03 novembro 2006

Maomé e a Guerra Santa

... continuação parte XIII

Crónicas

Depois de três batalhas contra os romanos, os muçulmanos derrotaram os seus adversários. "Assim, quando os lideres da cidade viram essas coisas, foram até Amr e receberam um certificado de segurança de que a cidade não seria saqueada". A essa espécie de acordo que Maomé, o lider dos árabes, lhes tinha ensinado, eles chamavam Lei, e Amr diz em relação a esta: "Quanto à província do Egipto e qualquer cidade que concorde com que os seus habitantes vos paguem o imposto sobre a terra e se submetam à vossa autoridade, façam um acordo com eles e não os maltratem. Mas saqueiem e façam prisioneiros todos os que não consintam com isso e vos resistam. Por esta razão, os muçulmanos mantiveram as suas mãos fora da província e de seus habitantes, mas destruíram a nação dos romanos e o seu general, de nome Marianus. E os romanos que escaparam fugiram para Alexandria e fecharam os portões aos árabes, fortificando-se dentro da cidade".
Al-Baladhuri relata que, no ano diocleciano de 360, no mês de Dezembro, três anos depois de Amr ter tomado posse de Memphis, os muçulmanos conquistaram a cidade de Alexandria, destruíram os seus muros e queimaram muitas igrejas.
"E queimaram a igreja de São Marcos; e este foi o lugar para o qual o patriarca Pedro, o Mártir, foi antes do seu martírio e abençoou São Marcos, delegando-lhe o seu rebanho, como ele o tinha recebido. Assim, eles queimaram esse lugar e os mosteiros em volta".
Quando Amr ocupou completamente a cidade de Alexandria e estabeleceu ali a sua administração, "aquele infiel, o governador de Alexandria, temia que, sendo ele autarca e patriarca da cidade nos tempos dos romanos, Amr o mataria; portanto, ele bebeu veneno de um anel e morreu no local. Mas Sanutius fez saber a Amr as circunstâncias daquele padre militante, o patriarca Benjamin, e como ele havia fugido dos romanos por causa do temor a eles". Então Amr, filho de Al-Asi, escreveu uma carta para as províncias do Egipto, na qual disse: "Existe protecção e segurança para o lugar onde Benjamin, o patriarca dos cristãos coptas, esteja e a paz de Deus; portanto, deixe-o seguro e livre daqui para a frente e que administre os assuntos de sua igreja e o governo da nação".
Assim, quando Benjamin tal ouviu, voltou para Alexandria com grande alegria, vestido com a coroa da paciência.
... continua

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