05 novembro 2006

MALDITA SORTE!

Esta história que aqui vos trago, embora não passe de um retrato ficcionado. Ilustra a realidade de milhares de pessoas sem abrigo. Onde isto de facto, acontece!


Noite fria de Inverno.
Um pobre homem, tremendo de frio, e de fome, corre de lado para o outro, tentando aquecer, os ossos enregelados, e encontrar um pouco de comida. A fome, aperta, nada tem para comer.
Com o frio, as ruas estão desertas, não se vê vivalma. O homem, vai espreitando com desespero, para os contentores do lixo, na hipótese de encontrar, alguma comida, para que possa matar a fome.
Porém…o pobre homem, parecia já condenado. Nada encontrou nos contentores, que pudesse comer.
Desesperadamente! Tenta encontrar um abrigo, onde possa aquecer-se do frio, cada vez mais gelado. No entanto, todos os lugares possíveis, onde pudesse aquecer-se, do frio gélido, estavam fechados. Teve de dormir ao relento.
No dia seguinte, de manhã cedo. O pobre homem…foi encontrado já sem vida. O coitado…morreu gelado.
Maldita sorte!

7 comentários:

MRelvas disse...

Sim é verdade Mário Margaride.Mas muitos dos sem abrigo em Portugal são vítimas das sequelas sociais;droga,prostituição,dívidas,alcoolismo...alguns tinham vidas "materias" boas,mas desgraçaram td!
Lembro que antes do 25 de Abril haviam os albergues...agora o que há?

Individuos que formam associações de carácter duvidoso,porque o estado poem-se de lado nas questões sociais...é isto a democracia?

Cumprimentos
MR

Mário Margaride disse...

É sem dúvida verdade o que diz. Mas não deixam de ser seres humanos como nós. O problema, é que não é só aqui em Portugal! Esta realidade está em todos os países ricos! Como Estados Unidos, Inglaterra, França, etc, etc...
Porque repare bem! Estas situações, podem acontecer a qualquer um. Amanhã, poderemos ser nós, a estar nesta situação. Nunca se esqueça disso!
Um abraço.
M.Margaride

david santos disse...

É uma realidade, Amigo Mário. Realidade que mostra o quanto somos impotentes, mas também, hipócritas. Contudo, nós vamos dando o que temos: denunciamos. Mas os que do ponto de vista material poderiam resolver estes problemas, são um enxame de parasitas, que não raras vezes, encontra nestes problemas sociais, o seu modo de erguer mais alto as suas fortunas.
Obrigado, Mário. A nós resta-nos, tal como o Mário acaba de fazer, mostrar ao Mundo, dos que se dizem humanos, quanto vale esta humanidade...

Ludovicus Rex disse...

Infelizmente uma realidade bem presente nas nossas cidades.
Pergunto eu, a não serem algumas associações de cidadãos a fazer alguma coisa por eles, o que faz o Estado?
Um abraço

A. João Soares disse...

Situações terríveis para aqueles que sofrem estas dificuldades.
Recordando opiniões anteriores de M Margaride, as causas não estão totalmente no Estado. Quem é o Estado? Somos nós, são esses desprotegidos também. John F Kennedy disse: Não perguntem o que a América pode fazer por vocès; perguntem o que vocês podem fazer pela América.
No caso em análise, há, sem dúvida, muitos que foram vitimas de circunstâncias passageiras ou crónicas que não conseguem resolver sem apoio exterior. Mas há outros que nada fizeram para evitar cair neste estado de carência, não souberam gerir os seus talentos (aqueles de que fala a Bíblia). Ouvi na televisão um sem-abrigo que dormia na Rua Augusta, em Lisboa, confessar ter tido uma vida de opulência, principalment depois de ter recebido um elevado prémio do Totoloto, e que gostava de viver na rua, depois de ter gasto tudo.
Como em todas as situações humanas, cada caso tem peculiaridades próprias, diferentes dos outros. Dar esmola a viciados ou incapazes de gerir a vida pode ser um estímulo para continuar a vida de parasita. É preciso que organizações idóneas, devidamente controladas, tomem conta da situação. E, para atacar o mal pela base, reforme-se o ensino, de forma a que cada um aprenda a gerir a vida, a criar meios de vida e a saber geri-los. O maior mal do mundo é a ignorância, a falta de informação, em suma, a falta de formação e curiosidade e vontade de aprender para reduzir as dúvidas.
Problemas que sensibilizam mas que são defíceis de resolver. No mínimo, devems denunciar a existêcia destes casos, a fim de quem de direito (dever), se sentir pressionado para os resolver.
Cumprimentos
A J Soares

MRelvas disse...

Belo A. João Soares.Tal qual...


Um abraço a todos

Mário Relvas

Mário Margaride disse...

Concordo com que existam casos como o que o amigo João Soares descreve. Não os nego! Mas não esses serão porventura a excepção. Porque não só em Portugal, como em todo os países desenvolvidos. Existem muitos seres humanos, que para essa situação foram enpurrados, por multiplas razões! Não pelo alcoolismo nem pela droga. Mas sim pelo desemprego, pelo abandono familiar! Que amuitas pessoas, com uma estrutura psicológica mais frágil, se deixar arrastar para a exclusão. Muitas dessas pessoas, foram no passado pessoas úteis, empreendedoras. Mas por razões vezes, que a razão desconhece...Descambaram para a exsclusão! Oxalá, meus amigos, João Soares, e Mário Relvas. Nunca tenham a infelicidade, de ficar numa situação dessas!
Pois eu não a desejo a ninguém. Quer seja ignorante, drogado, alcoólico, seja quem for!
São todos seres humanos, e merecem a nossa ajuda e atenção.
Nem todos têm a capacidade, de saber gerir, a sua própria vida.
Um abraço a todos!
Mário Margaride.

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