29 setembro 2006

Igualdades distintas

A nossa insatisfação pessoal, por vezes leva-nos a um desgaste emocional deveras preocupante, em função deste problema visualiza-se a falta de compreensão. Se a fé se tornasse única e exclusivamente a um só Deus, então talvez pudéssemos deixar de ser tão fundamentalistas, por ora esquecíamos o egotismo.
Costuma-se dizer que” de boas intenções está o inferno cheio”, esta é as únicas certezas que temos num mundo onde a singularidade já começa a ser uma constante. É muito simples o que aqui quero dizer se resume numa única palavra o “EU”.
As palavras por vezes são mal interpretadas e o sentido delas deturpado, o que leva inúmeras vezes à falta de entendimento.
Chega de hipocrisias!
Para onde caminhamos nós?
Entre tantas diferenças ainda continuamos a sonhar que somos todos iguais. Então esta é uma igualdade muito distinta...
Olhem para o nosso país, conseguem definir um rumo?
Agora olhem mais adiante, em volta do mundo, conseguem ver o que se aproxima?
Quando iremos aprender que somos todos parte integral de uma única consideração “dignidade de viver”.
É isto que me leva a pensar, sim porque eu também penso. Se não jornadeamos de novo para o tempo da Idade Média:

“Os clérigos tinham como função oficial rezar. (Na prática, exerciam também grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação total entre a religião e o estado era desconhecido.) ”
“Os nobres tinham como principal função guerrear, além de exercer o poder político sobre as demais classes.”
“Os servos, trabalhadores constituídos pela maior parte da população camponesa, estavam presos à terra e prestavam serviços aos nobres, pagando diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de protecção militar.”
Talvez serei chamada de caricata, ou talvez não!
Conceição Bernardino

4 comentários:

José Faria disse...

Conceição Bernardino, tem toda a razão!
Devemos saber ouvir e ler, saber entender a forma de ser e viver de cada cidadão, esteja ele em que parte do mundo estiver. SOMOS DA MESMA ESPÉCIE! E o habitate também faz o homem, o animal humano!
Como tal temos a responsabilidade de tentar perceber, compreender e aceitar o nosso semelhante, consuante a sua "latitude temporal e espacial" onde se encontra.
Penso que só nos aproximariamos mais dos consensos sociais se a globalização fosse entendida por ficção ou realidade como um todo. Que o país fosse o Mundo onde vivemos e moramos. Mas não é assim.
(Por isso diz que continuamos a pensar que somos todos iguais!)
- Nunca fomos desde a pré-história!
O grande mal que conmtinua a separar e a criar confrontos , conflitos e guerras entre os seres da nossa mesma espécie, está na grande divercidade de crenças, de fé, de religiões e políticas sociais. E estas diferenciações, de ontem, de hoje e que continuaram a persistir, continuarão pela sobrevivência dos média que querem sobreviver independentemente de prestarem um melhor ou pior servíço à humanidade.

Desculpe lá Conceição Bernardino, até parecia um filósofo e não passo dum "borra botas que não tem onde cair de morto" como se costuma dizer.
Só tenho o nono ano de escolaridade feito à noite , porque de dia trabalhava, mas achei por bem opinar.
Pior seria continuar a responder ao que ainda hoje acontece: Trabalhar, trabalhar e ao domingo ir rezar. Agradecer por ser humilde e trabalhador!
Compreendo que me possam ver como um "forreta" mas mesmo assim assumo a responsabilidade umilde de dar o meu contributo, a minha opinião.
Quem mais não sabe, nada mais pode dizer ou opinar.
Este é o meu parecer de acordo com o meu saber.

A. João Soares disse...

A colega Conceição aborda de forma interessante o tema da «igualdade desigual», orientando a argumentação para aspectos religiosos. Mas o fenómeno não se confina a estes limites.
O ser humano, embora confesse desejos de igualdade, depara-se com profunda insatisfação, incompreensão dos outros e intolerância de tudo o que não se enquadra no seu esquema racional e afectivo. O egoísmo prevalece e origina radicalismos e fundamentalismos e, em vez de igualdade, há o desejo de aniquilar aquele que sobressai, que se distingue pela positiva. É a inveja a que Camões deu realce fechando com esta palavra os Lusíadas.
Não somos iguais, a não ser perante a lei mas, mesmo aí, esta, na prática, não é igual para todos – há quem possa viajar a mais de 200 Km/h e fique impune. Cada um é igual apenas a si próprio e só num mesmo momento porque, com o tempo, vai ficando diferente.
O problema religioso é muito complexo e de difícil abordagem, por haver obstáculos que impedem os crentes de aceitar análises racionais que afectem a sua fé. Mas não podemos deixar de constatar, por exemplo, que nas civilizações grega e romana, eram adorados vários Deuses, um para cada actividade da Natureza e do homem. Depois apareceram as religiões monoteístas. Será que se caminha para um Deus único adorado por todo o Mundo? O homem antigo mostrou capacidade de melhorar a sua criação do factor religioso, e o moderno, possivelmente fará mesmo.
Porém, as circunstâncias actuais mostram não haver razão para grande optimismo no sucesso de qualquer movimento ecuménico, por mais positivas que sejam as intenções. Amai os outros como a vós mesmos, aplica-se na prática aos outros crentes do mesmo Deus e não aos outros seres humanos em geral, que são classificados como infiéis, etc.
Continue a escrever os resultado das suas cogitações, o que é bom para si e para quem a lê.
Um abraço

MRelvas disse...

Cara Conceição respondo com o tema acima,Amar...amar!

Um beijinho e obrigado pelos seus temas

david santos disse...

Olá, Conceição!
Caricatura não. Nem talvez.
Um grande abraço.
Até sempre: david santos

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