02 novembro 2006

HAJA EQUILÍBRIO !




Só o equilíbrio nas relações humanas em todas as suas vertentes, favorece o progresso das sociedades, assente no bem-estar, na justiça social, no desenvolvimento da humanidade que a humanidade contemple.
Esse equilíbrio, que não passa de utopia, continua nas mãos dos governos mais poderosos das sociedades mais ricas, que teimam em manter o desequilíbrio, ao explorarem outras sociedades mais fracas, outros povos mais pobres, para se manterem sempre acima, mais ricos e poderosos.
Criam conflitos entre países para manter as guerras das quais são os principais fornecedores de material bélico.

Tudo por uma questão de desequilíbrio, porque haver equilíbrio parece-me utopia. Veja-se até a falta de equilíbrio no núcleo mais pequeno da sociedade: a família! A falta de equilíbrio, de respeito entre homem e mulher, tendo em conta as estatísticas da violência doméstica, da violência conjugal.

Se começassem como eu, que aos dezassete anos já promovia esse equilíbrio entre sexos opostos…
AH! Ah..ah..a...

“Brincar com coisas sérias, também é seriamente preciso!”

José Faria

8 comentários:

A. João Soares disse...

Amigo Zé Faria
Gosto das suas opiniões. Mas esta do equilíbrio é mesmo utopia!!!
O equilíbrio, por definição, é sinónimo de imobilidade, estagnação, pântano, podridão. Tem que haver um pouco de desequilíbrio, para haver movimento e progresso. Se o meu amigo estiver de pé em equilíbrio não se mexe. Mas se quizer dar um passo, tem de provocar um ligeiro desequilíbrio na direcção em que quiser mover-se, e depois ao deslocar o pé vai encontrar outra posição de equilíbrio.
A utopia desejável é provocar pequenos desequilíbrios controlados por forma a que os resultados não fujam do objectivo desejado. O mal é que o ser humano padece de muitos defeitos que dificultam os controlos, e depois surgem as crises. Haja bom senso, critério e comedimento nas ambições pessoais. O respeito pelos direitos dos outros é fundamental. Não convém esquecer que um dos valores da religião cristã é «amai-vos uns aos outros como eu vos amo». Mas aqui a dificuldade é definir quem são os outros. Há quem só considere os amigos, mas creio que Jesus queria dizer cada um dos outros seres humanos, ou talvez até seres vivos.
As ideias são como as cerejas.
Um abraço
A. João Soares

Mário Margaride disse...

Amigo Faria. Concordo com o conceito de equilíbrio que define. Ou seja, uma justiça social mais equilibrada. Onde o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, se dilua progressivamente. Para exctamente chegar-se, ao tal equilíbrio de fala, que não existe.
Ao contrário do amigo João Soares, que tem um conceito de equilíbrio, desiquilibrado. Pois quer que se ponha tudo, apenas num prato da balança. Ora para uma balança pesar correctamente, tem que ter os dois pratos, naturalmente equilibrados.
Um abraço.
Mário Margaride.

JOSÉ FARIA disse...

Amigo A. João Soares, tem toda a razão. O equilíbrio é estático, é parado.
Embora se entenda que pretendi chegar à grande necessidade de haver mais equilíbrio, justiça social digamos assim, na distribuição dos bens necessários e de condições para uma existência digna para todos os filhos de Deus "amando-nos uns aos outros...".

Mas também se entende que quis lembrar o equilibrio que tive de fazer para segurar os meus irmãos, não fosse a vassoura partir(!?

Um abraço amigo A. João Soares e
Obrigado!

José Faria

JOSÉ FARIA disse...

É desse equilíbrio de que falo amigo Mário Margaride!
Não haver uns com tudo a viver dos que sobrevivem à mingua.

Um abraço

José Faria

A. João Soares disse...

Amigo Zé Faria,
Compreendi a sua ideia, mas quiz filosofar acerca de três palavras do seu texto. brincar, utopia e equilíbrio.
A justiça social, a semelhança económica e a igualdade de oportunidades são um objectivo desejável pelos quais devemos lutar incansavelmente. São uma utopia, por isso inatingíveis. E se fosse alcançada deixaria de ser utopia, deixaria de haver necessidade de luta e a vida, em vez de ser um rio de água cristalina e pura, transformar-se-ia num pântano fétido, de apatia, desleixo e indiferença.
Se aplicarmos estas ideias à vida social, verificamos que a decadência de famílias tradicionais deveu-se ao bem-estar exagerado que amoleceu o espírito de luta dos avós e levou à ruína dos netos que apenas souberam gastar o património herdado. As dificuldades aguçam o engenho e a procura do tal equilíbrio que, felizmente, não é atingível.
Se o amigo Zé Faria gostasse de ver um pedaço de madeira como obra de arte perfeita, não retiraria dele a madeira que está a mais à volta da escultura que consegue produzir com o seu trabalho e o seu génio artístico. É ese «desequilíbrio» que produz a arte, que produz tudo o que é belo, harmonioso e valioso na vida, apesar do amor ao pântano defendido pelo nosso colega Mário Margaride. Possivelmente, ele está a confundir o equilíbrio com a harmonia, e esta é realmente importante na vida e na arte.
Parabéns Zé Faria. Peço que veja nas minhas palavras um apoio e um estímulo para continuar, um diálogo «sem equilíbrio» que conduza ao aprofundamento das ideias, para enriquecimento mútuo dos nossos intelectos.
Um abraço de Amizade
João Soares

MRelvas disse...

Caro Faria,não desistamos NUNCA de gritar por um "maior equilibrio" nas realções HUMANAS!
A verdade do país e do MUNDO é doentia.A metalidade das pessoas afunda-se no consumismo e perca de valores humanos reais,sensiveis,sérios,amigos!

Bem haja!

Mário Relvas

A. João Soares disse...

Concordo convosco. É preciso maior equidade, maior sensatez, solidariedade, fraternidade, harmonia... Tudo bem sentido de dentro do coração e sem se confinar nas palavras.
Não esquecer o grande logro da revolução francesa que ficou ufana com três palavras que logo foram espezinhadas à sombra da guilhotina, das +perseguições dos massacres, etc. etc. AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, em reciprocidade, apesar das diferenças de ideais e de crenças.
Só assim o mundo será melhor, só assim os nosos netos poderão ser mais felizes e não dizer mal da herança que os avós lhes deixaram.
Mas o que o «equilíbrio» não seja tanto para não impedir o movimento para um mundo melhor !
Um abraço
A J Soares

JOSÉ FARIA disse...

Obrigado Amigos!
Este bocadinho até que valeu!
Não fosse a descoberta da minha foto no fundo do baú e secalhar nem me lembraria de desenvolver o tema.
Um abraço e até já!

José Faria

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