25 setembro 2006

É uma vergonha nacional!


Vejo muita gente preocupada, com bem dizer e mal dizer, dos actos dos governantes.
Como é caso do nosso amigo João Soares.
Curiosamente, não vejo essa preocupação em relação aos empresários do sector privado!
Porque será?
É estranho não é!
Pois é!
É que não nos esqueçamos, que são os empresários, que gerem as empresas que vão à falência!
Ou que desviam o capital que deveriam investir nas empresas, para derreter nos casinos e outros fins, descapitalizando as empresas!
Declarando depois, situação económica difícil dessas mesmas empresas.
É evidente que não são todos!
Mas podem crer que há muitos!
Obrigando os trabalhadores a aceitar as rescisões amigáveis, e a ir para o desemprego!
É uma prática comum.
E não vejo ninguém preocupar-se!
Só se preocupam com as acções dos governantes.
É que esses milhares e milhares de trabalhadores, que enchem os centros de emprego, são oriundos dessas empresas privadas, não são funcionários públicos, que estão no desemprego!
Não é admissível!
Que muitas e muitas vezes, e digo mais uma vez, com conhecimento de causa, têm uma carteira cheia de encomendas e fecham as portas!
Não é estranho, que declarem situação económica difícil, ou falência?
Isto, é que deveria ser alvo de investigação por parte das autoridades.
É uma vergonha nacional!

12 comentários:

MRelvas disse...
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Mário Margaride disse...

Pois é meu amigo! Diga-me onde anda a industria? Isto não é demagagogia, é a realidade pura e dura! Simplesmente alguns...perferem não falar dela. Os milhares de desempregados também são demagogia? Vê lá algum funcionário público? Não vê! Ou será que o amigo Relvas, Vive em Marte? Deve ser!
Devo dizer-lhe. que não pertenço a nenhum partido político, nem de esquerda nem de direita. Sou simplesmente português. Em democracia...respeita-se as opiniões diferentes, não se insulta. Não aprendeu isso?
Um abraço

A. João Soares disse...

Já que cita o meu nome, quero esclarecer que nenhum patrão de empresa assumiu perante mim e os outros cidadãos qualquer compromisso. O mesmo não acontece com os políticos eleitos que, ao assumirem funções, prestam um juramento.
Os patrões têm por objectivo obter os melhores resultados do seu negócio. Se há desvios de dinheiros e outras ilegalidades, é por deficiência dos homens do poder que não fiscalizam e penalizam esses procedimentos.
As minhas críticas dirigem-se sempre aos homens do Poder sejam de que partido foram. Tenho cópias de lindas cartas em que criticava aquele bebé prematuro que foi maltratado pelos irmãos e amigos que lhe davam pontapés na incubadora! Recorda-se?
Dos políticos espera-se que cumpram o seu juramento público de que resultaria o aumento de bem-estar e da segurança do povo.
Penso que a voz do povo, quando se libertar das amarras e do medo, levantar-se-á, em peimeiro lugar para verberar os seus eleitos que se esqueceram do seu juramento e dos interesses nacionais.

Rui Tulik disse...

Sem dívida amigo Mário, concordo plenamete continuo com a minha ideia, dizer bem os politicos e outras pessoas já o fazem para incubrir as coisas menos boas, e estamos aqui para desvender SEM AMARRAS essas atitudes que eles escondem com as poucas atitudes boas. Isto sim é serviço público

MRelvas disse...
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A. João Soares disse...

Caro Amigo Relvas
Compreendo a sua decisão. Já estive para fazer o mesmo ao sentir as amarras de me enviarem para... os malucos do riso!!!
Mas peço que reveja a sua decisão. Um Comando faz falta em qualquer parte onde se pretende excluir a censura e a ditadura. Saíndo os que aceitam as opiniões dos outros isto transforma-se num grupo coral, muito afinadinho, sintonizado pelos intolerantes que embora digam o contrário, pretendem amarrar os que pensam de forma diferente.
De qualquer forma, conte sempre com a minha amizade e consideração e utilize o e-mail sempre que desejar.
João

José Faria disse...

