16 setembro 2006

A VOZ DO POVO

A VERDADE DELES.

Um dos capítulos mais importantes da história americana é o que se refere aos seus estadistas, empenhados na luta por um ideal comum: a liberdade. De Roger Williams a Franklin Delano Roosevelt, os grandes homens públicos norte-americanos - com raras excepções que confirmam a regra - bateram-se pelo princípio de que a todos os homens cabe não só o direito à liberdade, mas também o dever de proteger a do seu semelhante. Cada um destes estadistas contribuiu com traço definido para a formação de um espírito nacional de tolerância corajosa e optimista. Whigs ou federais, republicanos ou democratas, (e os outros?), os orientadores do pensamento político norte-americano mostraram sempre um decidido pendor contra a opressão e favorável à justiça. Inspirados por um evangelho americano, (americano ou britânico?), gravitavam em torno de um único objectivo: transformar o país (país de quem?) num campo experimental progressista de cooperação, social e religiosa. Cada um deles tentou, a seu modo - mas todos eles à maneira americana (eram ingleses, não eram americanos, garanto!) - encontrar a solução do eterno problema suscitado pelos filósofos: a união armoniosa da Humanidade. A sua preocupação primordial foi fazer dos Estados Unidos a primeira nação internacional do Mundo. (porque não uma colónia britânica?) Enquanto eram ditas estas palavras, algumas das mais lindas que o ser humano algum dia viu ou ouviu, os verdadeiros americanos, os índios, estavam a ser assassinados até à extinção.
O que lhes devemos chamar?

3 comentários:

MRelvas disse...

Caro Victor Simões,viva!

Retiro-me porque não tenho acesso.


Cumprimentos e abraços a todos!

MRELVAS
Desculpem!

A. João Soares disse...

A históra do coloialismo tem casos muito pouco humanos, e o que é mais desagradável, eram apoiados pela religião que incitava a combater os inimigos da fé, os infiéis. Essa raiva aos seguidores do Deus Criador único quando este é referido por um nome diferente, tem sido a origem de graves conflitos, sempre muito sangrentos e duradouros. Ainda agora, Sua Santidade meteu o pé na poça, ao referir-se de forma deselegante ao Deus único dos muçulmanos, coisa que o Papa anterior não faria, pois tinha preocupações ecuménicas. Receio que esta atitude infeliz de Bento XVI possa atiçar a chamada guerra de civilizaões ou de religiões há muito anunciada. Esqueceu-se que Cristo aconselhou a amar os outros como a si próprio. E os outros devem ser todos mesmo os que pensem e rezem de form diferente.
Mas, voltando à perseguição dos índios americanos, recordo a extinção dos nativos das colónias espanholas da América, onde os masacres foram brutais, não havendo hoje praticamente descendentes na Argentina, onde a operação de limpeza foi quase completa, e a população passou a ser descendente de espanhóis, ingleses e alemães.
Dos colonizadores, talvez Portugal tivesse sido o mais miscegenador e humano e pouco ou nada explorador, do que resultou não termos ficado ricos e perdermos a posição mundial que chegámos a ter.
O ser humano nunca foi perfeito, e temos de viver no meio da imperfeição, qu devemos tenuar, num esforço continuado e perseverante. Refiro-me a cada ser humano, investidos de mais responsabilidade, aqueles que têm mis poder, como o Papa e os governantes.

david santos disse...

Boa tarde, Mário.
Mas, o meu objectivo, ainda que não estivesse contido no texto, "A VERDADE DELES", era compreender o antiamericanismo existente em tantas bocas. Não é que os não respeite, longe de mim, aliás, não seria capaz de viver sem os considerar pela positiva, é meu apanágio gostar das pessoas. Mas como o Mário confirma, os portugueses estiveram muito mais tempo por lá, pela colonização, claro está, e não são donos de nada. Nem chamamos aos verdadeiros donos de antiportugueses. Daí a minha interrogação: "país de quem?"
É evidente que são americanos, não há dúvida, nasceram na América. Mas não podem atirar para trás das costas a sua origem. Sabe, amigo, Mário, eu sou o autor da quadra que se segue: toda a terra é minha terra, embora não tenha nenhuma, se acabarmos com a guerra, temos toda e mais uma: PAZ
Tendo eu este preconceito, jamais concordarei com donos. Logo, com antis isto ou aquilo. Acho este termo arrogante. Em tempos, como o Mário sabe, quando alguns desargumentados ficavam despidos de bases para combater edeologicamente o seu opositor, logo - és antiprimário, só anti e anti, mais nada. Mas atenção! Eu faço críticas, não condeno. Era o que mais faltava!
Um abraço, amigo.

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