sem razões aparentes

. Choro frequente e sem razão aparente

. Perturbações de sono e apetite

. Irritabilidade, Ansiedade, melancolia ou pânico

. Abuso de álcool ou medicamentos

. Adquirir produtos venenos ou uma arma.


Fragmento retirado de http://od.projecto.net

Visite: http://violada_mas_nao_vencida.blogs.sapo.pt/5536.html

Alexandra Caracol

10 comentários:

david santos disse...

Cara Alexandra. Tudo isso tem e não tem sentido. Já está cientificamente mais que esbatido. Por exemplo: se uma pessoa tiver constantemente dor de cabeça, pode ter e não ter vontade de tirá-la do sítio. Até os próprios vícios podem ser e não ser infinitos. Nem todas, mas muitas doenças têm cura. Há circuntâncias que sim, levam a esses desesperos e, até, conclusões. Mas a grande maioria, atrevo-me a dizer, mais de 90% dos casos chegam a conclusões normais: pessoas que assim as possamos considerar.
Já agora queria que fosse visitar o "SÓ VERDADES" Boa noite e bom ó ó. Ah, o Só Verdades tem um link na página da Voz do povo ou então link no meu nome dentro da página e dá de caras com o Só Verdades, vá lá ver.

A. João Soares disse...

Parabéns Alexandra por nos trazer este estudo, sem omitir a origem (!)
Num momento da vida da nossa sociedade em que se defende o aborto, impedir a vida a alguém que viria a ser útil à sociedade, não parece «politicamente correcto» preocupar-se com o suicídio de idosos, isto é terminar voluntariamente a vida precocemente quando já nada se pode produzir para bem dos outros!
O próprio Estado, segundo já foi noticiado, está a preparar legislação para o suicídio assistido, traduzido no direito de recusar tratamento para prolongar a vida.
E receio que dento em breve, os governantes, na sua obcecação economicista, entrem em breve na eutanásia (sem consentimento do doente) e até, a seguir, no genocídio dos reformados que adoeçam. Está a ver o grande alívio que isso traria ás finanças do Estado, que ficariam mais libertas para a regalias dos políticos e... dos altos funcionários da RTP!!!!!!!!!
Desculpe estes desabafos irónicos a um tema de tanta actualidade e importância. Mas é preciso acordar as pessoas para os indícios perturbadores que aparecem no horizonte. As coisas não acontecm de repente. São anunciadas por arautos discretos com antecedência.
É aquilo que o Amigo Mário Relvas intitula de AP (Acção Psicológica)

Um abraço
A.João Soares

Mário Margaride disse...

Tem de facto razão, na analise que faz no que aos mais idosos diz respeito.
São essas as causas efectivamente.
Porque quando chegam a uma determinada idade Principalmente a partir dos 50 anos. É muito complicado aceitar uma situação por exemplo, de desemprego.
Só mesmo quem é quase um "heroi"! É que consegue fugir a esss tentações.
Muito obrigada por trazer este texto. Um abraço
M.Margaride.

MRelvas disse...

Cara Alexandra,mais um tema em que está de parabéns.

Só somos gente quando nos preocupamos com os outros,com a VIDA!

A terceira idade,hoje já há quem fale em 4ª idade,devido à longevidade,é vista como uma preocupação económica pelos governantes...será que não vão chegar a esta fase da vida?

As familias são também uma causa de suicidio pelos "jovens mais velhos"...esquecem-nos!

Um tema a merecer muita reflexão e que aqui na voz do povo não tem caído no esquecimento.

Preocupamo-nos com o futuro programado do "Holocausto dos idosos,dos deficientes e dos doentes graves".
""Custam muito dinheiro ao país"" ao contrário dos Jobs for the boys...

Cumprimentos
Mrelvas

JOSÉ FARIA disse...

Amigos, um abraço.
Penso que não faz sentido repetir o que já foi dito por vós.
Posso só (re)acrescentar que os "velhos" são para os nossos eleitos,um incómodo e uma grande perda (de "desperdício") para a política economicista.
São um grande negócio para muitos lares e centros de dia privados.
Podem os páis e avós do nosso país, hoje debilitados, cansados e e às portas do fim da existência, terem feito muito e criado riqueza em prol da comunidade, muito do que ainda hoje continuamos a usufruir... e os políticos também!
Mas estão a receber reformas sem produzirem, sem descontarem, sem serem "úteis".
Para o Estado parece ser um desperdício de muitos milhares sem quaisquer necessidade!
Democraticamente falando, é claro!

Um abraço amigos e
não nos esqueçamos que amanhã vamos ter que pegar na bengala, só que já não teremos forças para lhes acertar...
É melhor dár-lhes agora.
Já fica entregue!
E poderemos morrer descansados porque não ficamos a dever nada!

