09 outubro 2006

"Inventar" um país novo

Divagando na possibilidade hipotética de...podermos um dia...ser um povo respeitado, digno, civilizado...instruido, educado...
Tecnológicamente evoluído, sem carências sociais, sem vergonha de si próprio, com boas escolas.
Bons hospitais. Eficiência na assistência à saúde.
Boas empresas. Bons empresários. Políticos e governantes, competentes e eficazes!
Teríamos que "inventar" um país novo.
Porque neste rectangulo, à beira mar plantado!
O cheiro a bolôr, e a podre...há muito que se instalou, e veio para ficar.
Por muito que mudemos, as "pedras do xadrez"!
Tenham elas a cor que tiverem!
Jamais mudaremos o "tabuleiro"...onde as mesmas se movem.
De tal forma enraizado, está o marasmo...o faz de conta, a podridão, que à sua volta gravita.
Que muitas voltas que se lhe dê!
Fica tudo, mais na mesma.
Ouvem-se sempre as mesmas críticas, as mesmas lamúrias, as mesmas vozes!
Independentemente, das cores das"pedras do xadrez", que estejam no "tabuleiro".
É a critica institucionalizada.
Mesmo que algumas medidas positivas se tomem, não faltarão as vozes, do bota à baixo.
É um circulo vicioso.
As "pedras", e seus "satélites", que estiveram "ontem", no "tabuleiro", criticam os que hoje lá estão, e vice versa.
É a mais pura demagogia.
Esperemos pois, que outros "ventos", que já sopram há muito, de outras paragens já "inventadas"...aqui cheguem!
Mas atenção!
Não estejam a pensar o que estão a pensar, pois não é desses que eu estou a falar!
É de outros, aqui na nossa Europa comunitária, de que muitos não se cansam de falar.
E nos façam também, "inventar" um país novo.
Também ele...por "inventar"!

5 comentários:

MRelvas disse...

Caros amigos,por onde andam os vossos textos?"Estranha forma de vida"...

País novo??O país é feito de pessoas...
um abraço
MR

A. João Soares disse...

Texto tão pessimista!
Este País é dos portugueses, isto é, meu e vosso, de cada um.
Mudar? Sim, é preciso que cada um mude algo em si e à sua volta, para que o País se torne naquele ideal que o Amigo Mário Margaride diz no início. Cada um deve criticar, alertar, sensibilizar contra a pedofilia, a mentira, a corrupção, a fuga à autoridade, o roubo, etc., etc.
O País é nosso e somos nós que temos de o mudar. Procuro não dizer os portugueses, esta gente, etc, e procuro dizer NÓS. Soa de maneira diferente e responsabiliza cada um, como deve ser.
Força para a reconstrução do Portugal, do noso País.
Um abraço
A. João Soares

JOSÉ FARIA disse...

Olá amigo Mário Margaride.
Compreendo bem o conteúdo do seu texto. Mas deixe-me acrescentar que este nosso país é sempre e sempre novo, em cada dia que passa.
Pois o país somos nós todos, (eu sei que sabe disso!)só com a agravante de (como diz e muito bem)continuarmos com as mesmas pedras no xadrez.Gastas,mafiosas,
hipócritas, oportunistas... Algumas nem são pedras, são rebos, calháus, sempre as mesmas pretenciosas de chegarem a penedos.
E este jogo de xadrez até funciona de forma amigável, e como se só estes parceiros existissem! Às vezes parecem ocupar cada um, o seu prato da balança: Ora agora sobes tu, ora agora subo eu! Outras vezes ficam nibelados.GANHAM OS DOIS! E os outros que parecem querer entrar no jogo mas não querem, continuam de fora a protestar que o jogo não é justo.
- Mas fazem muito pouco para o corrigir OU PARA TENTAR SUBSTITUIR AS PEDRAS. Para além de umas manisfestações a dar a ideia de descontentamento, não apontam outros caminhos capazes de refrescar este nosso país a precisar tanto de progressivo ar puro! E para desanuviar esse bolor de que fala, que há muito!

Um Abraço amigo Mário Margaride

Mário Margaride disse...

Olá amigo Faria! O amigo compreendeu perfeitamente, a sentido metafórico das palavras. É isso que eu quero dizer. E acrescento, que aqueles que criticam hoje...estarão amanhã no poder! Depois...inverte-se os papeis. Serão eles a criticar. E não saimos disto!
Quando eu digo, "inventar um país novo", mudar estas "pedras gastas no tempo"...significa tão simplesmente, mudar as caras gastas, as políticas gastas, os partidos gastos, que se revesam no poder! Para que fique tudo na mesma.
Quando que eu digo "inventar um país novo". É o país político, partidário, que nos tem governado nestes 32 anos.
Esse país politico, está caduco, não tem hipótese de regenaração.
Só de facto, com um "país novo" politicamente falando!
Com outras ambições, outras perspectivas, outras preocupações, outro rumo...poderemos renascer qual fénix, das cinzas onde nos encontramos.
Um abraço, Mário Margaride.

MRelvas disse...

Temos que ser nós a fazer por isso caro Mário Margaride.Ninguém virá cá melhorar a podridão de pensamentos e de ideais que nós tanto criticamos.Que fazemos nós?Desabafamos,alertamos,sim é alguma coisa...mas não passamos adqueles "gajos" chatos,mas identificados e controlados.

Pense nisto e diga algo...

cumprimentos
Mário Relvas

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