Por falarem em funções públicas, políticos e eleitos, deixen-me desabafar versejando:


Da função pública são os governantes,
Os políticos de públicas funções;
Os autarcas eleitos por votantes,
Que à bolsa nos apertam os cordões.

Informações, mentiras divulgantes,
Dão ao povo as culpas e razões;
Dificuldades, desemprego galopantes
São dos públicos nas suas funções.


Sempre o bode expiatório, como dantes,
Recai nos servidores, nos cidadãos;
Que cumprem, trabalham, são constantes
Com finanças de tantas retenções.

E os gestores e políticos tão amantes,
Que à causa entregam corações;
Serão honestos e mais executantes,
Se também lhe apertarem os cordões!

david santos disse...

Ó José Faria! Onde tem andado? Está boa!.. Esta sua nova veio-me afastar cá do ambiente. Anda assim não sei como, não acha!? Ou será do clubismo?
Tem que aparecer mais vezes...
As suas saídas dão mais ânimo.
Um abraço, amigo, adorei aquela sua sinfonia poética.

David

José Faria disse...

Olá David Santos!
Eu bem gostaria de aparecer mais vezes. Mas só me irá compreender se lhe disser que por vezes tenho a sensação que também sou um gatuno da sociedade(!?) e sabe porquê?
É que aos 11 anos já andava a trolha nas férias da escola primária. Aos catorze quando acabei a primária lá fúi e para a gamela, da massa à cabeça a cairme pelas orelhas abaixo. Eramos 9 irmãos, muitas bocas a alimentar. Felizmente nessa altura(porque hoje é infelizmente!) entrei como paquete para a segurança social(12 casas no Porto) fúi contínuo, fúi arquivista, escriturário dactilógrafo, estudei de noite e trabalhei de dia. Cheguei a administrativo. Não passei do nono ano porque a Revolução de Abril me segurou.Mas ainda hoje faço um pouco de tudo, até de contabilista e de tesoureiro e nunca tive formação para isso na Função Pública, mas vejo-os a passar e a passar em formações e mais formações. Para quê? Eu não precisei, ou melhor não deu, ou não calhou. Mas desenrrasco-me até nessas tarefas nos meios informáticos. É o meu dia a dia num servíço que é sempre para ontem. Já deveria estar feito. E lá vem mais um caso urgênte! E tenho que cumprir, até para além do horário de trabalho se for preciso.
Ora, já tenho 52 brekes, e entrei com dezasseis, depois da trolhice.
Não acha que é de ficar com os neurónios estragados de vez enquando e sem cabeça para opinar e comentar, com os sucessivos e diários remendos, inovações, invenções e reformas da Administração Pública, sempre direccionados para as culpas seus trabalhadores? Se a opinião pública anda intoxicada com tanto martelar nos trabalhadores da Administração Pública. (Onde há malandros como em todo o lado!)Como acha que eu me sinto enquanto cidadão como todos neste país?
Por isso as pausas, ando f...
É frustante!
Um abraço!
José Faria

david santos disse...