Até já!

José Faria

JOSÉ FARIA disse...

Ãh! Ia-me esquecendo:
Claro que todos devemos estar atentos aos sinais de alerta do post que nos deixou a nossa amiga Alexandra Caracol.
É que cada vez mais, aparecem mais.
Por falta de humanismo, há tendência que os nossos concidadãos no fim da vida, e sobretudo a viverem sós! apresentem de vez em quando esses sinais de alerta.
E não sabemos nada do nosso dia de amanhã!

Abraços!
José Faria

A. João Soares disse...

O texto é tão sério que merece mais um comentário a fim de salientar um aspecto que não foi realçado.
Tudo o que foi dito se destinou a condenar e lamentar o suicídio e a prever disposições para o evitar.
Ora, isto só está correcto para evitar um suicídio doentio provocado por um desequilíbrio emocional, repentino ou prolongado, que assenta numa visão exageradamente pessimista da situação, de forma pouco racional. Conheço de perto o caso de uma viúva que pensou que ia ficar na miséria com o falecimento do marido, começou a magicar e cortou os pulsos. Depois veio a verificar-se que os herdeiros ficaram numa situação desafogada.
Diferente é o caso de pessoas que se sentem infelizes sem posibilidade de recuperarem o prazer da vida, ou por dor física ou por sofrimento íntimo. A essas não deve ser recusado o direito de acabar com a vida e até lhes deve ser dada oportunidade de o fazerem com dignidade, sem deixarem o chão sujo, nem suspeitas de homicídio que prejudiquem terceiros. A vida é para ter prazer e não deve ser prolongada contra a vontade das pessoas em situação de infelicidade. Viver infeliz só se deve aplicar aos que tiverem sido condenados por tribunal a viver asim!!!
Ao alinhar estas ideias recordo ter lido referências a um livro de cujo título não me recordo que é um autêntico manual de suicídio, com conselhos sobre todos os pormenores a serem seguidos, com respeito ao próprio e a terceiros.
Temas como este devem ser abordados sem preconceitos e olhados por todos os prismas, vistos de todos os lados!
Não se assustem e não vão ver em que alínea me situam. Ainda não estou a planear nada disso!
Um abraço de amizade
A. João Soares

MRelvas disse...

Caro A. João Soares comento o seu comments,acho que o que defende é terminara vida com Honra e com dignidade.
O problema é quando estermos ou não capazes de fazer essa avaliação?Será num momento depressivo?

O meu pai fez anos no dia 10 deste mês,quando lhe dava os parabéns e votos por muitos anos,repondeu-me que só queria viver até aos 75 anos!

Eu sou a favor de uma "eutanásia" assistida e à morte com Honra,mas de lúcida escolha!

Um grande abraço

MR

Edite Vicente disse...

Olá, a algum tempo venho pensando em tirar minha vida.
Sofro de depressão, em tratamento a 15 anos e nada resolve.
Minha vida se resume a meu quarto, num ap de quarto e sala.
Não saio de casa , só em casos extremos, médicos e comprar comida.
Criei três filhos que sequer ligam para saber como estou.
E quando falo sequer ligam, digo meses.
Se eu morresse de morte natural levariam meses para achar meu corpo.
Tudo isto me deixa cansada.
E já não vejo mais expectativa.
Só não tirei minha vida ainda nem é por razão religiosas.
Mas por emputar uma culpa em meus filhos.
Eles me colocaram a margem da vida deles.
E isto fica ainda pior, porque eu abri mão de viver minha vida para cria-los quando o pai os abandonou com 8 meses. e 2 e 4 anos.
Minha filha mais velha sequer liga para desejar feliz Natal.
Mas viaja 1.200km. para passar o Natal com o pai.
Se existe realmente um Deus, eu o acho um grande canalha.
Me deixou cuidando deles sózinha, e agora da ao meu algóz a filha que ele renegou.
Desculpem o desabafo.

A. João Soares disse...

Cara Edite,

Fez bem em desabafar, pois isso deve tê-la aliviado. É pena os seus filhos não terem correspondido com afecto ao esforço que fez para os criar. Talvez da sua parte possa haver gestos de aproximação, que os leve a retribuir e a restabelecer um relacionamento mais amistoso.
De qualquer forma, deve procurar viver, em paz consigo e manter relações com vizinhas, com os empregados das lojas onde vai fazer compras, etc. Procure ser o mais possível feliz com aquilo que a cerca, mesmo que não seja tudo o que mais deseja.
A felicidade depende mais do próprio do que dos familiares e amigos.
Sugiro que visite o blog Sempre Jovens, onde encontrará sugestões que a podem ajudar a viver mais tranquila com o seu problema.

Cumprimentos
João

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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