30 setembro 2006

Medida digna, de aplauso!

A partir do próximo ano, entra em vigor um novo valor, no desconto dos funcionários públicos para a ADSE.
Que sobe de 1% taxa actual, para 1,5% para os que estão no activo, e os aposentados, passaram a descontar 1%.
Segundo o ministro das Finanças, estas alterações permitirão encaixar nos cofres deste subsistema de segurança social, ADSE, cerca de 104 milhões de euros.
Actualmente os funcionários públicos contribuem com apenas 1% do seu salário para a ADSE.

E esta percentagem mantém-se inalterada há cerca de 25 anos, segundo o ministro das Finanças, contribuiu para que entre 2000 e 2005, o défice deste subsistema de saúde tenha subido de 417 milhões de euros para 662 milhões.
Isto só na Administração Central, porque se incidir sobre todo o universo dos fucionários públicos, o défice subiu 313 milhões naqueles cinco anos.

Além de insustentável, considera ainda o ministro das Finanças Teixeira dos Santos, é injusto que este défice seja pago por todos os contribuintes, (pois é tapado este "buraco" atravéz de transferências do Orçamento do Estado), ou seja dos nossos impostos, e que não usufruem, da ADSE.
Ainda sublinhou o ministro, que "não há justificação para que os (funcionários públicos) benificiem deste sistema especial de saúde e não o paguem".
Aqui está uma medida, que eu considero, realista e justa.

Não faz de facto sentido, que a esmagadora maioria dos portugueses pague uma regalia, que só "meia duzia" usufruem, e ainda por cima não a pagam!
Esta medida, merece de facto, um aplauso!
Porque enquanto a maioria dos portugueses, padece nos Centros de Saúde, ou hospitais públicos, horas a fio à espera de uma consulta, quando a têm.
E anos à espera de uma intervenção cirurgica!

Os funcionários públicos, podem escolher o médico, ou o hospital que lhes apetece na medicina privada, sem pagar.
E o mais injusto, e diria mesmo, escandaloso!
Com os outros que não benificiam deste sistema, a pagar.
A esmagadora maioria dos portugueses.
Ou seja, com o dinheiro dos nossos impostos.

6 comentários:

MRelvas disse...

Os funcionários públicos podem escolher os médicos que quizerem...seria bom,mas não é verdade!
O que é verdade é que a seguir a esta nobre medida,virá outra ainda mais nobre,aumentar as taxas moderadoras,privatizar os serviços hospitalares a pouco e pouco,mais boas medidas virão....

Amar...amar...amar!

josé Faria disse...

Agora sim amigo Mário Margaride.
Já posso ir ao médico aonde quiser. Escuso de ir para o Centro de Saúde e esperar pela minha vez, pagar a taxa moderadora e se hoverem exames a fazer, fazer e pagar também as respectivas taxas, como todos.
Agora já posso escolher o médico, o servíço de saúde e tudo de borla! - Não?
Então isso era dantes!?
Oh! E então para que fui eu tantas vezes, para o centro de saúde (precisamente onde trabalhei) só para me passarem a receita de um medicamento? Ou pela consulta!
Se calhar o nosso amigo não tenha culpa nenhuma: se diz que foi o Ministro que disse que "não há justificação para que os (funcionários públicos) benificiem deste sistema(ADSE) especial de saúde e não o paguem".
Sabe, até a "mobilia" que já me falta na boca ainda não foi substituída porque o nosso sistema apela muito à saúde oral, mas não dota o servíço de dentistas.
Tenho que pagar como toda a gente, como sempre!

Estão a ser feitas correcções e muito bem (algumas!) mas não têm nada a ver com borlas que existam ou deixassem de existir!

Um abraço!

Mário Margaride disse...

Se o amigo Faria, lê jornais. Verificará que transcervi as palavras do ministro. Vindas a público no J.N. Jornal de Notícias de ontem 30-09-2006, não as inventei! E o amigo sabe que isso é verdade. Se é funcionário público tem esse subsistema da ADES, e só desconta 1% do salário, ou é mentira? E sabe também que têm contratos com clinicas e médicos privados, ou também é mentira?
E quem paga esse défice, somos todos os do sector privado, atravéz dos impostos, e não usufruimos da ADSE, ou também é mentira?
Um abraço amigo Faria!
Mário.

MRelvas disse...

Vou aqui dizer ao Senhor Mário Margaride para ir à Clipóvoa,ou outra clínica...verá que quem enche as filas são na sua maioria os portdaores de P1,sabe com certeza o que isso é...é passado pelos médicos da "caixa"...devemos fundamentarmo-nos antes de opinar.Acho bem que se instale um sistema de saúde correcto e equalitário,mas parece-me que o senhor quer um nivelamento por baixo.Vai consegui-lo,os funcionários públicos,que na sua grande maioria recebem o salário mínimo (espero que não se deixe influenciar pelo que ouve ou lê,apenas, e dê uma olhada à lista da tabela salarial da função-pública e...verá então!

Os funcionários públicos serão culpados pela demagogia de certos senhores?Verá que começam sempre por falar nos funcionários públicos e nas suas "regalias"...no fim quem paga são todos no geral!
Prepare-se para mais mexidas no SNS!

Um abraço

A. João Soares disse...

Gostei dos comentários dos Amigos José Faria e Mário Relvas.
Estamos todos no mesmo saco, na mira dos políticos. A desgraça chegará a todos, mesmo que comece pelos outros!
E nada ganhamos em nos dividirmos e estarmos a gastar cartuchos uns contra os outros; eles irão fazer falta mais tarde quando nos apercebermos quem são os maus. E antes de fazermos eco dos jornais convém fazermos a nossa análise para podemos distinguir a poeira das realidades, destrinçar o essenial das aparências secundárias. Nem tudo é o que parece ser.
Um abraço dum idoso que pensa nada ter a perder no meio desta bagunça.

david santos disse...

Francamente, não sei, amigo Mário.
O mal dos outros não enche a barriga aos pobres. Se por acaso isso viesse a beneficiar quem precisa, o meu acordo era total; ou se em contrapatida esses valores revertessem em benefício dos mais necessitados. Eu sou do tipo que não quer saber dos privilégios dos outros, preocupa-me com quem os não tem. De qualquer forma o texto do meu amigo veio mesmo a propósito.
Um abraço, até sempre: david santos

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