07 setembro 2006

A orígem da humanidade

A origem da Humanidade, é a mais complexa, das complexidades.
Ninguem sabe em rigor absoluto, a sua origem.
Tentamos obter respostas das mais diversas formas, possíveis e imaginárias. Uns buscam nas religiões, sejam elas quais forem...respostas!
No entanto, as tentativas de arranjar uma explicação, no contexto das religiões, para a nossa origem, quem somos, como surgimos?
Não são as mais felizes.
Há porém hoje, uma certeza enequívoca, todos nós sabemos...como se nasce.
Ninguem no seu perfeito juíso, porá isso em causa.
No entanto nas religiões, continuam a querer passar a ideia, que a origem da humanidade simbólicamente ilustrada com Adão e Eva.
Teve aí a origem...o príncipio...!
Ou seja, o primeiro Homem, e a primeira Mulher.
Posto isto, tenho que me interrogar, e eles, como nasceram?
Ainda pegando na teoria das religiões que foi Deus criou o Adão, e com uma costela dele, fez a Eva, ora, racionalmente... não faz o minimo de sentido!
Mas continuando ainda, no contexto religioso, a mesma questão se coloca, quanto ao nascimento de Jesus Cristo!
Que segundo textos Bíblicos, nasceu de uma "virgem," de nome Maria.
Como se sabe, hà 2000 anos...não havia nem fertilização in/vitro, nem bancos de esperma.
Logo, mais outra situação, sem sentido lógico, e racional...!
Naturalmente que através do tempo, foram feitos estudos, investigações, que chegaram à conclusão, que a nossa origem, provém das várias mutações de primatas, que deram origem ao nosso antecessor...o Homo Sápiens.
Que na tradução do (latim significa Homem sábio, Homem racional),disso penso que ninguem tem duvidas.
Há no entanto situações no nosso comportamento, que têm dificil explicação racional, é um facto! Mas nada tem a ver com o "divino ou sobrenatural"!
Mas com a complexidade da nossa mente.
Essa sim, em muitas situações...de difícil entendimento.
Para que compeendam as minhas palavras, e o motivo porque as escrevo, devo clarificar que sou ateu.
Não acredito em religiões, embora respeite quem acredita.

10 comentários:

Rosa Santos ( Lisboa ) disse...

Sr. Mário Margaride, sou já leitora deste blogue, embora não seja colaboradora, e sinceramente acho que não respeita as religiões, senão não colocava aqui este texto... desiludiu-me um pouco, porque até tenho gostado de ler o que escreve.

Zé motorista - Porto disse...

Pois é, mas se o senhor não sabe, fica a saber é possível uma virgem engravidar sem contacto algum com um homem ou os seus gâmetas... veja no manual de biologia do 10º Ano de 1980... como vê a possibilidade existe, aínda que remota.

animadverto disse...

"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas." Penso que esta frase se enquadra muito bem neste início de opinião em relação ao criacionismo. A eternidade de um facto é muito subjectiva (ainda “ontem” Plutão era um planeta; agora se quiser voltar a ser um planeta, bem… está na moda as providências cautelares… pode ser que consiga um recurso…). Ainda para mais, quando esses factos provêm de doutrinas religiosas. Doutrinas essas que apelaram à inquisição sobre descobertas que ponham em causa o dogmatismo da igreja, desde a o mundo ser plano, o Sol girar à volta da Terra, transfusão de sangue iniciada à quase 3 séculos atrás teve que ser abandonada pois era considerada uma heresia (imaginem agora o quanto a medicina não estaria agora avançada se a transfusão fosse considerado um “acto divino”…), etc. “A religião é a neurose da humanidade” (Freud). È completamente inadmissível poder acreditar e ou aceitar o criacionismo como provável acto para a nossa existência. O Homem sempre necessitou de algo para se sobrepor; sempre procurou a imortalidade; sempre procurou actos eternos; não é por acaso que Deus tem a forma de homem; ou pelo menos, toda a gente que idealiza um Deus, dá-lhe a forma de homem. Tudo isto tornou-se possível com o desenvolvimento da massa cerebral, mais concretamente do lobo frontal, que nos deu capacidade para a imaginação, uma maior emoção etc. Do mesmo livro MITOLÓGICO de onde provém a estória de Adão e Eva, também provém os mil anos de Noé… Para não falar também nas evangelizações que por lá andam escritas “E todo aquele que escandalizar um destes pequenos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe atassem a roda do pescoço uma nó de atafona, e que o lançassem ao mar” (Marcos, IX, 42) – evangélico? etc. Já para não falar neste dogmatismo incrível: “Se alguém me quer seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”- Estranho… quando se faz o homem à imagem de Deus e depois ele diz para nos negar-mos… etc. É um tema infelizmente muito vasto. Poder aceitar o criacionismo vindo de uma doutrina que valoriza o pecado é na minha opinião um acto ridículo, anti ciência, um dogmatismo medieval. “Só acredito num Deus que saiba dançar!” (Nietzsche). Palavras de um ímpio…

MRelvas disse...

