18 setembro 2006

Crise...! Para quem?


Os cidadãos portugueses, estão cada vez mais, numa espécie de cerco, imposto pelo poder político.
Em todos os aspectos da sua vida, económica, social, e laboral.
São os condicionamentos de ordem económica e laboral, que todos os dias nos deparamos.
E principalmente, no sector da indústria, onde, milhares de trabalhadores, ou não recebem os seus salários, ou as empresas fecham as portas e são atirados para o desemprego.
Mas reparem!
A crise, não é para todos!
Mas sim, para a sua esmagadora maioria.
Para aqueles que trabalham...E não recebem.
Para os desempregados...Para os pensionistas, com pensões baixas...Esses sim...!
É que é um sufoco diário para sobreviverem, às agruras do custo de vida.
Sem nunca terem a certeza se no dia seguinte, ainda têm o seu posto de trabalho.
Ao contrário de alguns, uma minoria!
Que muito se queixando...São aqueles que, nas pontes, nos fins-de-semana, nas férias... Vão para o Algarve...!
E grande parte desses, para fora do País.
Como aliás, é recorrente, nestas situações.
E não são os desempregados, nem os pensionistas que recebem 300 euros, ou menos.
Nem os trabalhadores que não recebem hà meses!
São aqueles que enchendo a boca com a crise!
Lá vão aos fins-de-semana, nas pontes e nas férias!
De malas feitas para a estranja.
Para esses...Não há crise!
Agora os outros...A maioria dos portugueses...Esses sim!
Têm a "corda na garganta", que não os deixa respirar...!
Não tendo na maioria dos casos, sequer dinheiro para comer...!
Para esses...Sim! Há crise...!

2 comentários:

MRelvas disse...

Caro Mário,a crise existe,claro.O desemprego...é mais do que o preconizado.Os trabalhos de part-time,não devidamente legalizados,não contam para o desemprego...o crédito e o capital mal parado.Em Portugal, hoje as empresas, raras são as que pagam a 90 dias...180...etc!A mais penalizada foi a classe média,esta é a que realmente contribui para o consumo em Portugal.Haviam famílias em que trabalhavam o marido e mulher,hoje só um trabalha e por vezes nenhum!Em Espanha o nº de desempregados é maior,no entanto a classe média tem mais emprego e melhores condições.Já não falo no custo de vida que é mais alto,mas os ordenados acompanham,havendo um diferencial positivo superior ao português.A formação,educação e falta de empresas produtivas,bem como a agricultura inerte,comércio baseado em produtos e lojas âncoras estrangeiras levam Portugal a sofrer a crise,para lá do problema do petróleo com a crise internacional!
Estou a ouvir a Sra Ministra a falar na TV, da educação...um grande problema de Portugal!Sem educação,sem formação e actualização,Portugal cai,vejamos a Irlanda que aproveitou há 20 anos para cá,a Espanha.A Finlândia um país com metade da nossa população dá um exemplo sobre a formação/educação.Esperemos que se siga uma política de educação apostada no futuro e não apenas no mandato legislativo!

José Faria disse...

Amigo Mári Margaride, permita-me acrescentar esta minha opinião para reforçar com verdade aquilo que os média nos vão dando diariamente relativamente ao encerramento de empresas em condições de continuarem a laborar:

E AS EMPRESAS
CONTINUAM A ENCERRAR!

Apesar do dito incentivo do Governo em agilizar a criação de empresas e postos de trabalho, e que já surtiu positivamente o seu efeito no aumento de empresas unipessoais, a verdade é que continua a verificar-se o encerramento de empresas com mais de cem trabalhadores, sem que se ouça do Governo uma palavra de “conforto” aos mais e mais beneficiários atirados do para o desemprego.
E apesar de o discurso político ter sempre presente menções “honrosas” ao apertar do cinto da Segurança Social, como a melhor alternativa de crescimento económico, apelando a mais anos de trabalho e mais descontos a quem trabalha por conta doutrem; o encerramento de empresas cheias de encomendas e em perfeitas condições de continuarem a laborar; como as de calçado, têxteis ou outras, passam ao lado desses discursos.
Sinceramente não compreendo a indiferença do Ministério do trabalho e da Segurança Social face a estas situações.
Por outro lado os Serviços de Finanças têm controlado e fiscalizado, e muito bem, quem não cumpre com as suas contribuições. Mas se uma empresa fecha, está fechada e acabou! Ninguém mais quer saber se as razões para tal procedimento de encerramento são credíveis ou de oportunismo arranjo capitalista!
Haja ou não pagamento dos salários e indemnizações aos trabalhadores nossos concidadãos, isso já não importa ao Governo porque a empresa acabou e deixou de facturar, e como tal, já não precisa de ser fiscalizada porque ficou livre de taxas, IVAs, IRCs e demais impostos.
Esta é também a melhor alternativa de crescimento económico de alguns empresários, que voluntária e arbitrariamente estão cada vez mais livres de optarem pelo encerramento das suas empresas sempre que lhes convenha e por razões que só eles conhecem! – E parece que ninguém tem nada que lhes pedir contas!

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