03 setembro 2006

Recusas de emprego, porquê?

Segundo dados oficiais, havia em Junho cerca de 460 mil desempregados inscritos, nos diversos centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Ainda segundo os mesmos dados, foram entregues ao Instituto público quase nove mil ofertas de trabalho, mas só pouco mais de 4700 acabaram por ser ocupadas por pessoas aí desempregadas, ou à procura do primeiro emprego.
A maioria dessas 4700 pessoas, foram colocadas no sector dos serviços.
Ainda assim, dos empregos oferecidos na primeira metade do ano, perto de 4200 ficaram por preencher, apesar de haver segundo números oficiais 460 mil desempregados.
A interrogação que coloco é porque será, que cerca de metade ds ofertas de emprego não foram preenchidas?
Eram incompatíveis com a formação das pessoas?
Eram trabalhos precários?
Ninguém sabe o porquê destas recusas!
O que se sabe! É que a grande maioria dos desempregados são da industria!
E duvido muito, que nesse universo de 9000 ofertas de emprego, houvesse algum para a industria.
E se algum houve, concerteza que foi preenchido por algum recém-licenciado, porque quanto aos milhares de operários com pouca qualificação que enchem as listas dos centros de emprego, de certeza que não houve!
Convinha, que o Instituto de Emprego e Formação Profissional, divulgasse as razões, dessas recusas de emprego.
Para que os portugueses soubessem!

3 comentários:

Bendix2006 disse...

Os desempregados, quando não aceitam o emprego (recusam), normalmente éporque o mesmo não lhe proporciona condições remuneratórias condignas, por dificuldade de deslocação e outras, mas básicamente são estas... os tempos mudaram e aínda à empresários que querem escravos e olham só para o seu umbigo, mas já não estamos nos tempos da ditadura em que se tinha de trabalhar pelo comer, dia a dia... se é um país assim que queremos, não me venham com tretas de produtividade, riqueza e outras!
Dificilmente aparecem bons empregos ( digo trabalho remunerado condignamente, que garanta no mínimo, as necessidades básicas do trabalhador e família), nos Centros de Emprego, as empresas que pagam o aceitável, não necessitam de recorrer aos serviços públicos de oferta, os candidatos aparecem.
Um exemplo da exploração do homem pelo homem, um desses infantários privados à dias queria uma auxiliar de acção educativa, mas não queria ninguém com formação, queriam uma pessoa sem formação para lhe pagarem o mínimo dos mínimos, e é assim meus amigos... é o país que temos para as mentalidades que temos e vamos nós entregar as nossas crianças a estabelecimentos sem escrupulos!
O Estado deveria regulamentar o exercício profissional e fiscalizar, nestes e outros estabelecimentos.

A. João Soares disse...

O facto de haver muitos desempregados que não aceitam os empregos que lhes são oferecidos não é passível de uma explicação resumida. O desempregado, antes de tomar a decisão de aceitar ou recusar, deve analisar os prós e os contras de continuar no desemprego ou aceitar um trabalho que não lhe agrada totalmente, atendendo às condições reais existentes. Por vezes, além da formação inadequada e da necessidade de deslocação, está o facto de o salário oferecido ser pouco superior ao valor do subsídio de desemprego.
A exigência de salários altos afugentam as multinacionais que se deslocalizam para países de mão-de-obra mais barata, como aconteceu, por exemplo, com a Grundig e com a General Motors, reduzindo a oferta de emprego. Por outro lado, os postos de trabalho oferecidos e não aproveitados pelos desempregados nacionais vão para as mãos de imigrantes que, embora dessa forma contribuam para a sobrevivência da nossa economia, transferem as suas poupanças para as suas terras e, para mais desgaste financeiro, o País tem de suportar com subsídios os nacionais que não querem trabalhar.
Devido a estes factores múltiplos e complexos, seria necessário elaborar um estudo completo da situação, apreciando todos os factores relevantes, de forma séria, imparcial, isenta. Mas, devido aos aspectos emotivos com que estes assuntos são encarados, há pouca gente disponível para iniciar um tal trabalho de investigação.

MRelvas disse...

De acordo,quando se ganha pouco mesmo sem fazer nada,preferem ficar em casa a beber umas cervejolas!Eu próprio já constatei esse facto pois levei dois moços "quaze" à força ao centro de emprego e eles disseram-me isso,mesmo depois de os alertar que o subsídio não é eterno.Outros dizem que andaram a estudar para quê,para trabalho mnores?Será que há trabalhos menores,será que já não há dignidade?Preferem ir para o estrangeiro,ganham mais, mas gastam mais,fazer trabalhos ainda menores mas lá não os "vemos".Chegam cá dizem o que quizerem.
Está em contrução aqui ao lado uma grande superficie são meia dúzia os portugueses que lá andam.Isto era outro tema formidável para reflexão conjunta...

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