Todos nós temos que ter FÉ.Acreditar em algo...era um tema que nos levaria a uma discussão plena e revigorante neste nosso blogue.Aceito a sua posição de ateu,caro Mário,no entanto não é a minha.
Confesso que com as desilusões da vida,com o saber dos anos, quertionamos tudo...interrogamo-nos muito por que acontecem estes "fenómenos" de crispação mundiais.Se lermos a Bíblia encontramo lá respota a muitas das qustões que colocamos e até muitas "previsões" com a antecedência que aqueles escritos têm.
Hoje se pusermos os olhos no povo,perdido no facilitismo,no consumismo, vemos que os ideais Pátrios também se perdem com a falta de Fé.Agora se foi a costela de Adão ou a maça de Eva,caro Mário é pouco relevante.Disse que era ateu,está no seu direito,mas não o disse porque o afirmava.Foi sempre ateu...ou desiludiu-se com os homens que anunciam a Fé?
Um abraço
MR

animadverto disse...

Se a FÉ fosse administrada em nós próprios…. Se o acreditar em algo, fosse acreditar em nós próprios… Está escrito na bíblia (livro mitológico no qual se encontram certos aforismos para determinadas vivências da existência do homem, tal e qual, a Ilíada de Homero, Manuscritos do antigo Egipto, Sun Tzu, etc.) que nos devemos negar a nós próprios para seguir a doutrina religiosa, seguir um Deus. Esse Deus que segundo reza a estória, moldou o Homem à sua imagem. Então como pode ser possível, ele nos pedir para nos negarmos? Deus, qualem paulos creauit, dei negatio. (O deus, tal como Paulo o criou, é a negação de Deus.). Um bocado totalitarismo… “Quantos dedos vês aqui Winston? (tinha 4 dedos) … Vês 5 dedos Winston. Tu vês aquilo que o Estado quer que vejas.” (1984, George Orwell). Na minha opinião, não me é possível poder acreditar e aceitar dogmatismos impostos pela igreja, que estão escritos num livro mitológico. Escritos esses, que foram propositadamente escolhidos pela igreja em detrimento de outros… Um pouco de doutrina medieval, acolhida por povos escravos, na qual as suas mentes já estava tão frágil, tão desgastada; a sua personalidade, o seu Ego já estava tão arruinado, que naturalmente necessitaram de se sentir protegidos por algo transcendental. Se na vida eram desprezíveis, então teriam que encontrar algum refúgio. Nada melhor do que a “terra eternamente prometida”, o Além… o Paraíso, onde seriam recebidos de braços abertos, espectadores atentos da última ceia diariamente. E quem é que se aproveitou disso? Os oportunistas. Transformados em sacerdotes, idolatrados como conhecedores de Cristo ou outros deuses. Transformaram esses pensamentos em leis… a desobediência à lei, era uma desobediência a Deus, o chamado “pecado”… No qual só o sacerdote pode salvar. No qual podemos afirmar que o “sacerdote vive do pecado.”. Infelizmente para que a fé seja a administrada em nós próprios, se nos tornássemos deuses de nós mesmos, se acreditássemos em nós, se assumíssemos a própria culpa, era necessário um niilismo totalitário, intransigente para a humanidade. “Infelizmente, muitos desconfiam do seu espaço, suspeitando ao mesmo tempo, a sua própria existência, o seu próprio pensamento. Humpty Dumpty moldou-se, correndo o risco de cair e deformar-se para sempre. Talvez seja esse, a causa para tal desconfiança, o risco de cair, de deixar de ser quem julgam que são; aceitando uma (in) existência até ao navegar no rio Letes.” (Lexlociactus.blogspot.com). O conhecimento próprio é uma metamorfose. Um dia somos larva, acreditamos que somos, escrevemos sobre isso e no dia seguinte acordamos com asas, com cores belas e radiantes. È natural que a humanidade necessite de algo “certo” para seguir. Um mundo transcendental. A terra prometida.