Ó José Faria, José Faria! Bem! Só lhe vou contar um pouquito de como a minha vida foi igual à sua. Primeuro, 12 irmãos, já estou à sua frente, não é mentira. Segundo, para que o Faria não se lamente, já tenho mais dez que o meu amigo, mais uma vitória para o meu lado. 2-0 a meu favor. Vou fazer uma pausa. Isto custa ou melhor, costou. Terceira, quando entrei na instrução primária, de manhã ia para a escola, de tarde endireitar pregos, ou vice versa, meu pai era sapateiro. 3-0. Aos doze já trabalhava numa fábrica a fazer sapatos. 4-0. Aos dezasseis, já rapazito meio esfomeado, ia trabalhar durante o dia e à noite para a Escola Industrial de Oliveira de Azemeis. Aqui consegui fazer o segundo cíclo, entrtanto fui para a guerra, Angola. 5-0. Já em Angola, lá com algumas amizades, fiz o 7º ano dos Liceus, neste caso, acabei o chamado agora ensino segundário. Acabei a tropa, nem vale a pena contar o que aquilo foi, e voltei para Portugal. 6-0 Eu não sei se já são seis se são sete, mas não interessa, eu sei que vou ganhar! Já cá, em Portugal, o meu irmão mais velho, que entretanto montou uma fábrica de calçado, deu-me trabalho para eu trabalhar ao Sábado e Domingo, mas paga-me os estudos para eu fazer o que mais gostava: contabilidade. Daí fui para o Porto, antigo ESCAP e formei-me em contabilidade. Aponte o Faria o resultado porque vou a ganhar com muita vantagem. Mas há mais. Após acabar o Curso e fui trabalhar para a CNA. Não contente aqui, onde já ganhava muito bem, pois até comprei um MINI, AUSTIM, está a ver, não está? Está que eu sei! Adiante, já me perdi, mas vou fazer outra pausa. Ah, já sei, fui trabalhar para a NESTLÉ, AINDA NO TEMPO DA CONTRIBUIÇÃO INDUSTRIAL, letra grande, letra pequena, estou baralhado. Naquela Empresa, pois facturava mais de 2.000.000 por ano, fui inscrito como técnico ofial de contas. Bem, aí, se já ganhava bem, mais vim a ganhar. Estou a cansá-lo, não estou? Tenha paciência! Certo dia, um Domingo, à tarde, fui passear até São João da Madeira, apareceu-me lá uma rapariga sem jeito nenhum, perguntei-lhe se queria casar comigo e záz! Ela quis. Ainda hoje aturo aquele estafermo, vela lá! Tantos anos... Já casado, com três filhos, por acaso não sairam melhor que a encomenda, estãona medida certa. Ó menos isso! Ah, como eu ia a dizer: já casado, deu-me na cabeça e tirar um curso de computadores para o Porto, Universidade Católica, mas à noite, depois do trabalho. Mas aqui não havia problema, apesar dos três filhos, eu tinha possibilidades. Depois, como só precisava de um ano, fiz o curso de economia. Após o fim deste, fui dar aulas por esse mundo fora, desde da RÚSSIA, HOLANDA, NORUEGA, ANGOLA, SENEGAL, GUINÉ-BISSAU E mais lados, ainda daria mais umas linhas, mas em frente. Depois reformei-me. Eles querem que eu continue a trabalhar, mas era o que faltava, com tanto desemprego e andava eu que fui criado no meu da pobreza a roubar o trabalho a outros, que trabalhem eles (...) não acha? Mais tarde, já andava nos 50 e... não digo para ninguém saber a minha idade, tirei outra licenciatura em Literatura e Língua Portuguesa, não escrevo nada bem, mas em frente. Agora estou reformado, já disse isto, mas em frente, estou a fazer um douturamente e Literatura e em vários crioulos. Mas não acaba aqui. Nunca bati em nenhum dos meus filhos, nem uma chapa. Tenho dois netos, um de oito anos e uma de uma ano. São a minha alegria. A mulherada está sempre a ralhar com eles, mas eu!? Nunca! Adoro-os. Havia mais umas coisas. Paciência, havemos de nos voltar a encontrar. Ganhei a partida, não ganhei, amigo José Faria. Grande derrota acaba de apanhar.
Até sempre amigo.
David Santos

José Faria disse...

Boa! Boa! Boa Davd Santos! Claro que me elevou o ãnimo. Então com toda essa vida, essa luta, corrículo e história, até me apetece metei no meu Austim Mini, escondidinho!
Gostei muito, Obrigado!!
E um abraço de reconhecimento e PARABÉNS!

MRelvas disse...

Caro João Soares,agradeço-lhe a sua muito grata opinião.Hoje é dia de homenagem a Jaime Neves (veja em arômas de Portugal...

Já muitos me disseram o mesmo e através de e-mails me têm feito chegar a sua opinião.
A todos agradeço,como já agradeci ao Victor Simões,incansável moderador e webmaster deste blogue.

Quero enviar um abraço a estes dois exemplos da realidade da vida,José Faria e David Simões (um Comando de 1966)!Senhora Rosa esperoque seu filho leia estes exemplos para ver se escolhe o caminho da vida.

Um beijinho para si cara Rosa e diga ao seu estimado filho que passe por este blog,veja também o arômas de portugal,comente e estamos cá para o que for necessário.

Abraços a TODOS!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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