28 setembro 2006

É imperioso aumentar a competividade


Veio a lume, há dias, a notícia de que a competitividade de Portugal tem diminuído, o que significa que os nossos produtos não têm a preferência dos consumidores estrangeiros, perante produtos afins de industriais de outros países. Portugal vive demasiado apoiado no consumo de produtos estrangeiros, o que torna indispensável um volume de exportações que cubra aquilo que se gasta com as importações, a fim de manter uma balança comercial mais ou menos equilibrada e evite o engrossamento da dívida externa.

Assunto tão complexo não se compadece com palpites de amadores de dedo apontado a este ou àquele sector da actividade económica. Porém, independente de uma análise técnica, idónea e isenta, poderá avançar-se que na base está a qualidade do nosso ensino e a sua ligação às realidades económicas. As grande empresas não precisam de lições, porque dispõem de especialistas, ligados a universidades e institutos técnicos, bem preparados para seleccionarem os objectivos estratégicos de desenvolvimento e criarem produtos inovadores que, em função da qualidade sofisticada e do preço, não têm dificuldade em ombrear com os melhores estrangeiros. Também, a nível de médias empresas, há notícias de vários empresários que estão conscientes do problema e estão a ter êxito em sectores como os do calçado, dos têxteis e confecções, dos moldes, do software, de serviços diversos, etc.

A deficiência do nosso ensino no que se refere à preparação de mentalidade empresarial não estimula a criação de pequenos negócios, mesmo que individuais, não contribui para o cálculo dos riscos inerentes nem para a ousadia de avançar ponderadamente. Há muita gente que prefere viver à sombra do subsídio de desemprego do que criar um negócio por conta própria; há outros que montam um negócio e, como não podem comprar um Ferrari ao fim de um ano, desistem. Há poucos anos, li numa revista que, na Suécia, um estudante de dezasseis anos criara software para empresas, formando uma equipa de jovens informáticos seus colegas na escola e, como tivesse êxito e a procura aconselhava, abriu uma sucursal na Holanda e, mais tarde, em Inglaterra, tornando-se dono de uma multinacional. Casos como este são mais ou menos impensáveis em Portugal.

Há, porém, exemplos positivos que é pena não serem publicitados pela comunicação social. Há 15 anos, soube de um rapaz que passava o tempo no café com uns amigos. Depois de um mês na Alemanha em casa do pai, emigrante, ficou encantado com o que lá viu em jovens da sua idade. Com esse estímulo, criou com os amigos uma pequena empresa de serviços em que cada um fazia sua coisa, electricista, pedreiro, pintor, canalizador, com satisfação dos clientes que viam os seus problema realizados com rapidez: o pedreiro abria o espaço para o canalizador resolver a fuga, depois tapava, alisava, vinha o pintor e pintava, tudo num espaço de tempo mínimo. Em pouco tempo, era indispensável o computador, uma rede rádio (ainda não estava generalizado o telemóvel), uma minúscula frota de pequenas viaturas, e o negócio facturava compensadoramente, ao ponto de um empreiteiro lhes fazer uma proposta de compra da empresa. Venderam e foram criar outra semelhante numa cidade próxima, onde repetiram o sucesso.

Parece que não será estultícia dizer que a solução desta crise de competitividade exige uma alteração das mentalidades apoiada num ensino orientado para a vida prática em que os alunos comecem a pensar em termos de receitas e despesas, de planeamento a médio e longo prazo, de marketing, etc.

Certamente que os países que estão à frente no ranking da competitividade servem de exemplo em todas as actividades que estão a jusante da actividade económica de produção. Não é preciso inventar novamente a roda. Basta olhar para o que é feito pelos melhores e adaptar ao nosso caso.

4 comentários:

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Olá amigo querido!!!

Tenho andado em falta contigo, mas estou sem computador e tudo torna-se muito difícil. Visitar os amigos que é um enorme prazer, fica insustentável... Por essa razão tenho evitado aparecer, mas fico mesmo muito feliz em ler os comentários das pessoas queridas, quando escrevem para mim e tu és uma dessas pessoas, João.

Vim te agradecer em meu nome e em nome do Vasco Oswaldo Santos e Nuno Osvaldo Santos, que estão citados no Lâmina D'Água e que são os autores da próxima exposição a realizar-se em Toronto, daqui a alguns dias. A coleção de fotos do Vasco, é composta em quase a sua totalidade, de registros feitos no Brasil, desde o Maranhão até Santa Catarina e mais precisamente Florianópolis.

As fotos dos Açores que foram postadas por ele lá, no post imediatamente abaixo, ele o fez por eu ter dito que adoro aquelas fotos e por elas fazerem parte de um outro projeto que temos aqui no Brasil, cujo título é "Terras e Águas - Entre o gelo e o fogo" e que ;terá fotografia e pintura, sendo que o pintor é dos Açores.

Ele também é o jornalista e redator chefe da ADáspora e se fores lá, encontrarás várias crônicas, grandes entrevistas e reportagens feitas no Diário de Bordo, com foto repostagens bem extensas e completas dos lugares por onde passam. Vale a pena conferir e se desejares saber mais visite o site. Poderás também saber um pouquinho mais de mim e de onde eu vivo e para isso, bastará ler lá na ADIáspora também:

http://www.adiaspora.com/_port/ola/evento/2006/divino/index.html

Festas do Divino Espírito Santo na Diáspora

Santa Catarina - Brasil
"O mito e o rito nos ensaios da tradição"


E há no site, farto material para te divertires bastante e assim também , terás uma noção bem ampliada de como anda a língua portuguesa pelo mundo.

Deixo-te aqui também, os endereço dos blogs do Vasco e do Nuno. O Vasco tem pouquíssimo tempo para o blog, mas recebe sempre comunicação sobre a postagem de comentários e isso o faz ler sempre. Então é assim:

O Vasco encontrarás em:

http://snottybeaver.blogspot.com/

E o Nuno, em:

http://windowsofdesire.blogspot.com/

Obrigada por tuas visitas João. És sempre muito bem vindo.

Se desejares comentar alguma coisa sobre as reportagens da ADiáspora, diretamente para o redator chefe, poderás faz~e-lo no blog dele.

Te deixo um beijo e meus agradecimentos por te manteres sempre presente. Apareça sempre!!!

Cris

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Acho que o endereço do site não entrou por inteiro e vou recolocá-lo aqui:

http://www.adiaspora.com/_port/
ola/evento/2006/divino/
index.html

Tive de picar em pedacinhos, mas bastará copiar e colar que dará certo!!!

Beijos,
Cris

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

João querido...

eu esqueci de te dizer que liberei os comentários do SILÊNCIO e que já lá estão tuas palavras para todos que desejarem ler. Agora podem escrever e eu responderei quando for possível, pois continuo sem meu computador.

Tens toda razão a respeito das possibilidades geradas pela internet pois são tantas, que podemos planejar uma exposição sem estarmos no lugar. Trabalhamos distantes, mas muitíssimo sincronizados. O programa e os covites para a exposição do Vasco e Nuno, foi todo planejado no Brasil e feito aqui por nós, com projeto gráfico do Felipe, que aparece também nos meus blogs, como fotógrafo e que por acaso ou não, é meu filho.

Obrigada por tuas palavras no Lâmina, ao Vasco e Nuno e eles bem merecem mesmo, por serem pessoas especialíssimas!!!

Beijinhos joâo para teu final de semana!!!

Cris

MRelvas disse...

Olá amiga,nós ficamos com um pouco de ciúme,com tanta amizade para com o amigo Joãpo espero que sobre alguma para nós...

beijinho lâmina d'água (Cris)

Um abraço João

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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