22 setembro 2006

Caixa Geral de Depósitos e S.L.Benfica



Uma coisa que me indigna e até hoje ninguém o referiu, pelo menos que eu soubesse, é o facto de uma banco com capital estatal como a Caixa Geral de Depósitos apoiar financeiramente o Sport Lisboa e Benfica, e até fazer outro tipo de apoios, não falo porque é o Benfica, falaria se fosse o F.C. Porto e o Sporting. C.P., a questão é complexa mas é importante. Aquele banco tem fundos do estado e o estado é um dos accionistas ou seja a Caixa Geral de Depósitos faz parte do património do estado onde estão fundos de todos nós, será moralmente aceitável que o estado através de um empresa com capitais estatais apoie um clube de futebol seja ele quem for? Afinal o estado é adepto do Benfica? Mas o estado não é todos nós? Então se somos todo nós, e falo por min, eu não sou do Benfica por isso não acho bem. Mas os comentadores nem sequer falam sobre isso, o que para min isso é preocupante.
Talvez valha a pena pensar nisto.

5 comentários:

Mário Margaride disse...

Boa tarde amigo RUI! Concordo plenamente. Não faz de facto qualquer sentido, que uma instituição como C.G.D, que por acaso até sou cliente, sendo um Banco púlbico, ande a financiar clubes de futebol! Seja Benfica, Porto, Sporting, ou outro qualquer! É em primeiro lugar, um instituição pública. Logo da tutela do Estado. Não deveria meter-se no futebol!
Mas vivemos num país, onde tudo se faz, muito se fala, e nada acontece!
Um abraço Mário.

Goncalo disse...

A CGD é um banco do qual o Estado é o principal accionista. No entanto, é um banco que dá lucros, bem avultados por sinal, e não prejuízo, pelo que é o Estado que anda a retirar dividendos da CGD e não o contrário. Sendo a CGD um banco que gera lucros, não choca que invista parte desses lucros em marketing, pondo o seu nome num centro de estágio. Partindo desse princípio, também se deveria criticar o facto de a CGD gastar dinheiro em spots televisivos.

José Faria disse...

O Estado e o Capital é quem faz e desfaz e precisam muito do Futebol.

O futebol é o desvio das atenções e das preocupações do povo e da sociedade.
Só os jovens nascidos após o 25 de Abril, ignoram aquela célebre frase que constatava a realidade no tempo da outra senhora, “ O FUTEBÓL É O ÓPIO DO POVO”. Frase tantas vezes proferida e bem aceite por muitos dos nossos políticos no activo, que nasceram para essas funções após a Revolução de alteração do sistema político português.
E muitos desses continuam hoje a chegarem-se para o futebol, para arrecadar a simpatia das massas, e os votos na devida altura.
Se as Juntas de freguesia e as Câmaras Municipais subsidiam fortemente com o dinheiro dos cidadãos essa área do desporto dono das mentalidades, porque razão é que o Estado, o mais interessado na ocupação entretenimento do Zé pagode, e que construiu tantos modernos e luxuosos estádios, não deveria apoiar.
O futebol foi no passado “ópio do povo” para muitos políticos do presente, que hoje se servem dele para se promoverem. E até conseguem estar em ambos os lados ao mesmo tempo. Veja-se o que acontece com alguns presidentes de Câmara que estando em ambos os lados, em ambos os EMPREGOS, falam mais de futebol do que dos problemas de desenvolvimento e ordenamento da sua região administrativa, e dos problemas sócio cultural dos cidadãos do concelho que os elegeu.
Por isso já tudo é possível.
Por isso essa atitude de a C. G. D. financiar o Benfica, ou outro clube qualquer (não ligo a nenhum!) até podia ser assunto de primeira página nos jornais ou de abertura dos telejornais. Se um “bom” jogo estivesse marcado para esse dia e à hora dos telejornais com tal notícia, ninguém passaria cartão ao caso, porque o que importa é futebol e os políticos e semi-políticos sabem muito bem disso, agradecem… e apoiam!

Áh!.. e tantos lorpas acreditaram que os novos estádios de futebol vinham endireitar o país cada vês mais torto! Da.aa.aaa!

A. João Soares disse...

José Faria diz, e confirmo, que o futebol era considerado o ópio o povo. Era a teora dos três FFF. Agora, que estamos em tempos mais modernos, é a heroína ou o extasy, ou outra novidade mais potente.
E os políticos que não andam tão distraídos no seu marketing como andam na gestão da questão pública, aproveitam essa droga para desviar as atenções do povo dos verdadeiros problemas nacionais. E os jornalistas deixam-se arrastar nessa letargia entorpecente. E, desta form, lá vamos gemendo e chorando...

MRelvas disse...

Todos os clubes estão ligados a instituições finaceiras.A CGD tem também interesses no Benfica e na àrea promocional.O Benfica não terá aquelas instalações de borla...Estará concerteza dentro de um "pacote negocial",que se não fôsse com a CGD seria com o BCP,BES ou outro.O que eu gostaria era de ver os clubes desligados da política e vice-versa.
Aqui apoio os princípios de afastamento política/desporto de Rui Rio...a mistura no tempo de Fernando Gomes e Nuno Cardoso era tal...que gera promiscuidade!Aqui em Braga,temos 2 estádios...o SCBraga tem o municipal e o 1º de Maio...é ou não ridículo gerir assim o dinheiro dos contribuintes!Portugal vive acima do seu poder de compra,principalmente no futebol.Quem estiver a mais na política e no futebol deverá ir para a pildra.Quanto mais aqueles que estão a mais nas duas coisas ao mesmo tempo (futebol e política)...2 estádios num concelho super-endividado??!!

Abraço

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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