MRelvas disse...

Não há "verdades absolutas",até factos são contestados...por isso,apenas posso respeitar a sua opinião,contrapondo a minha muito modesta e humilde. Caro "animadverto".Já agora em que acredita...para lá das citações?Eu tinha perguntado se não acreditavam em algo transcendente...pelo menos, ou se não acreditavam nos homens que preconizam os auto da anunciação da Fé.A FÉ não é linear caro amigo.Quando ecreve acreditará em algo...em quê,se não houver uma Fé porque escrevemos...como crentes do nada,nada há a dizer...
humildemente!
cumprimentos

A. João Soares disse...

Não é agradável entrar em polémicas sobre questões religiosas porque, normalmente, depara-se com barreiras de fanatismo e de fundamentalismo difíceis de ser amenizadas. As guerras de origem religiosa, são muito mortíferas e duradoiras, e há todo o receio de estarmos a entrar numa. Não sou ateu mas não pratico qualquer religião embora tenha recebido preparação católica e tirado recentemente dois cursos de Bíblia por correspondência. Aceito os preceitos positivos de qualquer Deus, considerando no entanto que creio num Criador Único, no bom sentido ecuménico.

Quanto à origem do ser humano aceito as explicações da ciência. O Adão e a Eva são uma criação do ser humano, como todas as religiões, na ausência de explicações científicas para responder às dúvidas dos pensadores antigos. A Bíblia não deve ser interpretada à letra. Se assim a interpretássemos ficaríamos espantados por encontrar aparentes contradições como, por exemplo, a parábola dos talentos em que parece ser feita a apologia do lucro capitalista, e a frase que diz que «é mais fácil passar um camelo pelo furo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus». Porém, esta aparente contradição esbate-se se interpretarmos a parábola como um incentivo à aplicação plena às nossas tarefas de todas a capacidades, competências e talentos, do que resultará como prémio o êxito. A frase do camelo é a condenação do apego exagerado às coisas materiais, da ambição cega pelos bens efémeros e de ostentação, quando a felicidade, pelo contrário, provém de pequenas coisas e gestos de âmbito muito pessoal .

A fé é um sentimento individual e, sendo Deus único, e aceitando a frase «amai-vos uns aos outros como eu vos amo» não devemos ter ódio ou aversão aos ateus e aos seguidores de Deus sob outras designações. E o Amor a qualquer dos outros significa Paz e ausência de guerra, ódio, aversão, exclusão.

MRelvas disse...

Concordo plenamente,mas não falo só na Fé católica,pergunto se há outros tipos de Fé...Quanto aos que professam ou não alguma religião,comentar e procurar compreender é a missão da crítica,talvez um pouco mais difícil por ser escrita e não dialogada.Eu respeito todas as religiões,todos os partidos,todas as cores,extratos sociais,sexuais...Só não respeito quem ignora os outros,desiste dos seus desígnios,é corrupto ou entra em jogos de bastidores.Aqui no Blog,apear de sermos uma micro-sociedade não há guerras,poderá haver opiniões diversas que contribuem para um melhor entendimento e comunhão de amizade!

Cumprimentos

animadverto disse...

Um dos significados de fé é confiança. Muito resumidamente, o que escrevi, foi, como é possivel termos confiança num Deus ou religião que nos diz para nos negarmos? O importante em termos de fé, é a concretização de uma evolução de conhecimento próprio. O acto de confiar em nós. Mas tal como disse no post anterior "O conhecimento próprio é uma metamorfose. Um dia somos larva, acreditamos que somos, escrevemos sobre isso e no dia seguinte acordamos com asas, com cores belas e radiantes. È natural que a humanidade necessite de algo “certo” para seguir. Um mundo transcendental. A terra prometida.". Por isso quando escrevo, ou realizo qualquer acto, tento ao máximo acreditar em mim e não em algo para além de mim. Mas em termos gerais, no contexto da humanidade, no qual claro eu estou incluido, torna-se muito complicado; pois o acto de fé, de confiança em nós próprios, assume-se quando tivermos o conhecimento próprio, a avocação de uma culpa intima. "só Deus em mim se opõe a Deus" (Carlos Amaral Dias).
è a minha opinião e aceitação sobre os factos, mas claro "não há factos eternos, nem verdades absolutas"(Nietzsche). Caso de Plutão é um exemplo dos mais recentes...

Cumprimentos

MRelvas disse...

Bom tema...Um abraço livre e pensante a todos!
MR

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