09 setembro 2006

Justiça? Para quem?


" A defesa de Valentim Loureiro no processo Gondomar FC, o principal caso do Apito Dourado, vai tentar que os crimes de corrupção que são imputados ao Major (26 de corrupção activa sob a forma de cumplicidade e dois de preveraricação) sejam convertidos em crimes de corrupção activa desportiva, algo que, segundo disse à agência Lusa o advogado Amílcar Fernandes, permitirá suscitar a inconstitucionalidade... alguns juristas defendem que o decreto-lei 390/91 de 10 de Outubro, sobre corrupção no fenómeno desportivo, é inconstitucional porque o Governo não pediu a autorização legislativa à Assembleia da República. " ( em Jornal 24 horas de Sábado, 9 de Setembro de 2006).
A transcrição do trecho acima publicado no 24 Horas, serve como ponto de análise ao estado em que se encontra a justiça, mostra também a qualidade dos governantes que temos tido e que deveriam ser bem mais profissionais e cuidadosos em relação à tarefa que lhes cabe.
Com semelhantes patacoadas, casos da ponte de Entre-os-Rios, Casa Pia, Apito dourado e tantos outros, em que a culpa morre solteira e salientam na verdade uma impossibilidade a toda a prova para se fazer justiça neste país, quem tenha dinheiro para bons advogados para recursos nos tribunais, consegue sempre sair impune, ou por prescrição dos processos ou por inconstitucionalidade dos mesmos.
Afinal, é caso para nos perguntarmos, que democracia é esta? Que até no acesso à justiça, apresenta grandes desigualdades sociais, quantos inocentes não estão presos por muito menos, que estes escandalos que referimos ( refiro inocentes ), porque não tiveram igualdade de oportunidades no acesso à justiça, limitaram-se às defesas oficiosas, que na maioria é efectuada por jovens advogados, aínda sem tarimba para defender os direitos de um cidadão.
Este é um problema de exclusão, a que são votados a maioria dos cidadãos deste país, e a exclusão verifica-se no acesso negado a uma justiça, que se torna amorfa e exclusiva.
A igualdade de direitos, deveres e obrigações não é igual para todos... a democracia aínda não é uma realidade!

6 comentários:

Abade de Castro Laboreiro disse...

... e já reparam que Madaís, Vvalentins Loureiros...´são todos corja saída da "astúcia" PSDemoníaca ?!

AVE-NOCTURNA disse...

E esta JORGE COSME, ADJUNTO DO GOVERNADOR CIVIL DE COIMBRA, EXPULSO DA MAÇONARIA

Segundo os jornais 24 HORAS e as BEIRAS, Jorge Cosme, ex-Presidente da Câmara de Miranda do Corvo e agora adjunto do Governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, foi expulso da Maçonaria.
Alguns nomes da extensa lista de 31 nomes foram suspensos por falta de pagamento de quotas, como é o caso de António Vitorino. Outros, por razões seguramente mais sérias e que o secretismo do GOL não permitiu furar, foram expulsos desta organização secreta.


Explica sobretudo o 24 HORAS que as razões que podem motivar expulsões são ou estão relacionadas com falta de cumprimento de princípios fundamentais à Maçonaria de influência francesa.
A nossa curiosidade apenas se centra em saber quais os motivos do GOL para expulsar figuras que ainda hoje ocupam importantes funções de representação no Estado...heim ?

A. João Soares disse...

Em Portugal, em geral, o criminoso de «colarinho branco» (com dinheiro)nunca é condenado. Há muitos exemplos disto. Só é conhecida uma excepção emblemática, a do Dr. Vale Azevedo.
Os advogados são peritos em jogar com as bolas da justiça, procurando todas as hipóteses de atrasar o processo até que prescreve. Ou procuram «razões» para anular provas, como foi o caso recente aqui referido das escutas num processo de tráfico de droga.
O mais importante das expulsões da maçonaria é ficarmos a saber que estes pardais estavam lá metidos. E quantos lá estão? Quantos deles estão a gerir os destinos do País? A quem obedecem esses tipos que deviam apenas estar preocupados com os verdadeiros interesses nacionais? Dizem que quem puxa os cordelinhos destes títeres é a grande economia, ou o Clube Bilderberg, mas a Maçonaria não está fora deste jogo sujo e inconfessável, como vemos de vez em quando.
A Democracia é uma utopia irrealizável. Mas parece que é o regime menos mau, mas não deixa de ser mau, com imensos defeitos que só podem ser minorados com a pressão da opinião dos eleitores mais esclarecidos. É esse o papel deste Blogue e de outros que sigam o mesmo objectivo.
Não se pode parar de aclarar as águas sujas do pântano.

MRelvas disse...

É tido segrrdo de justiça....como vem cá para fora só o que interessa a determinados meninos.A Máfia faz escola em Portugal.Don Corleone era ima pomba branca ao pé destes nosos titulares de cargos públicos e do futebol...a corrupção é sinónimo de desconhecimento,de falta de inteligência,para lá de ser um crime que já o era,pois muitos já entram no jogo como algo normal e corrente sem o qual não se vive.Que raio de democracia é esta?Que liberdade construímos para os nossos filhos?Para onde nos empurram devagarinho e nós vamos escorregando e deixando...NÃO continuemos lutando pelo menos,nós na vozdopovo...

José Faria disse...

“EU SOU UMA FIGURA PÚBLICA!”

É assim que uma figura pública responde, afronta ou tenta intimidar um agente de autoridade para que este não cumpra com as suas obrigações?
Pelo menos foi mais este o exemplo que a figura pública de Gondomar, nos deixou ao ver-se, mais uma vez, confrontado com o exercício correcto e exemplar dos agentes de autoridade, face ao excesso de velocidade da viatura em que se fazia transportar.
Em todos os cargos que tem ocupado e ocupa, o major que já não o é porque não veste a farda nem exerce tais funções, continua a dar maus exemplos de cidadania, no que respeita nomeadamente ao código da estrada.
E mais uma vez os seus incontroláveis disparos de adjectivos incorrectos e inconvenientes lançados ao polícia que cumpria a sua exemplar obrigação, saíram-lhe pela culatra. Porque analfabeto, incompetente o polícia não foi, bem pelo contrário. E ainda mais grave é ter dito ao agente de autoridade que o ia fazer “sentar o cu no mocho, diante do seu comandante”, (pelo que consta na reportagem do “J.N. de 15/09). Isto é lamentável e deixa nos leitores, logicamente, uma grande margem de leituras a fazer, face às possíveis influências da figura pública, capazes de castigar até quem é policia exemplar, que com humana grandeza e profissionalismo, (talvez por pena) até perdoou a figura pública, ao não participar do seu comportamento, que deveria ser de bom e não tão mau exemplo.

José Faria disse...

OS ADEPTOS


Os adeptos exaltados, dormindo vão,
Desperdiçando erradamente a força unida,
Esquecendo social condição
Dão à bola toda a força e atenção,
Ignorando as razões sociais da vida.

Resfolegam cegamente colaboração
Do poder local sempre exigida
Uma soma, uns milhares p’ra construção
Não para aumento de riqueza e produção
Querem a obra do clube concluída

Há! – Se toda esta força em união
Incidisse, fazendo a terra evoluída
Não havia jamais estagnação
Evoluir cultural era a razão
Nunca mais a dignidade era ofendida

Mais de uma dezena, activos estão
Os Grupos e Clubes na terra carecida
Exigem subsídios só para distracção
Onde á barracos que são habitação
E a gente mais carente é ofendida.

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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